
Com uma área de 630 km² e extensão de 172 km, o reservatório doLago da Usina Hidrelétrica Luís Eduardo Magalhães impacta diretamente sete municípios, mas sua bacia hidrográfica evolve 32 municípios. A concessão para a geração de energia elétrica pertence à Investco e prevê gestão integrada e uso de recursos múltiplos. Retomar o projeto inicial, com melhor aproveitamento turístico e esportivo é a proposta do secretário de Cultura e Turismo, Hercy Filho, que reuniu na tarde desta quarta, 23, representantes de instituições públicas, empresas privadas e associações para discutir o alinhamento das responsabilidades sobre o lago.
“Para nós, do turismo, está mais que evidente a importância do lago, estamos em um momento propício para realizar este resgate e consolidar este projeto como política pública”, pontuou Hercy Filho.
Os participantes posicionaram a atuação das instituições que representam, apresentando conquistas, demandas e prioridades para efetivar o ordenamento do lago. A elaboração da Carta Náutica para garantir a segurança do tráfego aquaviário foi defendida pelocapitão de Fragata Artur Roberto Quirino da Silva, que abordou também sobre importância da retirada dos paliteiros- troncos da vegetação original da área que foi alagada após a construção da Usina.
Os representantes da Investco, Joel Parizi e Walter Ohofugi Jr, informaram sobre a atuação da empresa e ressaltaram que 40% dos paliteiros do lago foram retirados antes do enchimento, sendo que a meta inicial era retirar 17%. Também defenderam ter estudos com informações que podem ser usadas para definir áreas impróprias à navegação e se colocaram à disposição para colaborar.
A questão fundiária e o microparcelamento de áreas às margens do lago, que impactam no descarte de esgoto e gera risco ambiental, foi apontada como problema urgente pelo presidente da Fundação do Meio Ambiente, Fábio Braga Chaves. “O esgoto está intrinsecamente ligado à pressão imobiliária”, disse, ao assumir compromisso de apresentar propostas de controle mais efetivo.
Célio Pinheiro, da Semarh, entregou ao secretário Hercy Filho o projeto de criação do Observatório do Lago, que visa reunir as informações e indicadores coletados por vários órgãos e que podem gerar indicadores específicos para a elaboração de políticas públicas efetivas. Ele citou uma pesquisa onde 94% dos entrevistados afirmaram usar o lago para o lazer, apesar de restrições como medo da poluição e ataque de piranhas.
Outros presentes abordaram questões de segurança e a importância desta reunião para o começo de uma nova fase para o lago. “Defendemos estruturação e qualidade, para ver o aumento do fluxo turístico e a satisfação dos empresários e da comunidade”, comemorou o secretário de Cultura e Turismo.
A reunião contou com a participação da secretária Executiva Jocélia Costa, da superintendente de Turismo Maria Antônia Valadares e de representantes do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), Corpo de Bombeiros (CBMTO), Capitania dos Portos do Araguaia-Tocantins (Marinha), Investco, Secretaria do Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Sociedade Amigos da Marinha (Soamar), Consórcio Intermunicipal da Bacia Hidrográfica do Médio Tocantins, Fundação do Meio Ambiente de Palmas, Agência de Turismo de Palmas (Agtur).
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