
No semiárido mineiro, muitas famílias ainda têm dificuldade de acesso à água de qualidade para o consumo. O Programa Água Doce (PAD), uma parceria entre os governos federal e estadual, pretende melhorar a vida de 28 mil pessoas, de 69 comunidades, em 26 municípios da região até o fim de 2022, com a recuperação de poços e a construção de estações de dessalinização de água, tornando o líquido apto ao consumo humano. As primeiras obras já foram concluídas e deverão ser inauguradas, em breve, nas comunidades Vila do Cristino e Ingazeira, em Mato Verde, no Norte de Minas, beneficiando 140 famílias.
Cerca de 70% dos poços da região semiárida do Brasil apresentam águas salobras ou salinas, e a água subterrânea, muitas vezes, é a única fonte disponível para muitas comunidades. O Programa Água Doce (PAD) busca fazer o aproveitamento sustentável dessas águas, incorporando cuidados técnicos, ambientais e sociais na implantação e gestão de sistemas de dessalinização. A ação do governo federal é coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, em parceria com instituições federais, estaduais, municipais e sociedade civil. Em Minas Gerais, o programa é executado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) , em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) , Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) , Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam ) , Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene) , prefeituras e comunidades beneficiadas.
Dessalinização
O dessalinizador utiliza o processo de osmose inversa, no qual membranas semipermeáveis, que funcionam como um filtro, retiram da água salobra ou salina a quantidade de sais imprópria para consumo humano, produzindo dois efluentes, o permeado (água dessalinizada) e o concentrado. Cada sistema pode produzir até 14,4 mil litros de água dessalinizada por dia.
“Hoje são utilizadas no programa as melhores tecnologias de filtração do mundo. A osmose inversa é muito eficiente para a remoção de impurezas, de vírus, de bactérias e de sais das águas. Essa tecnologia vai trazer melhor qualidade hídrica e saúde para a população do semiárido mineiro”, assegura o coordenador do PAD em Minas e capitão da Polícia Militar , José Ocimar de Andrade Junior. Segundo o capitão, a escolha das comunidades a serem atendidas pelo PAD no estado levou em conta aspectos como baixos índices de IDH e pluviometria, índice de mortalidade infantil preocupante e com pouca, ou nenhuma, opção de acesso à água potável.
Mobilização social
Além das obras, outra etapa importante do programa é a mobilização social das comunidades atendidas, trabalho que ficou sob a coordenação da Emater-MG. Nos dias 11 e 12/5, foram realizadas duas reuniões nas comunidades de Ingazeira e Cristino 1, em Mato Verde, para discutir o assunto.
“Nós fazemos reuniões de mobilização social e sustentabilidade ambiental nas comunidades para apresentar o que é o dessalinizador e sua capacidade de produção, de que forma a comunidade poderá utilizar essa água, entre outras informações, além de ser definido um grupo gestor com membros da comunidade”, explica a coordenadora estadual de Saneamento Ambiental da Emater–MG, Jane Terezinha Leal.
Nessas reuniões de Mato Verde foram indicadas cinco pessoas para compor o grupo gestor e três voluntários com a responsabilidade de operar o sistema de dessalinização. “Essa questão do acordo é importante, porque gera aquela questão do pertencimento do projeto à comunidade. O sistema de dessalinização é da comunidade e será gerido por eles e para eles, com todo apoio do Governo de Minas, por meio de órgãos como a Emater”, salienta Jane.
O programa
Para execução do programa no estado, o Governo de Minas firmou um convênio com a União. A Semad formalizou, em agosto de 2020, a contratação de diagnósticos socioambientais em comunidades mineiras com vistas à aplicação da metodologia PAD.
Na segunda etapa, finalizada recentemente, foram realizados os chamados testes de vazão em poços tubulares das comunidades beneficiadas. Nesse processo, houve análise físico-química e bacteriológica das águas dos poços, o que envolve a avaliação de mais de 50 substâncias contidas na água. A fase final do projeto prevê o monitoramento e a manutenção das estações, com visitas técnicas realizadas periodicamente nas comunidades.
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