
O projeto de robótica artística do Colégio Estadual Murilo Braga, em Itabaiana, vem transformando a rotina de estudantes com deficiência por meio da tecnologia, da criatividade e da valorização cultural. Desenvolvida na Sala de Recursos da unidade escolar, a iniciativa utiliza a robótica educacional como ferramenta de inclusão, promovendo autonomia, participação ativa e aprendizado prático. O trabalho ganhou destaque após uma equipe da escola ser selecionada para participar da competição de programação Educkathon, a ser realizada em Aracaju nos dias 20 e 21 de maio.
Idealizado pelo professor Alysson Santos, o projeto surgiu da busca por alternativas inovadoras capazes de envolver todos os estudantes no processo de aprendizagem. As atividades são adaptadas de acordo com as necessidades de cada aluno e incluem programação básica, montagem de protótipos e utilização de kits de robótica educacional.
Segundo o professor Alysson Santos, a proposta vai além da tecnologia e fortalece a inclusão dentro do ambiente escolar. “A robótica permite que os alunos desenvolvam habilidades importantes de forma prática e colaborativa. Nosso objetivo é fazer com que eles se sintam capazes, participem ativamente das atividades e percebam que podem criar soluções para o cotidiano por meio da tecnologia”, destacou.
A aluna Maria da Conceição explicou que o projeto foi inspirado na música Asa Branca, do cantor Luiz Gonzaga, abordando a seca no sertão nordestino. “O objetivo do projeto é mostrar, por meio da robótica artística, a realidade vivida por muitas famílias do sertão durante os períodos de seca. Escolhemos esse tema porque ele valoriza a cultura nordestina e também conscientiza sobre as dificuldades enfrentadas por muitas pessoas”, afirmou.
A metodologia adotada é ativa e colaborativa, incentivando a experimentação, o trabalho em equipe e a resolução de problemas. Durante as atividades, os estudantes desenvolveram pequenos robôs e soluções simples voltadas ao cotidiano, estimulando o raciocínio lógico, a criatividade e a interação entre os participantes.
Além do desenvolvimento pedagógico, o projeto contribui para o fortalecimento da autoestima dos alunos e para a ampliação das oportunidades de participação em espaços de inovação e tecnologia.
Segundo o professor Alysson Santos, a seleção da equipe para o Educkathon representa o reconhecimento do potencial dos estudantes e a relevância da educação inclusiva aliada à inovação. A participação no evento também proporciona troca de experiências, aprendizado e valorização da educação inclusiva por meio da tecnologia e da criatividade.




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