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Visitas domiciliares fortalecem o acolhimento de famílias no processo de doação de órgãos

Iniciativa da SES amplia cuidado com escuta qualificada, apoio emocional e orientação após o processo de doação

29/04/2026 às 13h28
Por: Redação Fonte: Secom Sergipe
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Visitas domiciliares fortalecem o acolhimento de famílias no processo de doação de órgãos// Fotos: Ascom/ SES
Visitas domiciliares fortalecem o acolhimento de famílias no processo de doação de órgãos// Fotos: Ascom/ SES

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Organização de Procura de Órgãos (OPO) Sergipe, tem fortalecido a humanização no processo de doação de órgãos com o projeto 'Caminhando Juntos'. A iniciativa amplia o cuidado para além do ambiente hospitalar, promovendo visitas domiciliares a famílias de potenciais doadores após o encerramento do processo, independentemente da decisão pela autorização ou não da doação.

 A proposta é oferecer acolhimento, escuta qualificada e orientação em um momento marcado pelo luto, respeitando o tempo e as particularidades de cada família. As visitas são realizadas por uma equipe multiprofissional, composta por psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros e técnicos, que atuam de forma integrada para garantir suporte emocional e fortalecer o vínculo entre os serviços de saúde e a comunidade.

De acordo com a coordenadora da OPO Sergipe, Darcyana Lisboa, o projeto surgiu da necessidade de tornar o processo ainda mais sensível e próximo da população. “O objetivo do projeto “Caminhando Juntos” é levar uma equipe com psicólogo e assistente social para acompanhar como essa família está após o processo, tanto quando autoriza quanto quando não autoriza a doação. A gente respeita o tempo do luto e retorna depois de um mês para acolher, ouvir e entender melhor essa vivência”, destacou.

No caso em que as famílias que optaram por não autorizar a doação, o trabalho busca compreender os fatores que influenciaram a decisão, muitas vezes relacionados à falta de informação, inseguranças ou aspectos culturais e emocionais.

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“A gente percebe que muitas recusas acontecem por dúvidas ou desconhecimento, como o receio de não manter a integridade do corpo ou por não saber como funciona o processo. Quando voltamos e explicamos com mais calma, muitas famílias dizem que passaram a entender melhor e que hoje seriam doadoras”, explicou a coordenadora.

Além da escuta ativa, a equipe também realiza encaminhamentos para a rede de atenção primária quando identifica a necessidade de acompanhamento psicológico, reforçando o cuidado contínuo com essas famílias.

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Relatos das visitas apontam para resultados positivos. Muitas famílias afirmam se sentir acolhidas e valorizadas ao perceberem que o cuidado da equipe se estende para além do período de internação. Em alguns casos, o acompanhamento contribui para a ressignificação da experiência vivida, promovendo mais compreensão sobre o processo de doação de órgãos.

Sobre a OPO

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 Sediada no Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), em Aracaju, a Organização de Procura de Órgãos (OPO) da Central Estadual de Transplantes (CET), é responsável por coordenar e articular todo o processo de doação no estado, desde a identificação de potenciais doadores até o acolhimento das famílias e a viabilização da doação.

 “A OPO atua em todas as etapas do processo, desde a identificação de potenciais doadores até o acolhimento das famílias e a efetivação da doação. É um trabalho técnico, mas que também exige sensibilidade, escuta e cuidado permanente”, concluiu Darcyana Lisboa.

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