
Claudia Marfisia descobriu que a maternidade também nasce do cuidado, da presença e do amor construído todos os dias
Claudia Marfisia sempre soube que o amor de mãe cabia em gestos simples. No cuidado diário, no colo oferecido sem medida, na mamadeira preparada durante a madrugada e no abraço que acalma sem precisar de palavras. Mãe de duas filhas e avó apaixonada, ela encontrou no programa Família Acolhedora uma forma diferente e profunda de viver a maternidade.

“Eu sou apaixonada por criança. Por mim, eu tinha um time de futebol dentro de casa”, conta, entre risos.
Mas foi no acolhimento familiar que ela descobriu uma forma ainda mais profunda de viver esse amor. A rotina mudou. Vieram as mamadeiras durante a madrugada, os banhos, as roupas organizadas com carinho, o colo, o cheiro de bebê espalhado pela casa. Pequenos gestos que, para ela, carregam um significado impossível de explicar.
“É mágico. Cada mamadeira, cada banho, cada roupinha que você troca… não tem explicação. O cuidado cria um vínculo muito forte.”
No Família Acolhedora, crianças afastadas temporariamente de suas famílias por medida de proteção passam a viver em lares preparados e acompanhados pela Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias). Mais do que oferecer abrigo, o programa proporciona convivência familiar, afeto e segurança emocional em um momento delicado da vida dessas crianças.
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O secretário municipal de Obras e Pavimentação, Paulo Afonso, também ressaltou a importância da valorização das famílias acolhedoras: “Ser mãe vai muito além dos laços biológicos. É sobre cuidado, entrega e presença. A Claudia representa milhares de mulheres que fazem da sensibilidade uma verdadeira missão de vida”.
E é justamente nessa convivência que o amor acontece. Mesmo sabendo que o acolhimento tem prazo para acabar, Claudia escolheu se entregar completamente à experiência. Ela lembra que uma das despedidas mais difíceis aconteceu após pouco mais de 20 dias de convivência.
“Eu pensei que fosse desabar. Mas eu entrei nesse programa preparada para entender que o amor também é deixar ir. O sofrimento existe, mas o bem que você faz para aquela criança não tem preço.”
A despedida, segundo ela, nunca é simples. Ainda assim, a sensação de ter sido porto seguro na vida de alguém fala mais alto.
“Ela vai conhecer o que é amor de família. Isso muda tudo.”
Claudia diz que a maternidade ultrapassa os laços biológicos. Para ela, ser mãe está no cuidado diário, na proteção silenciosa e na disposição de estar presente em qualquer situação.
“Mãe tem que estar pronta pra tudo. Se a bebê chora, eu largo qualquer coisa. O alerta da mãe liga na hora.”
Neste Dia das Mães, histórias como a de Claudia ajudam a ampliar o significado da palavra maternidade. Existem mulheres que geram filhos. Outras escolhem gerar afeto, proteção e memória na vida de crianças que precisavam apenas de um colo seguro para recomeçar.
Ao falar sobre a experiência de ser mãe acolhedora, ela deixa um convite cheio de emoção para outras famílias.
“Experimentem. É uma experiência inexplicável. É maravilhoso ser mãe.”
E talvez seja exatamente isso que define sua história: ela não gerou… mas, no tempo que coube, foi mãe por inteiro.
Texto:Jhon Silva
Edição:Secom
Fotos:José Carlos
Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)
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