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Semana das Mães: Conheça o Serviço que Transforma Vidas através do Acolhimento Familiar

Conheça exemplos onde o amor materno divide afeto e cuidado com crianças e adolescentes acolhidos em sua família. Neste Dia das Mães, essas histór...

10/05/2026 às 00h11
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Marabá - PA
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Foto: Reprodução/Prefeitura de Marabá - PA
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Conheça exemplos onde o amor materno divide afeto e cuidado com crianças e adolescentes acolhidos em sua família. Neste Dia das Mães, essas histórias acrescentam o poder da maternidade, com gestos simples de carinho ofertado sem medida.

Quando se fala em mãe, as primeiras palavras que vêm à mente são família, afeto e cuidado. É exatamente esse ambiente de acolhimento que o Serviço de Acolhimento Familiar (SAF), conhecido como Família Acolhedora, busca proporcionar a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Ligado à Secretaria Municipal de Assistência Social, Proteção e Assuntos Comunitários (Seaspac), o programa oferece uma alternativa ao acolhimento institucional para aqueles que foram afastados de suas famílias de origem por decisão judicial.

Diferente de um abrigo, o SAF permite que o jovem vivencie o cotidiano de um lar real, recebendo atenção individualizada enquanto sua situação jurídica é definida.

O fluxo começa quando a equipe técnica do Espaço de Acolhimento (EAP) percebe que a situação familiar de uma criança não será resolvida rapidamente. De acordo com Janaíra Alves, coordenadora do Família Acolhedora, as famílias cadastradas atuam como parceiras voluntárias do município.

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Foto: Reprodução/Prefeitura de Marabá - PA
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Janaíra Alves, coordenadora do Família Acolhedora

“A partir do momento que a família acolhe essa criança, ela ganha uma guarda judicial provisória e o acolhido torna-se um membro da família. Por isso, toda a família precisa ser uma rede de apoio”, explica Janaíra.

A coordenadora ressalta que a responsabilidade é integral: saúde, educação e bem-estar físico e emocional ficam a cargo dos acolhedores.

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“Pela lei, eles podem ficar até um ano e seis meses, mas sabemos que os processos podem demorar um pouco mais. No fim, a criança pode retornar à família de origem ou seguir para adoção”.

Não basta apenas o desejo de ajudar, é preciso preparo. Jayara Aygon Lopes, psicóloga da equipe, detalha que os interessados passam por entrevistas e um processo de formação antes de serem aprovados pelo Judiciário.

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Jayara Aygon Lopes, psicóloga da equipe

“Nós fazemos visitas para entender se a rotina da pessoa se encaixa com as necessidades de uma criança ou adolescente. Avaliamos se o candidato está apto psicologicamente para receber esse novo membro em seu lar”, afirma Jayara. O acompanhamento é contínuo, com visitas técnicas e suporte via telefone de plantão para qualquer intercorrência.

Raquel: O Desafio de ser “Mãe por um Período”

A servidora pública Raquel de Carvalho é um exemplo vivo da dedicação que o serviço exige. Trabalhadora do setor de acolhimento, ela decidiu em 2022 dar um passo além e abrir as portas de sua própria casa, onde vive com suas duas filhas, de 18 e 8 anos. Atualmente, Raquel está em sua terceira experiência de acolhimento.

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Servidora pública Raquel de Carvalho, suas filhas e o amor materno dividido com seu terceiro acolhido

“O que me motiva é o sentimento bom que essas crianças trazem. Gera um apego, um cuidado como se fosse um filho mesmo”, conta Raquel. Ela relata que suas filhas biológicas já estão integradas ao processo e recebem os novos “irmãos” com o psicológico preparado.

Das experiências vividas, uma bebê que passou um ano sob seus cuidados deixou marcas profundas.

“Ela chegou aqui com um ano e seis meses e não falava. Desenvolveu a fala comigo. Me chamava de mãe, e até hoje chama. Na hora de devolver, o coração fica um pouco pesado, mas meu psicológico é treinado. Eu sei que o meu papel é cuidar enquanto as questões familiares deles se resolvem.”

Para Raquel, o acolhimento é uma missão de amor integral, sem a posse do tempo. “É um filho que vai ficar por um período determinado, mas é um filho sim.”

Como participar?

Para se tornar uma Família Acolhedora, o interessado deve preencher requisitos básicos:

  • Ter idade acima de 24 anos;
  • Residir no município há mais de dois anos;
  • Estar em dia com as obrigações eleitorais;
  • Apresentar a documentação exigida e passar pela avaliação da equipe técnica da Seaspac.

O serviço reforça que acolher não é adotar, mas sim oferecer um porto seguro temporário para quem mais precisa de proteção e carinho.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Marabá - PA
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Texto: Fabiana Alves
Fotos: Paulo Sérgio Santos

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