
O trajeto da 12ª Caminhada de Abertura das Festividades do Divino Espírito Santo iniciou na Praça São Félix de Valois e seguiu até a Capela do Divino Espírito Santo, no bairro Santa Rosa. A tradicional procissão marca o início das festividades organizadas por cada grupo do Divino Espírito Santo, até o mês de agosto, quando ocorre a Romaria Fluvial. O evento de abertura aconteceu neste domingo, 3, e reuniu 20 grupos, que realizaram o cortejo com apoio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult). O tema deste ano é “Vinde, Espírito Santo, e fazei novas todas as coisas”.
“A caminhada foi idealizada para fazer o encontro de todas as bandeiras. Em 2022, a festividade foi tombada. É uma festividade cultural e religiosa tombada como patrimônio cultural imaterial de Marabá”, ressaltou Maria Luiza Kluck, presidente da Associação dos Grupos do Divino Espírito Santo de Marabá.


O diretor de Cultura da Secult, Airton Souza, destacou o apoio prestado pela Prefeitura de Marabá à festividade, fomentando a continuidade dessa importante expressão cultural presente no município.
“Primeiro, reconhecendo a importância para os movimentos ligados à cultura. Desse movimento do Divino, dessa caminhada, especificamente, que abre o festejo. E a Prefeitura e a Secult têm apoiado de todas as maneiras essa manifestação cultural. Isso representa muito porque representa a diversidade de formação do nosso município”, comentou.


O Divino Espírito Santo surgiu no século XIII, em Portugal, a partir de uma promessa feita pela rainha Isabel de Aragão, buscando a paz entre seu esposo e seu filho. Com a graça alcançada, ela promoveu as celebrações ao Espírito Santo, a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade.
Com o passar do tempo, a tradição cruzou o Atlântico e chegou, por meio da colonização, ao Brasil, espalhando-se e ganhando características próprias em cada região do país. Em Marabá, estima-se que a Festividade do Espírito Santo tenha chegado no final do século XIX.
Mirian Rodrigues é a responsável pelo grupo do Divino Espírito Santo da Vila Espírito Santo. Com uma história de cerca de um século, a celebração continua geração após geração. Atualmente, o grupo conta com aproximadamente 70 participantes.
“Nosso grupo tem, mais ou menos, um século. É uma alegria muito grande poder dar continuidade à tradição dessa cultura que meus avós deixaram, veio minha mãe e agora estamos nesse compromisso de levar essa alegria juntamente com toda essa irmandade. Gratidão a Deus. Nosso padroeiro é o Divino Espírito Santo. Celebrar o Pentecostes é uma alegria muito grande”, pontuou.


O grupo do Divino Espírito Santo Coroa dos Milagres, da Folha 15, surgiu há quatro anos e faz parte do movimento de crescimento do número de grupos, observado nos últimos anos. Rafael Oliveira é o responsável pelo grupo.
“Nosso Divino começou na intenção de ajudar uma divindade. Com essa ajuda, surgiu a ideia de a gente também formar um grupo de Divino. Fizemos a reunião, pensamos no nome e colocamos Divino Coroa dos Milagres por obra de uma graça alcançada. É uma felicidade muito grande para a gente que tem grande amor e respeito pelo Divino Espírito Santo. A gente, que é devoto, fica muito feliz de ver nossa festa, cada ano que passa, crescer”, comentou.


Quem acompanha a procissão percebe a presença de alguns personagens como o imperador e a imperatriz, juízes, e as pessoas que levam as bandeiras de cada grupo do Divino Espírito Santo. O andor, com a coroa e a pomba, que representa o Espírito Santo, conduz a caminhada, que ocorre enquanto cantos e rezas são entoados.
Ao fim, o andor é colocado na Capela do Divino Espírito Santo, assim como as bandeiras de cada grupo.
Até agosto, acontecem as festividades de cada grupo, aos finais de semana.





















Texto: Ronaldo Palheta
Fotos: Paulo Sérgio Santos e Rapharazzo
Fotos Drone: Wilielton Amaral
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