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IA auxilia policiais na resolução de 1,8 mil casos no Paraná

Com 972 câmeras, sistema paranaense recupera por equipamento 108 vezes mais veículos que o programa da capital paulista, que opera com 20 mil; ferramenta também apoiou 1.300 prisões

05/09/2026 às 01h13
Por: Redação Fonte: Agência Dino
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Divulgação - pax.ai
Divulgação - pax.ai

A plataforma de monitoramento com inteligência artificial da Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp), que integra as ações das polícias Civil e Militar, auxiliou na resolução de 1.885 casos em todo o Estado desde o início de sua operação, em dezembro de 2025. Os dados foram apresentados pelo secretário da Segurança Pública, coronel Hudson Leôncio Teixeira, na manhã desta segunda-feira (31) e mostram que a ferramenta também contribuiu para 1.300 prisões e para a recuperação de 557 veículos.

Um levantamento da LCA Consultoria comparou dois dos principais programas de tecnologia para segurança pública do país — o do Paraná e o da cidade de São Paulo. Por câmera instalada, o paranaense entrega 21 vezes mais resultado na captura de foragidos, 43 vezes mais em prisões em flagrante e 108 vezes mais na recuperação de veículos — operando com 972 câmeras próprias, contra 20 mil na capital paulista.

A tecnologia conecta as imagens das câmeras à inteligência artificial, funcionando como um sistema de apoio às equipes policiais e foi desenvolvida em parceria com a startup brasileira Pax. Nascida em 2024, da reunião de um grupo de empreendedores com engenheiros do ITA, USP, Harvard e MIT, a empresa criou do zero uma tecnologia brasileira para segurança pública já usada em mais de 50 cidades brasileiras.

Atualmente, no Paraná, a plataforma reúne 972 câmeras e a previsão é ampliar a rede para 1,5 mil equipamentos, com avanços já no processo de reconhecimento facial. O sistema é coordenado pela Superintendência-Geral de Governança de Serviços e Dados (SGSD) em conjunto com a Secretaria da Segurança Pública (SESP) e sob a operação das Polícias Militar e Civil do Paraná.

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A tecnologia consegue ler placas e identificar modelo e cor dos veículos em tempo real, cruzando as informações com bases policiais de furto, roubo e mandados ativos; qualquer correspondência gera um alerta imediato que é encaminhado para a viatura mais próxima, que decide e conduz a abordagem. A própria inteligência artificial consegue realizar as buscas a partir dos comandos específicos dos policiais que operam o sistema.

Além disso, permite buscas semânticas em linguagem natural. Assim, os policiais podem localizar veículos e suspeitos a partir de características informadas em boletins de ocorrência, como placa, amassados na lataria e adesivos, além de capacetes, roupas ou mochilas dos suspeitos, ampliando a capacidade de identificação e resposta das forças de segurança. Outro ponto interessante é a observação e identificação pelo sistema de padrões de trânsito, como no caso de veículos que circulam muitas vezes por determinadas rotas levantando suspeitas.

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Os equipamentos estão distribuídos em grandes centros urbanos, regiões de fronteira e no Litoral paranaense. A rede já atende praticamente todas as grandes regiões: Norte, Noroeste, Oeste, Centro-Oeste, Campos Gerais, Litoral e Região Metropolitana de Curitiba. O objetivo é integrar no sistema todas as cidades do Paraná com a participação das forças de segurança estaduais e municipais.

A evolução dos resultados acompanha a expansão da ferramenta. Em janeiro, primeiro mês de funcionamento pleno do sistema, foram registradas 20 ocorrências solucionadas com apoio da plataforma. O número acumulado passou para 212 em março, chegou a 780 em junho e alcançou 1.180 casos em julho. Entre junho e agosto, a eficácia da ferramenta cresceu 2,4 vezes.

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