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Apresentação do projeto Sanfoneiras de Sergipe na Salva Junina encerra primeiro ciclo de formação

Iniciativa reuniu mulheres de diferentes idades em formação musical voltada ao fortalecimento da presença feminina no forró sergipano

29/05/2026 às 06h50
Por: Redação Fonte: Secom Sergipe
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Foto: Julia Rodrigues
Foto: Julia Rodrigues

O som da sanfona ganhou protagonismo na noite dessa quinta-feira, 28, durante a programação da Salva Junina, evento que abriu o ciclo junino no estado, realizado no Complexo Cultural Gonzagão. A apresentação das alunas do projeto Sanfoneiras de Sergipe, formado exclusivamente por mulheres, marcou o encerramento do primeiro ciclo de formação prática e teórica desenvolvido pela iniciativa do Governo do Estado, através da parceria entre a Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap), a Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres (SPM) e Secretaria de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic).

Desde novembro de 2025, 30 participantes passaram por encontros voltados ao aprendizado técnico do instrumento, prática coletiva e desenvolvimento artístico. Ao longo de seis meses, mulheres de diferentes idades construíram repertórios, trocaram experiências e ocuparam um espaço historicamente marcado pela predominância masculina no forró tradicional.

Durante a cerimônia, o governador de Sergipe, Fábio Mitidieri, destacou a importância da iniciativa para a preservação da cultura popular e para a formação de novas gerações de sanfoneiras. “A gente, para dançar, precisa da sanfona, e, agora, temos mulheres ocupando esse espaço e mostrando a força da nossa cultura. Esse projeto vem para preservar a tradição do forró e incentivar novas gerações a aprenderem a tocar sanfona e manterem viva a nossa história”, afirmou.

O presidente da Funcap, Gustavo Paixão, avaliou o impacto do projeto para a cultura sergipana. “Esta é uma noite que ficará marcada na história de Sergipe, que tem muito a ganhar com esses novos talentos. A apresentação marca o início de uma nova trajetória para essas mulheres que acreditaram nos próprios sonhos e encontraram na música um espaço de expressão e pertencimento”, destacou.

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A secretária de Estado de Políticas para as Mulheres, Georlize Teles, também ressaltou o alcance social da iniciativa. “A primeira edição já mostra que é um projeto que deu certo. Conseguimos ampliar a visibilidade dessas mulheres, fortalecer trajetórias e, ao mesmo tempo, contribuir para a preservação da cultura popular sergipana”, salientou.

Primeira apresentação

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A apresentação integrou a programação da Salva Junina, evento que reúne manifestações ligadas ao forró, às quadrilhas juninas e à cultura popular nordestina. Divididas em três turmas, as alunas executaram músicas trabalhadas ao longo do processo formativo.

A turma Aglaé Fontes abriu as apresentações com “Anunciação”. Em seguida, a turma Geunice Madrinha interpretou “Eu Só Quero um Xodó”. O encerramento ficou por conta da turma Gerusa Sanfoneira, que apresentou “Asa Branca”, um dos maiores clássicos da música nordestina. 

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O palco também recebeu participações da instrumentista Kesia Rodrigues e do Trio Dona Lia. A programação contou, ainda, com leitura de cordéis escritos pela aluna Agricimara Lima.

O músico e professor Lucas Campelo, responsável pela condução das aulas e ensaios, destacou o envolvimento das participantes ao longo do processo. “Ver a dedicação dessas mulheres durante seis meses e acompanhar o resultado dessa apresentação é muito emocionante. Elas tiveram oportunidade, estrutura e responderam com esforço, disciplina e muita vontade de aprender. Hoje, deram um show que emocionou o público e toda a equipe envolvida no projeto”, afirmou.

Lucas também ressaltou o impacto social construído a partir da convivência coletiva proporcionada pelas aulas. “Existe um aspecto afetivo muito forte. São mulheres que se encontram, compartilham histórias e fortalecem um sentimento de comunidade através da música. Mesmo diante das dificuldades, elas seguiram motivadas e mostraram a força desse processo coletivo”, completou.

Alunas comemoram encerramento do ciclo

Para as participantes, a apresentação representou a realização de um sonho e a consolidação do aprendizado construído durante os meses de formação. Para a cantora Erica Barboza foi um momento marcante. “Hoje foi um dia muito feliz e honroso. Essa apresentação reafirma ainda mais a minha identidade sergipana e nordestina. Estou muito feliz e realizada”, contou.

A aluna Joza Rosa também destacou a emoção de tocar sanfona pela primeira vez diante do público. “Foi uma experiência maravilhosa. Sempre gostei da sanfona e, agora, viver isso, na prática, é a realização de um sonho. É um instrumento difícil, mas conseguimos mostrar a nossa força como mulheres nordestinas”, pontuou. 
 

Foto: Julia Rodrigues
Foto: Julia Rodrigues
Foto: Julia Rodrigues
Foto: Julia Rodrigues
Foto: Julia Rodrigues
Foto: Julia Rodrigues
Foto: Julia Rodrigues
Foto: Julia Rodrigues
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Georlize Teles/Foto: Marco Ferro
Georlize Teles/Foto: Marco Ferro
Lucas Campelo/Foto: Marco Ferro
Lucas Campelo/Foto: Marco Ferro
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