
A 5ª edição do Giro Cultural, da Fundação Casa da Cultura de Marabá (FCCM), teve início com o lançamento do livro “Frutos da Floresta e a Sociobiodiversidade Aikewara” e de mais uma edição da revista Sumaúma, que reúne artigos científicos voltados para a região. A programação ocorreu no Museu Municipal Francisco Coelho nesta quinta-feira, 23.
O Giro Cultural tem como um dos objetivos mostrar o quanto Marabá e região possuem uma riqueza cultural que precisa ser valorizada e propagada. De acordo com Thaís Cariello, presidente da FCCM, a edição deste ano foi pensada como uma homenagem ao aniversário de 113 anos da cidade.
“É um evento de reconhecimento de grupos tradicionais e culturais da nossa cidade. São muitas atividades que o povo de Marabá está convidado a conhecer e prestigiar, porque fala muito da nossa tradição e da nossa história. É relembrar aquilo que é feito ao longo desse centenário que nós temos de história”, destaca.


O livro voltado ao povo Aikewara é fruto de diversas atividades realizadas pela FCCM junto à aldeia Sororó, localizada no município de Brejo Grande do Araguaia.
Uma dessas atividades é o Projeto Reviver, que direcionou mudas de espécies florestais e voltadas à agricultura para recuperação de áreas da TI Sororó, assim como fortalecer práticas ancestrais de agricultura. A partir dessa iniciativa, outra atividade foi o Programa de Aquisição de Alimentos Indígena, em que essa produção abastece a escola localizada na aldeia.
Além dos órgãos municipais, como a FCCM e a Secretaria Municipal de Agricultura (Seagri), o Ministério Público do Pará é um parceiro importante na execução desses projetos.
“Iniciou em 2018 com o Projeto Reviver, que tinha como finalidade o reflorestamento de áreas degradadas da TI Sororó, que sofriam a pressão antrópica de fazendas do entorno por conta do uso de agrotóxicos. Esse livro vem contar esse histórico, coroar esses projetos e trazer um pouco da cultura Aikewara, com o propósito de fortalecer e promover, junto à sociedade, a forma de vida dos povos indígenas e como eles são protetores da floresta”, explica Ramon Cabral, educador patrimonial da FCCM e que fez parte da equipe que elaborou o livro.


A publicação apresenta aspectos da cultura Aikewara e sua profunda relação com a floresta. Um dos ilustradores, organizadores e elaboradores do livro foi o professor Warikatu Suruí, do povo Aikewara. Ele aproveitou a oportunidade e levou alunos da escola indígena para participarem do lançamento, onde fizeram uma apresentação cultural.
“É bom demais o lançamento desse livro, e eu estou muito satisfeito, muito alegre. O livro não vai servir só para a minha comunidade, mas para as outras. É muito importante que as crianças, os alunos venham aprender. Eu nunca acreditava que um dia ia ser lançado um livro meu”, conta.


O Museu Municipal Francisco Coelho mais uma vez é palco do Giro Cultural. A diretora Lara Liz ressalta que o papel da programação é fortalecer as expressões e relações culturais presentes na região e comenta sobre o livro que aborda o povo Aikewara.
“A gente entende que Marabá é uma região formada pela diversidade, mas que a gente ainda está um pouco distante de conhecer a pluralidade étnica da nossa região. Hoje é uma oportunidade de estar aqui com a comunidade Aikewara, aprendendo, escutando sobre diferentes pedagogias, epistemologias, formas de viver, sentir e de existir no mundo”, observa.


Thiago Martins participou da programação. Ele faz parte da Comuna Cepasp, um ponto de cultura de Marabá. Para ele, iniciativas como o Giro Cultural devem ser incentivadas.
“Essa é uma iniciativa muito importante, à medida que a gente tem um momento no calendário municipal para mostrar a cultura marabaense, e traz para o centro da cidade, para o museu, e dialogar com o museu, com a cultura indígena, diversas outras expressões culturais de Marabá é muito importante para a sociedade marabaense. Espero que toda a sociedade venha participar do Giro Cultural e conhecer um pouco mais sobre a sua história”, afirma.


Na sexta-feira, 24, o Giro Cultural segue com o Boi Marabazim e o Arrastão das Lendas na Orla e a participação dos bois-bumbás Flor do Campo e Pingo de Ouro, e do mestre de cultura Zé do Boi. No sábado, 25, a programação acontece com a apresentação dos grupos do Divino Espírito Santo e Santo Reis, com procissão na Orla. Ambas as programações começam às 16h, com concentração no Museu Municipal Francisco Coelho.













Texto: Ronaldo Palheta
Fotos: Sara Lopes
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