
O desempenho da indústria paranaense entre fevereiro e março foi doze vezes superior à média nacional, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, divulgados nesta quarta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Enquanto a produção industrial estadual cresceu 1,2%, em todo o Brasil a variação foi de 0,1% no mesmo período.
O resultado também é o melhor da região Sul do Brasil: Santa Catarina avançou 0,8% e o Rio Grande do Sul, 1,0%. O Paraná também se posicionou como o segundo melhor do Sudeste, atrás apenas do Rio de Janeiro (2,5%). Neste intervalo, o setor industrial de São Paulo recuou 0,2% e Minas Gerais, 1,4%.
Mais do que o número em si, o que qualifica o crescimento paranaense é a sua composição. O desempenho do Rio de Janeiro, embora superior na variação mensal, é fortemente sustentado pela indústria extrativista, sobretudo pelo petróleo. Já o setor industrial paranaense está basicamente concentrado na indústria de transformação, segmento que converte matérias-primas em produtos manufaturados, o que gera empregos com maior remuneração e produz o maior efeito multiplicador ao longo da cadeia produtiva.
Essa distinção fica evidente quando se compara o desempenho na indústria de transformação especificamente entre março de 2026 e março de 2025 — recorte que elimina variações sazonais e oferece uma leitura mais precisa da trajetória estrutural do setor. Nesse comparativo, o crescimento de 2,9% do Paraná superou São Paulo (2,5%), Minas Gerais (2,3%) e Rio de Janeiro (1,9%).
No detalhamento por segmentos da pesquisa, o destaque do Paraná foi o setor automotivo. As fábricas de veículos automotores, reboques e carrocerias registraram produção 25,5% superior em março de 2026 em relação ao mesmo mês do ano anterior. Em seguida aparecem as fábricas de móveis (8,9%), as indústrias de papel e celulose (4,9%) e as fábricas de produtos de metal (3,7%).
Juntos, esses segmentos retratam a diversidade da base industrial paranaense – que vai das florestas plantadas do Centro-Sul à linha de montagem de automóveis na Grande Curitiba, passando pelas cooperativas agroindustriais do Interior.
INVESTIMENTOS– Os números da PIM são o reflexo de uma política sistemática de atração de investimentos. Em 2025, o programa Paraná Competitivo bateu seu próprio recorde histórico: foram R$ 15 bilhões em contratos assinados, distribuídos em 136 parcerias para implantação e ampliação de parques industriais em 49 municípios.
No setor automotivo, que foi o maior responsável pelo salto de produção registrado em março, os anúncios recentes são expressivos. A multinacionais Renault, da França, e Geely, da China, por exemplo, formalizaram no fim de 2025 uma parceria para a produção de veículos com zero ou baixas emissões no Complexo Industrial Ayrton Senna, em São José dos Pinhais, com aporte previsto de R$ 3,8 bilhões.
Em 2024, a Volkswagen comprometeu R$ 3 bilhões na mesma cidade para a produção de uma picape inédita e do Novo Virtus. Nos Campos Gerais, a XBRI Pneus e a chinesa Linglong confirmaram em 2025 um investimento conjunto de R$ 6,7 bilhões em Ponta Grossa – o segundo maior aporte privado da história recente do Paraná.
SOBRE A PESQUISA– O IBGE elabora a PIM Regional desde a década de 1970 a partir de indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real da indústria. O levantamento traz, mensalmente, índices para 17 unidades da federação com maior participação econômica no setor e para o Nordeste como um todo. Os resultados detalhados podem ser consultados no Sidra , o banco de dados do IBGE. A próxima divulgação da PIM Regional, referente a abril de 2026, está prevista para 10 de junho.
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