
O instituto apresentou resultados da aplicação de novas tecnologias para o combate ao desmatamento e queimadas
O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) participou do I painel do Workshop de avaliação da Operação Tamoiotatá 1, realizado nestas quinta e sexta-feira (17 e 18/02), no Centro de Monitoramento Ambiental e Áreas Protegidas (CMAAP). Durante o evento, o órgão apresentou os resultados da aplicação de novas tecnologias para o combate ao desmatamento e queimadas ilegais durante a primeira operação, que aconteceu de abril a novembro de 2021.
Dados que foram apurados com o auxílio dos painéis de controle em tempo próximo do real do CMAAP do Ipaam foram usados como ferramentas para aplicação de multas e embargos pelas equipes de fiscalização nos municípios de Humaitá, Lábrea, Manicoré, Novo Aripuanã, Canutama, Tapauá e Apuí, onde se concentram os principais casos desses tipos de crimes ambientais.
Os analistas ambientais, José Luiz Nascimento e Raimundo Chuvas, falaram sobre as novas tecnologias implementadas no CMAAP, que serão utilizadas na Tamoiotatá 2 e apresentaram os resultados obtidos nas fiscalizações do ano passado: mais de R$ 287 milhões somente em multas; cerca de 273 autos de infração; uma quantidade de 53.347,56 de áreas embargadas; e 461 termos de embargos, durante toda a ação nos sete municípios do sul do estado.
Durante a apresentação dos resultados, o gerente de fiscalização Raimundo Chuvas ressaltou que a operação Tamoiotatá é um dos filtros mais eficazes na redução das queimadas e desmatamentos ilegais em todo o estado do Amazonas.
’’A Operação Tamoiotatá é um dos filtros mais eficazes na redução de queimadas e desmatamentos ilegais no estado, um trabalho conjunto entre órgãos interinstitucionais de vital importância. E já está previsto para segunda-feira (21/02), o envio dos novos veículos que serão utilizados para locomoção dos agentes lá no sul do Amazonas, para dar início à operação deste ano”, afirmou.
Para o diretor-presidente do Ipaam, Juliano Valente, a operação Tamoiotatá tem dois aspectos relevantes: o combate e o resgate à regularização, que trabalham de forma conjunta alcançando, assim, os resultados esperados e planejados que são o objetivo da ação.
“A operação é um incremento. Não só uma ação de combate, mas uma ação de resgate à regularização. Acho que esse é o ponto principal da nossa operação que valoriza a atuação, tanto de quem está atrás da mesa como de quem está na ponta, isso faz todo o sentido na Operação Tamoiotatá, a sensibilização para a regularidade das atividades” finalizou Valente.
O segundo dia do workshop foi dedicado aos debates, entre os integrantes dos órgãos envolvidos, referentes às apresentações do dia anterior e discussões diversas sobre procedimentos a serem tomados nas ações da Tamoiotatá de 2022.
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