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Cultura Mato Grosso do Sul

Cidadania e Cultura levam cinema, memória e ancestralidade a comunidade quilombola

Cinema sob o céu da comunidade, histórias que atravessam gerações e personagens que dialogam com memória, identidade e pertencimento. Na terça-feir...

11/05/2026 às 07h10
Por: Redação Fonte: Secom Mato Grosso do Sul
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Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul
Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul

Cinema sob o céu da comunidade, histórias que atravessam gerações e personagens que dialogam com memória, identidade e pertencimento. Na terça-feira (12), a Comunidade Quilombola Tia Eva, em Campo Grande, recebe uma edição especial do Rota Cine MS – Povos Tradicionais, iniciativa que transforma territórios tradicionais em espaços de encontro, cultura e valorização das identidades sul-mato-grossenses.

A sessão será realizada às 19h40, no Centro Comunitário da Comunidade Tia Eva, levando ao público uma programação voltada à reflexão social, preservação cultural e fortalecimento dos vínculos comunitários.

A ação é realizada pela SEC (Secretaria de Estado da Cidadania), por meio da Subsecretaria de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial e da Subsecretaria de Políticas Públicas para Pessoas Idosas, em parceria com a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Instituto Curumins e Governo Federal.

>Imagem de
>Imagem de "As Marias", curta que conta a história das trigêmeas nascidas no interior de MS.

O projeto propõe democratizar o acesso à produção audiovisual e ocupar simbolicamente territórios muitas vezes afastados dos circuitos culturais tradicionais. Com estrutura itinerante, o Rota Cine MS – Povos Tradicionais leva sessões para comunidades quilombolas, indígenas, povos de matriz africana, comunidades ciganas e outros grupos tradicionais, promovendo inclusão, pertencimento e acesso à cultura.

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Nesta edição, o público irá acompanhar dois curtas-metragens que dialogam diretamente com ancestralidade, memória popular e preservação ambiental.

O documentário “As Marias” resgata a história singular das trigêmeas Maria Etelvina, Maria Leonor e Maria Salvadora, cujo nascimento, em 1947, se tornou um acontecimento histórico no então Mato Grosso, despertando curiosidade popular e mobilizando autoridades da época.

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Já o curta “Toada - Para Recolher os Rastros no Céu” mergulha na poética do sertão para construir uma narrativa sensorial e contemplativa. Inspirado no conto O Santo que Não Tinha os Pés, de Reginaldo Albuquerque, o filme acompanha a jornada de um vaqueiro que, atravessado por uma experiência inexplicável, passa a percorrer caminhos incertos em busca de um milagre — ou de algum sentido para aquilo que o transformou.

O subsecretário de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial, Deividson Silva, explica que o projeto nasceu a partir da escuta das próprias comunidades tradicionais. “O Rota Cine MS – Povos Tradicionais surge de uma provocação feita por uma comunidade quilombola aqui de Campo Grande, que buscava alternativas de lazer, convivência e acesso à cultura, especialmente para as pessoas idosas. Muitas vezes, essas populações estão em territórios mais afastados e com acesso restrito a equipamentos culturais. Então, o projeto nasce justamente para responder a essa necessidade”, afirma.

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>Programação começa pela comunidade quilombola Tia Eva. (Foto: Paula Maciulevicius/SEC).
>Programação começa pela comunidade quilombola Tia Eva. (Foto: Paula Maciulevicius/SEC).

Subsecretária de Políticas Públicas para Pessoas Idosas, Larissa Paraguassu, acrescenta que a atividade também reconhece o papel das pessoas idosas como guardiãs da memória e dos saberes tradicionais. “Nesses territórios, a população idosa ocupa um lugar fundamental na preservação da cultura, da história e das tradições comunitárias. Quando o cinema chega de forma itinerante, ele cria espaços de convivência, pertencimento e troca entre gerações”, ressalta.

Para o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Edu Mendes, a iniciativa demonstra como a transversalidade entre as políticas públicas fortalece o acesso à cultura e amplia o alcance das ações do Estado.

“Quando diferentes áreas do Governo trabalham de forma integrada, conseguimos levar cultura, cidadania e pertencimento para dentro dos territórios. Essa transversalidade entre cultura, igualdade racial e políticas para pessoas idosas faz com que o acesso cultural alcance populações que muitas vezes estão distantes dos grandes equipamentos culturais. O Estado chega até essas pessoas reconhecendo seus territórios, suas histórias e suas identidades”, destaca.

Após a sessão na Tia Eva, o Rota Cine MS – Povos Tradicionais segue com programação em outros territórios ao longo do mês, incluindo ações nas comunidades quilombolas São João Batista e Chácara Buriti, além de atividade institucional na sede da Secretaria de Estado da Cidadania.

Programação

Rota Cine MS – Povos Tradicionais
? Comunidade Quilombola Tia Eva
? 12 de maio de 2026
⏰ 19h40
?️ Exibição dos curtas:As Marias e Toada - Para Recolher os Rastros no Céu

Rota Cine MS – Povos Tradicionais
? Comunidade Quilombola São João Batista
? 21 de maio de 2026
⏰ 19h30
?️ Exibição dos curtas:As Marias e Curupira, o Herói da Mata

Rota Cine MS – Povos Tradicionais
? Associação da Comunidade Negra Rural Quilombola Chácara Buriti (Salão do Janilson)
? 22 de maio de 2026
⏰ 18h
?️As Marias e Curupira, o Herói da Mata

Paula Maciulevicius, Comunicação da Cidadania

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