
O Governo de Sergipe oficializou o tombamento da Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem, localizada na Praia do Saco, em Estância, como Patrimônio Histórico e Cultural do Estado. O decreto nº 1.469, assinado pelo governador Fábio Mitidieri e publicado nesta quinta-feira, 28, reconhece a relevância histórica, cultural, artística, religiosa e paisagística da centenária igreja, uma das principais referências de fé e memória do litoral sul sergipano.
A decisão foi precedida pela aprovação unânime do Conselho Estadual de Cultura de Sergipe (CEC/SE), órgão vinculado à Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap) e à Secretaria Especial da Cultura (Secult), durante reunião extraordinária realizada na Academia Sergipana de Letras, em Aracaju. O pedido de tombamento foi apresentado pela própria Academia, em defesa da preservação da capela como símbolo da formação histórica e religiosa da região.
Erguida originalmente no século XVI, a Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem mantém forte ligação com a tradição das comunidades pesqueiras e com a devoção de navegadores, consolidando-se ao longo dos séculos como espaço de celebrações religiosas e de identidade cultural para moradores, turistas e veranistas.
O secretário especial da Cultura, Valadares Filho, destacou a importância deste tombamento para a cultura sergipana. “O tombamento da Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem representa um compromisso do Governo de Sergipe com a preservação da nossa memória, da nossa fé e da identidade cultural do povo sergipano. Esse reconhecimento fortalece não apenas a proteção física da capela, mas também o vínculo afetivo e simbólico que ela mantém com a comunidade, com os pescadores, moradores e visitantes da Praia do Saco".
O tombamento ocorre em meio às discussões sobre os impactos da erosão costeira na região da Praia do Saco. Com a nova condição de patrimônio cultural protegido, qualquer intervenção futura deverá seguir critérios técnicos e legais voltados à preservação das características históricas, arquitetônicas e simbólicas da igreja.
Para o presidente do Conselho Estadual de Cultura, Pascoal D’Ávila Maynard Júnior, o reconhecimento fortalece a proteção da memória coletiva sergipana. “O tombamento acrescenta uma importante camada de proteção jurídica e técnica à capela, garantindo que futuras ações considerem não apenas a segurança e a preservação ambiental, mas também a continuidade desse patrimônio como referência cultural e afetiva do povo sergipano”, destacou.


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