
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou, nesta quinta-feira, 14 de maio, a fábrica de fertilizantes nitrogenados na Bahia (Fafen-BA), que retomou a produção em janeiro de 2026. Na ocasião, ele destacou a importância da reativação da unidade para a produção de fertilizantes no país. “Eu vou dizer para vocês da minha alegria de estar aqui neste momento em que a gente está retomando a produção na Fafen. Eu ouço isso há muito tempo.”
O Brasil é um país agrícola e o segundo maior produtor de alimentos; em alguns momentos, chega a ser o terceiro, e precisa de fertilizantes. O país não pode importar 90% dos fertilizantes de que a nossa agricultura necessita. Ele precisa ser autossuficiente e produzir fertilizantes."
- Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República,
O presidente também reforçou o papel dos fertilizantes para a agricultura: “O Brasil é um país agrícola e o segundo maior produtor de alimentos, em alguns momentos chega a ser o terceiro, e precisa de fertilizantes. O país não pode importar 90% dos fertilizantes de que a nossa agricultura necessita. Ele precisa ser autossuficiente e produzir fertilizantes”, afirmou Lula.
Com investimento de R$ 100 milhões, a Fafen-BA tem capacidade de produção de 1.300 toneladas diárias de ureia, o que representa aproximadamente 5% da demanda nacional. A retomada integra a carteira de fertilizantes do Novo PAC, cujo valor consolidado é de cerca de R$ 5,9 bilhões.
INVESTIMENTOS — O conjunto dos investimentos busca recompor a capacidade nacional de produção de fertilizantes nitrogenados, reduzir a exposição externa e fortalecer a segurança alimentar. Com o retorno das operações da Fafen-BA, será possibilitada a geração de 900 empregos diretos e 2.700 empregos indiretos. Os fertilizantes são insumos essenciais para manutenção e aumento da produtividade agrícola nacional e, consequentemente, para a segurança alimentar.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, ressaltou, ainda, a produção de petróleo e gás no Brasil. “Um dos destinos nobres do gás é a fabricação de fertilizantes. Se eu quero vender gás, uma boa alternativa é produzir fertilizantes, porque esse é o primeiro insumo desse processo”, explicou.
“É isso que nós estamos fazendo aqui, reabrindo e aumentando a produção de gás do Brasil, aumentando a produção de gás do pré-sal e produzindo energia, termoeletricidade e também fertilizantes. É nessa direção que nós vamos prosseguir”, disse Magda Chambriard.
RETOMADA DE OPERAÇÕES — A fábrica havia sido hibernada pela Petrobras em 2019, como parte do plano de desinvestimentos da companhia, e voltou a operar em meio ao processo de reativação das plantas de fertilizantes nitrogenados no Brasil.
A retomada da produção nacional de fertilizantes pela empresa fortalece a capacidade nacional e redução da dependência de insumos vindos de fora. Antes do retorno das fábricas do Nordeste, 100% da ureia demandada no país era importada.
Esse movimento está alinhado ao desenvolvimento econômico e ao futuro da energia, ao reduzir longas rotas de transporte internacional, fortalecer pesquisas locais e abrir caminho para a diminuição das emissões ligadas à logística e ao fortalecimento do mercado interno. A retomada das operações da Fafen também contribui para reduzir os impactos ambientais no transporte e dialoga com os desafios impostos pelas mudanças climáticas.
“A gente foi mudando o comportamento da Petrobras para que as pessoas entendessem que produzir aqui poderia ser um pouco mais caro, é verdade, mas a gente estaria trazendo para cá conhecimento tecnológico, mão de obra qualificada, pagamento de salário e desenvolvimento interno”, afirmou o presidente Lula.
Também presente no evento, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, apontou que reiniciar a produção da fábrica é “retomar a nossa força, fazer, construir e escrever a história em um novo momento do agro”. “Com essas plantas funcionando, vamos retomar 35% da capacidade de produção. O problema do agro é a escala, tudo no agro é grande. No ano passado, o agro cresceu 11,7%. Para que vocês tenham ideia, o segundo setor que mais cresceu avançou 2,5%. Quando fazemos um esforço como esse, ampliamos a nossa capacidade de produzir.”
Estivemos hoje na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia, a Fafen, que está retomando sua produção.
A fabricação nacional de fertilizantes, que tinha sido abandonada nos últimos anos, é estratégica para a soberania do Brasil. Os conflitos na Rússia, na Ucrânia e no… pic.twitter.com/9IAve0pTH9
— Lula (@LulaOficial) May 14, 2026
MERCADO INTERNO — Com Fafen-BA, Fafen Sergipe e Araucária Nitrogenados S.A (ANSA) em operação comercial, a Petrobras projeta alcançar cerca de 20% do mercado interno de ureia; com a entrada da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas/MS, a expectativa é chegar a aproximadamente 35% do mercado nacional nos próximos anos.
“Essa fábrica não foi a única que nós reabrimos nesse terceiro governo Lula. Nós reabrimos a Fafen-Sergipe. Nós reabrimos a ANSA, no Paraná. Estamos em tratativas para a finalização da construção da UFN III, no Mato Grosso do Sul. É o esforço da Petrobras em prol do Brasil, em prol da segurança alimentar do Brasil, em prol da geração de emprego e renda no nosso país”, apontou Magda.
INVESTIMENTOS EM CULTURA — Na ocasião, também foram celebrados os investimentos da Petrobras em projetos socioambientais e culturais no estado, com destaque para o lançamento da seleção pública para catadores de materiais recicláveis com foco em Óleos e Gorduras Residuais (OGR) e a contratação dos projetos “Plano Anual de atividades da Associação Cultural Bloco Carnavalesco Ilê Aiyê” e “Bando de Teatro Olodum – 35 anos de Arte Negra”, no valor total de R$ 7 milhões.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
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