
O Governo do Pará, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), reforçou nesta quarta-feira (14) o protagonismo do Estado na agenda internacional da bioeconomia durante participação em dois painéis do Bioeconomy Amazon Summit, realizado em Belém. Representando a Semas, a secretária adjunta de Bioeconomia, Camille Bemerguy, participou dos debates “Políticas Públicas para a Cadeia da Restauração” e “Pagamento por Serviços Ambientais: Novo instrumento de finanças públicas para a Amazônia Legal”, destacando as estratégias desenvolvidas pelo Pará para fortalecer uma economia de baixo carbono aliada à conservação da floresta e ao desenvolvimento sustentável da Amazônia.
Durante a discussão, a representante da Semas destacou o avanço das políticas públicas implementadas pelo Pará para consolidar a bioeconomia como vetor estratégico de desenvolvimento sustentável, integrando conservação ambiental, geração de renda e fortalecimento das cadeias produtivas amazônicas.
Camille Bemerguy também ressaltou que o Estado possui uma das metas mais ambiciosas do país na agenda de restauração florestal, com previsão de recuperar 5,3 milhões de hectares de vegetação nativa até 2030, aliando sistemas agroflorestais, sociobiodiversidade, ciência, inovação e fortalecimento das economias territoriais amazônicas.
“A restauração não pode mais ser vista apenas como obrigação ambiental. Ela precisa ser tratada como investimento produtivo, gerador de emprego, renda e novas cadeias econômicas. No Pará, estamos construindo essa integração entre restauração e bioeconomia como uma estratégia territorial de desenvolvimento para a Amazônia”, destacou Camille.
A secretária executiva do Consórcio da Amazônia Legal também destacou a importância da integração entre os estados amazônicos para ampliar ações de restauração e bioeconomia na região.
“A restauração deixou de ser apenas uma agenda ambiental. Hoje ela é também uma agenda econômica e social. Nenhum estado conseguirá estruturar sozinho essa transformação na velocidade que o cenário climático exige. Por isso, a integração entre os estados amazônicos é fundamental”, afirmou Vanessa Duarte.
Já no painel “Pagamento por Serviços Ambientais: Novo instrumento de finanças públicas para a Amazônia Legal”, Camille Bemerguy voltou a representar o Pará ao lado de Vanessa Duarte, agora como mediadora, da diretora do NatureFinance Brasil, Luana Maia, e da gerente sênior de Políticas Públicas e Comunicações da J-PAL LAC, Maria Paz Monge.
O debate abordou mecanismos financeiros voltados à valorização da floresta em pé e à conservação ambiental na Amazônia. Durante a participação, Camille destacou iniciativas do Pará na área de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), como os programas Valoriza Territórios Sustentáveis, Valoriza Territórios Coletivos e ações de PSA hídrico, além da construção de um programa estadual para integrar modalidades de financiamento ambiental e ampliar a participação do setor privado.
“O grande desafio hoje é transformar o capital natural da Amazônia em um ativo econômico capaz de gerar desenvolvimento e fortalecer financeiramente os estados amazônicos. O Pará vem estruturando instrumentos que unem conservação, bioeconomia e financiamento climático dentro de uma lógica de desenvolvimento sustentável”, ressaltou.
A diretora do NatureFinance Brasil enfatizou a importância da construção de modelos financeiros capazes de conectar desenvolvimento econômico e conservação ambiental na Amazônia.
“A biodiversidade ainda não possui um equivalente ao mercado de carbono, e esse é um dos grandes desafios da agenda global. Por isso, o Estado também precisa atuar como indutor desse mercado, criando mecanismos que conectem conservação ambiental, financiamento e desenvolvimento econômico”, afirmou Luana.
No encerramento do Bioeconomy Amazon Summit, a participação da Semas reforçou o papel do Pará como referência nas discussões sobre bioeconomia e desenvolvimento sustentável na Amazônia. Realizado em Belém, o evento destacou os avanços das políticas públicas desenvolvidas pelo Estado para unir conservação da floresta, geração de renda e fortalecimento das cadeias produtivas amazônicas dentro de uma economia de baixo carbono.
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