
Sustentabilidade, criatividade e ciência na prática marcaram a feira de ciências realizada pelos alunos do 6º ao 9º ano da Escola Municipal Zélia Saldanha, nesta quinta-feira (30), em Vitória da Conquista. A iniciativa reuniu projetos desenvolvidos ao longo do semestre, com foco no meio ambiente e no reaproveitamento de materiais, apresentados de forma interativa à comunidade escolar.
A feira reuniu estudantes, professores e familiares em um momento de troca de conhecimento, criatividade e conscientização ambiental.

Segundo a coordenadora pedagógica dos anos finais, Juliana Xavier, o projeto é construído de forma colaborativa e incentiva a reflexão sobre o reaproveitamento de materiais.
“A nossa Feira de Ciências é resultado de uma parceria entre alunos e professores. Os estudantes se organizaram para desenvolver temas relacionados à ciência, tecnologia e meio ambiente. Trabalhamos a ideia de que nem tudo precisa virar lixo — muitos materiais podem ser ressignificados e transformados em algo útil e significativo”, destacou.
Para a diretora da unidade, Joice Salazar, a feira representa um momento importante de protagonismo estudantil e integração com a comunidade.
“É uma grande alegria participar desse evento com toda a equipe. Foi um trabalho construído de forma coletiva, envolvendo professores, estudantes e toda a escola. Hoje, temos 325 alunos matriculados e todos participaram, direta ou indiretamente. Este é o momento de apresentar à comunidade e às famílias os resultados das pesquisas desenvolvidas ao longo do semestre”, afirmou.
Durante a feira, os alunos utilizaram materiais recicláveis para criar objetos de decoração, roupas, maquetes e utensílios do cotidiano, sempre com orientação dos professores.A iniciativa faz parte de um projeto maior desenvolvido em diversas escolas da rede municipal de ensino. De acordo com a coordenadora pedagógica, Kaline Pereira, as feiras seguem etapas organizadas e contam com avaliação interna.
“Os projetos passam por fases. A escola se inscreve, recebe um cronograma e realiza a feira. Os trabalhos são avaliados por uma comissão de professores da própria unidade, e os destaques avançam para uma segunda etapa, com participação de outras escolas do município”, explicou.
Entre os estudantes, o sentimento era de entusiasmo e orgulho pelo aprendizado compartilhado.A aluna do 9º ano, Tailani Sousa Vieira, ressaltou a importância da experiência.“Foi muito importante participar, porque conseguimos colocar em prática o que aprendemos em sala. Nosso grupo trabalhou com o sistema solar e produziu uma maquete utilizando materiais recicláveis”, contou.
Já a estudante Marise Gabriela destacou a relação entre tecnologia e cotidiano.“O tema do nosso projeto é o impacto da tecnologia nas diferentes gerações. Apresentamos recursos que hoje existem no celular, mas que antes não existiam, além de mostrar como eram a música, no rádio e no vinil, e a comunicação, com o uso do orelhão”, explicou.
A criatividade também marcou presença na apresentação dos alunos. O estudante Nicolas Nunes, do 6º ano, chamou a atenção ao incorporar um personagem conhecido das redes sociais. “Hoje estou caracterizado como ‘Acabatudo’, um personagem popular nas redes sociais. A gente quis trazer isso porque faz parte do que muitas pessoas acompanham hoje”, disse.
Mais do que uma exposição de trabalhos, a feira se consolida como um espaço de aprendizado ativo, incentivo à pesquisa e formação de cidadãos mais conscientes sobre o meio ambiente e o uso sustentável dos recursos.
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