
O que era para ser apenas mais um momento de lazer entre amigos terminou em susto, mobilização rápida e, poucos dias depois, em alívio e gratidão. O professor de educação física José Maria Júnior, de 59 anos, estava jogando futebol na cidade de Marechal Deodoro, na região metropolitana de Maceió, quando infartou.
Durante a partida, começou a sentir-se mal e pediu ajuda aos colegas, que imediatamente o levaram para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), de onde foi transferido para o Hospital Geral do Estado (HGE), cuja equipe atuou com agilidade para salvar sua vida.
“Na UPA, a equipe médica iniciou o atendimento e realizou exames clínicos fundamentais, entre eles eletrocardiograma, aferição de pressão arterial, monitoramento cardíaco, exames laboratoriais e avaliação clínica. Diante dos resultados e da suspeita de um Infarto Agudo do Miocárdio, foi acionado o programa Bate Coração, que me garantiu assistência rápida e especializada no HGE”, resumiu José, que é casado, pai de uma filha e morador do bairro Tabuleiro do Martins, na capital alagoana.
A chegada ao HGE é resultado de um trabalho ágil de profissionais do Programa Bate Coração, criado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) para atender os alagoanos vítimas de infarto. A transferência da UPA para o HGE ocorreu depois que um grupo de profissionais avaliou o caso de José Maria Júnior e indicou levá-lo para o maior hospital público de Alagoas, no último dia 20 de maio. No HGE, o diagnóstico foi confirmado com precisão e a assistência especializada ganhou velocidade.
“Identificamos a obstrução em duas artérias coronárias, exigindo intervenção imediata. José Maria foi submetido aos procedimentos de cateterismo cardíaco e angioplastia, técnicas utilizadas para avaliar a circulação do coração e restabelecer o fluxo sanguíneo comprometido. O atendimento integrado permitiu uma resposta rápida e segura”, afirmou a coordenadora da Unidade de Dor Torácica (UDT) do HGE, a médica Tamarly Gonçalves.
Na quarta-feira (27), José Maria recebeu alta hospitalar com o coração estabilizado e a tranquilidade de quem sabe que chegou ao lugar certo no momento decisivo. “Desde a minha chegada fui muito bem atendido. Encontrei profissionais preparados, atentos e humanos. A equipe me passou confiança o tempo inteiro, e isso faz toda a diferença quando a gente está passando por uma situação tão delicada. No HGE fui tratado com respeito, cuidado e atenção em cada etapa”, relatou o paciente.
O que é o infarto e quais são os sinais de alerta
O Infarto Agudo do Miocárdio acontece quando o fluxo de sangue que chega ao coração é interrompido, geralmente por obstrução nas artérias coronárias. Sem oxigenação adequada, parte do músculo cardíaco pode ser lesionada, tornando o atendimento rápido essencial.
“Entre os principais sintomas estão dor ou pressão no peito, desconforto que pode irradiar para braço, costas ou mandíbula, falta de ar, suor intenso, náuseas, tontura e sensação de fraqueza ou mal-estar repentino. Em muitos casos, reconhecer os sinais e buscar ajuda imediatamente é determinante para reduzir riscos e preservar a vida”, orientou a médica Tamarly Gonçalves.
O caso de José Maria evidencia a importância da articulação entre a porta inicial de atendimento, o programa Bate Coração, a regulação estadual e a estrutura de alta complexidade, como a do HGE.
“O programa Bate Coração atua justamente para agilizar o acesso de pacientes com suspeita ou confirmação de doenças cardiovasculares a unidades capazes de realizar diagnóstico e procedimentos especializados. Nesse processo, a regulação de leitos da Sesau identifica a necessidade clínica e direciona cada paciente à unidade adequada conforme o quadro e a disponibilidade da rede”, explicou o diretor-médico do HGE, Miquéias Damasceno.
De acordo com o Ministério da Saúde, as doenças cardiovasculares seguem entre as principais causas de morte no Brasil, e o infarto agudo do miocárdio está entre os eventos que mais demandam atenção imediata na rede hospitalar. Por isso, além do tratamento especializado, a Cardiologia do HGE orienta a necessidade de prevenção com hábitos saudáveis, acompanhamento médico regular, prática de atividade física orientada, alimentação equilibrada e atenção aos fatores de risco como hipertensão, colesterol elevado, diabetes e tabagismo.
“Em casa, depois desse susto, mas com o coração cheio de gratidão pelo cuidado que recebi, quero aproveitar a vida com a minha família, retomar a minha rotina e seguir a vida com saúde. Também aconselho a todos que busquem um cardiologista antes de praticar qualquer atividade física. Manter os check-ups em dia é a melhor atitude”, disse José Maria Júnior.
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