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Mercado de trabalho aquecido transforma recrutamento

Queda do desemprego e aumento da ocupação em logística ampliam desafios para atração de trabalhadores e impulsionam mudanças nas estratégias de recrutamento

16/09/2026 às 10h51
Por: Redação Fonte: Agência Dino
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O mercado de trabalho brasileiro atravessa um período de ocupação elevada, criando novos desafios para empresas que precisam contratar e reter profissionais. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio de 2026, ante 6,2% no mesmo período de 2025. A população desocupada foi estimada em 6,1 milhões de pessoas.

O movimento ocorre ao mesmo tempo em que alguns segmentos ampliam a ocupação. Transporte, armazenagem e correio registraram crescimento de 3% no número de trabalhadores frente ao trimestre anterior, com acréscimo de 177 mil pessoas. Na comparação com o mesmo período de 2025, o avanço foi de 4%, equivalente a 236 mil ocupados a mais, de acordo com o IBGE.

Nesse cenário, empresas de recrutamento e gestão de mão de obra vêm revendo estratégias para atrair profissionais e atender à demanda de setores intensivos em contratação. A Gi Group, por exemplo, administrou mais de 15 mil vagas temporárias e admissões no Brasil em 2025 e registrou, no primeiro semestre de 2026, volume de vagas equivalente ao apurado durante todo o ano anterior. Para 2026, a companhia projeta crescimento de cerca de 50%.

Entre os setores que concentram a demanda estão logística, comércio eletrônico, agronegócio, indústria, educação, saúde, hospitalidade e serviços. No caso da logística e do comércio eletrônico, mesmo com o avanço da automação, atividades como movimentação, separação, armazenagem e distribuição de mercadorias continuam demandando contingentes de trabalhadores.

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"Estamos vivendo uma expansão importante do e-commerce, com empresas disputando eficiência e prazos de entrega cada vez menores. Para que essa estrutura funcione, é necessário um grande contingente de profissionais operacionais", afirma Ana Britto, diretora da Gi Group, responsável por soluções de recrutamento, seleção e gestão de mão de obra temporária e efetiva.

A combinação entre maior ocupação e transformação das expectativas dos trabalhadores também tem levado empresas do setor a investir em novas formas de recrutamento. Tecnologia, inteligência artificial, redes sociais e ferramentas digitais passam a dividir espaço com iniciativas presenciais de aproximação com candidatos. No caso da Gi Group, uma das ações adotadas é uma unidade móvel de recrutamento, denominada Gi Sobre Rodas, que leva processos seletivos a regiões onde candidatos podem encontrar dificuldades de acesso aos canais digitais ou aos escritórios da companhia.

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As mudanças no mercado também estão relacionadas ao novo posicionamento global adotado pela Gi Group em 2026. A companhia passou por uma reformulação de identidade e adotou o conceito "Smarter Proximity", que busca combinar tecnologia, especialização e relacionamento humano nos processos de recrutamento.

"Tecnologia e inteligência artificial são fundamentais para dar escala e eficiência aos processos, mas, no fim do dia, o recrutamento continua sendo uma relação entre pessoas. A combinação entre ferramentas tecnológicas, conhecimento especializado e entendimento das necessidades de candidatos e empresas ganha importância nesse cenário", ressalta Britto.

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A estratégia de expansão da companhia no Brasil inclui abertura de escritórios, ampliação da equipe e investimentos em tecnologia, além do crescimento em setores com demanda por trabalhadores temporários e efetivos. A expectativa da empresa é dobrar de tamanho nos próximos três anos em sua operação de recrutamento e gestão de mão de obra.

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