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Tartaruga marinha resgatada em Salinópolis, com o apoio do Estado, retorna ao mar no Pará

A soltura do animal, batizado de Sunset, ocorreu na Praia do Atalaia e simbolizou o êxito de uma grande força-tarefa voltada à preservação da fauna...

26/04/2026 às 20h46
Por: Redação Fonte: Secom Pará
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Foto: Vinícius Leal / Ascom Ideflor-Bio
Foto: Vinícius Leal / Ascom Ideflor-Bio

Uma tartaruga-marinha da espécie cabeçuda (Caretta caretta), resgatada no mês de fevereiro em Salinópolis, no nordeste paraense, voltou ao seu habitat natural neste sábado (25), após mais de dois meses de tratamento e reabilitação. A soltura do animal, batizado de Sunset, ocorreu na Praia do Atalaia e simbolizou o êxito de uma grande força-tarefa voltada à preservação da fauna marinha no Pará.

O animal havia sido encontrado encalhado no dia 15 de fevereiro, na praia do Farol Velho, em Salinópolis. A ocorrência foi comunicada ao Instituto Suruanã, após acionamento feito pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará Ideflor-Bio). Ao chegarem ao local, os profissionais constataram que a tartaruga necessitava de atendimento veterinário especializado com urgência.

Diante da gravidade da situação, foi mobilizada uma operação integrada envolvendo o Governo do Pará, por meio do Ideflor-Bio e do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp), que realizou o transporte do animal até Belém em helicóptero. A ação garantiu rapidez no deslocamento e aumentou as chances de sobrevivência da tartaruga.

Tratamento e Recuperação -Na capital paraense, Sunset foi encaminhada ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetras), da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), onde passou a receber cuidados intensivos da equipe técnica. O Instituto Bicho D’Água ofereceu suporte financeiro para a reabilitação do animal e foi o responsável por todos os custos nesta fase importante do tratamento, reforçando a rede de cooperação entre as instituições envolvidas.

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Segundo a coordenadora do Cetras/Ufra e diretora do Hospital Veterinário, Ana Silvia, os exames iniciais identificaram alterações respiratórias compatíveis com um provável afogamento. O quadro provocava dificuldades de flutuabilidade, impedindo que o animal afundasse para se alimentar, o que a deixou à deriva até o encalhe na praia.

Ainda de acordo com a especialista, durante 68 dias a tartaruga passou por diversas etapas de recuperação clínica, com monitoramento constante, terapias específicas e avaliações veterinárias periódicas. Ao final do processo, a equipe constatou o restabelecimento completo da saúde do animal, autorizando seu retorno ao oceano.

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“Nossa equipe está muito feliz e cada vez mais motivada em cuidar da fauna silvestre. Quando devolvemos um animal para a natureza, temos a resposta e a certeza de que toda vida importa. Cada animal salvo agrega experiências, capacita mais pessoas e fortalece ainda mais as parcerias”, destacou Ana Silvia.

Vale lembrar que, na última sexta-feira (24), o presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, juntamente com a assessora de Gestão, Lena Pinto, e o assessor Técnico, Thiago Valente, bem como o corpo técnico da Ufra, visitou o local onde a tartaruga passou pelo processo de reabilitação. Eles puderam constatar a plena recuperação do animal e que Sunset já estava apta para ser devolvida à natureza.

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Reintrodução com Segurança -Representando o Ideflor-Bio, a assessora de Gestão do órgão, Lena Pinto, ressaltou a importância da união institucional para o sucesso da ação. “A reintrodução dessa tartaruga ao mar demonstra que, quando o poder público, universidades e organizações da sociedade civil atuam juntos, os resultados aparecem. O Pará segue comprometido com a proteção da biodiversidade e com o cuidado de todas as formas de vida”, afirmou.

A soltura de Sunset reuniu técnicos e representantes das instituições parceiras, dentre elas, o Corpo de Bombeiros do Pará, que acompanharam o momento em que a tartaruga retornou ao mar. A cena emocionou os presentes e marcou o encerramento de uma jornada iniciada em fevereiro, quando o animal foi encontrado debilitado e sem condições de sobreviver sozinho.

Para a presidente do Instituto Suruanã, Josie Figueiredo, a operação também reforça a relevância dos projetos de monitoramento e resgate de fauna marinha desenvolvidos na costa paraense. “Além de salvar vidas, iniciativas como essa contribuem para ampliar o conhecimento científico, fortalecer políticas ambientais e sensibilizar a população sobre a importância da conservação dos ecossistemas marinhos”, enfatizou a especialista.

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