
Há um ano, a relação entre a população e a Prefeitura de Paraíso do Tocantins ganhou um novo caminho: o digital. Lançado em agosto de 2025, o Colab nasceu com a proposta de aproximar o cidadão da gestão pública e, ao longo dos 12 meses seguintes, passou a fazer parte da rotina dos moradores para acessar serviços, realizar agendamentos, participar de inscrições e comunicar problemas encontrados na cidade.
Dados da plataforma mostram que até 13 de agosto de 2026, havia 8.256 usuários cadastrados. O número representa a adesão da população a uma ferramenta que foi concebida para colocar o cidadão no centro da prestação de serviços e também da construção de soluções para o município.
Na saúde, uma das áreas que mais concentrou utilização da plataforma, foram registrados 4.998 agendamentos para consultas médicas nas unidades básicas de saúde. Entre os maiores volumes estão os atendimentos da UBS Wilfran Marinho, com 1.345 agendamentos; UBS Araci Aires Parente – SESP, com 951; UBS Dona Juceneuza, com 841; e UBS Clóvis Carneiro Campos, com 635.
Segundo a Secretária de Gestão, Planejamento e Inovação Tecnológica, Ingrid Rebelo, “a intenção da gestão é justamente permitir que a população tenha acesso aos serviços oferecidos pelo município de forma mais prática e rápida. Hoje, sabemos que grande parte da comunicação acontece pelo WhatsApp. Por isso, disponibilizar um sistema, um aplicativo e uma plataforma multicanal como o Colab traz mais versatilidade aos serviços públicos e facilita o acesso da população”.
O Colab também ampliou o acesso digital a outros procedimentos da rede municipal de saúde. No período, a plataforma registrou agendamentos para coleta de exames laboratoriais, consultas ginecológicas e ações de castração de cães e gatos, mostrando que a ferramenta deixou de estar restrita a uma única finalidade e passou a integrar diferentes serviços oferecidos pela administração municipal.
“Essa é a nossa função: a cada dia, implementar ferramentas que possam facilitar a vida da população e, obviamente, entregar serviços de maior qualidade. Estamos sempre buscando aprimorar esse processo, e o Colab representa um importante avanço nessa aproximação”, explicou Rebelo.
Se na saúde o Colab facilitou o acesso a serviços, na zeladoria colaborativa a plataforma criou uma ponte direta entre o olhar do morador e a atuação do poder público. Nesse modelo, o cidadão pode comunicar problemas como iluminação pública irregular, lâmpadas acesas durante o dia ou apagadas à noite, coleta de lixo, descarte irregular de água e presença de animais mortos em vias públicas.
Também é possível registrar denúncias relacionadas a terrenos, calçadas, obras, ocupação de áreas públicas e obstrução do trânsito de pedestres, entre outras situações. Ao todo, o relatório registra 416 demandas atendidas pela Zeladoria Colaborativa.
“Antes, para solicitar um serviço simples, como a troca de uma lâmpada, o cidadão precisava percorrer todo um caminho até conseguir registrar a demanda. Hoje, pelo Colab, ele consegue enviar uma foto. A própria ferramenta identifica a localização, mesmo que o cidadão não informe o endereço, e a equipe já consegue avaliar a situação”, explicou a secretária Ingrid Rebelo.
A lógica é simples: quem vive na cidade ajuda a identificar o que precisa ser corrigido, enquanto a Prefeitura organiza e direciona as solicitações às áreas responsáveis. O modelo já estava entre as principais propostas apresentadas no lançamento da plataforma, quando a gestão municipal destacou o uso de informações geolocalizadas para facilitar o encaminhamento das demandas e dar mais agilidade às respostas.
Ao longo do primeiro ano, o Colab também passou a ser utilizado por outras secretarias para inscrições e acesso a iniciativas municipais.
Na Cultura, a plataforma recebeu inscrições para atividades comerciais em eventos como o Festival do Chambari (100 inscrições), o aniversário de Paraíso (100 inscrições) e o Arraiá no Paraíso (33 inscrições), além de matrículas e rematrículas da Escola de Artes Cora Coralina, com destaque para 95 rematrículas em Balé, 47 matrículas em Balé e 37 matrículas em Música/Fanfarra, e inscrições de editais culturais, como os Microprojetos Culturais (65 inscrições) e a Premiação Cultura Viva (10 inscrições).
Na área de Indústria, Comércio e Serviços, Juventude e Assistência Social, o uso se expandiu principalmente para cursos de qualificação e capacitação. O relatório reúne inscrições em dezenas de cursos, incluindo informática, marketing e redes sociais, mecânica, elétrica, costura, fabricação de alimentos, operação de drones, Excel e outras formações profissionais. Entre os destaques estão 117 inscrições no curso de Marketing e Redes Sociais, 115 em Informática Básica e 65 em Fabricação de Bombons e Trufas.
Esse crescimento acompanha a proposta apresentada no lançamento do Colab: utilizar uma única plataforma para integrar diferentes serviços públicos e, ao mesmo tempo, criar novos canais de participação popular. Na ocasião, a Prefeitura também anunciou o uso da ferramenta para consultas públicas e coleta de sugestões para temas estratégicos do município.
O primeiro ano do Colab mostra uma mudança que vai além da substituição do atendimento presencial por uma tela. A plataforma passou a funcionar como um ponto de encontro entre demandas do cidadão e serviços da administração municipal.
A proposta anunciada em 2025 era aproximar a Prefeitura da população por meio de uma ferramenta acessível pela internet, aplicativo e WhatsApp, permitindo não apenas solicitar serviços, mas também participar de consultas e contribuir com decisões relacionadas à cidade.
Um ano depois, os números mostram que essa relação ganhou usos concretos: são milhares de usuários cadastrados, milhares de agendamentos na saúde, centenas de demandas de zeladoria e uma crescente variedade de serviços e inscrições disponibilizados digitalmente.
Para a Prefeitura, o desafio agora é ampliar a utilização da ferramenta e incorporar novos serviços. Para o cidadão, a mudança é ter mais uma forma de acessar o poder público, registrar uma necessidade e acompanhar uma cidade que também pode ser construída a partir de sua participação.

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