
Campo Grande iniciou nesta semana a programação do Agosto Lilás com novas iniciativas voltadas à proteção, prevenção da violência e autonomia das mulheres. Durante a solenidade realizada no auditório do Paço Municipal, a Prefeitura lançou o Observatório Municipal da Mulher, anunciou atendimento com intérprete de língua indígena na Casa da Mulher Brasileira e apresentou projetos de qualificação e prevenção.
Coordenada pela Secretaria Executiva da Mulher (Semu), a programação marca os 20 anos da Lei Maria da Penha e reúne palestras, campanhas educativas, capacitações, parcerias e ações voltadas ao acesso às políticas públicas.

Entre as novidades está o Observatório Municipal da Mulher, que vai reunir dados para subsidiar políticas públicas, orientar decisões e apoiar estratégias de enfrentamento à violência e promoção dos direitos das mulheres.
Outro anúncio foi a implantação do atendimento com intérprete de língua indígena na Casa da Mulher Brasileira. A medida amplia a acessibilidade e facilita o acolhimento de mulheres indígenas em situação de violência.
A Casa da Mulher Brasileira funciona 24 horas por dia e, segundo a coordenadora da unidade e presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Yacita Azamor, atende cerca de 1.200 mulheres por mês.
“A Casa da Mulher Brasileira funciona ininterruptamente, 24 horas por dia, acolhendo cerca de 1.200 mulheres por mês. Cada atendimento representa uma história que precisa ser ouvida, protegida e acompanhada por uma rede integrada de serviços, garantindo acolhimento humanizado, proteção e acesso aos direitos”, afirmou.
A Prefeitura também firmou termo de cooperação com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-MS) para implantação da campanha permanente Selo Espaço Seguro. A iniciativa prevê capacitação de funcionários de bares e restaurantes para acolher mulheres em situação de vulnerabilidade e orientar sobre os procedimentos adequados diante de casos de assédio ou violência.
A programação do Agosto Lilás também inclui iniciativas voltadas à autonomia financeira. Em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT), foi lançado o projeto Mulheres que Transformam, com investimento de R$ 150 mil destinado ao Fundo Municipal dos Direitos da Mulher.
Os recursos serão utilizados em cursos de qualificação profissional voltados às oportunidades geradas pela Rota Bioceânica. A proposta é preparar mulheres para novas possibilidades de trabalho e geração de renda.
O programa CG Delas reúne mais de 25 projetos nas áreas de proteção, qualificação profissional, geração de renda, saúde, empreendedorismo e autonomia feminina. Em 2025, foram realizados 2.826 atendimentos. No primeiro semestre de 2026, já foram contabilizados 1.962 atendimentos nas sete regiões urbanas de Campo Grande.
Durante a solenidade, também foram homenageadas alunas concluintes dos cursos da Escola de Capacitação para as Mulheres. Apenas em junho, foram ofertados nove cursos nas áreas de administração, beleza e artesanato.
Outro destaque foi a certificação de 200 estudantes da Rede Municipal de Ensino (Reme) que concluíram o primeiro ciclo do projeto Meninos e Meninas Fortes.
A iniciativa trabalha temas como respeito, igualdade, prevenção à violência de gênero, valorização da vida e construção de relações saudáveis desde a infância.
As escolas municipais Padre Tomaz Ghirardelli e Senador Rachid Saldanha Derzi receberam o Selo Geração Forte e uma Carta de Compromisso pelo desenvolvimento do projeto junto aos estudantes.
No período da tarde, os alunos participaram de uma palestra com a secretária executiva da Mulher, Angélica Fontanari, e a secretária-adjunta Michele Ferreira, retomando os conteúdos trabalhados durante o projeto.
Para Angélica Fontanari, a formação das crianças representa um investimento no futuro.
“Foi muito gratificante ver a alegria das crianças ao concluírem essa etapa. Elas compreenderam a importância do respeito, da igualdade e da prevenção da violência e disseram que querem compartilhar esse aprendizado com suas famílias, amigos e comunidade. É assim que construímos uma nova geração de defensores das mulheres”, destacou.

A prefeita Adriane Lopes destacou que os 20 anos da Lei Maria da Penha também representam uma oportunidade para ampliar as políticas de proteção e autonomia.
“Os 20 anos da Lei Maria da Penha representam uma conquista histórica para o Brasil e reforçam que proteger as mulheres é uma responsabilidade permanente. Em Campo Grande, seguimos fortalecendo políticas públicas que promovem acolhimento, autonomia, qualificação profissional e oportunidades.
Nosso compromisso é fazer com que essas ações cheguem a quem mais precisa, porque quando uma mulher avança, toda a sociedade avança”, afirmou.

Ao encerrar a solenidade, a secretária executiva da Mulher destacou que as ações desenvolvidas ao longo do mês fazem parte de uma política permanente de enfrentamento à violência.
“Que o Agosto Lilás não termine neste mês. Que permaneça em nossas atitudes, em nosso trabalho, em nossas famílias e em nossas políticas públicas. Combater a violência contra a mulher é defender direitos humanos, proteger vidas e construir uma sociedade mais justa, segura e igualitária”, concluiu.
#ParaTodosVeem: A imagem de capa mostra o auditório do Paço Municipal lotado durante o lançamento do calendário do Agosto Lilás, com a prefeita Adriane Lopes discursando no palco para o público presente.
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