
A Feira na Praça Pedro II, no Centro de Teresina, desponta como um espaço de incentivo à cultura e à economia criativa, reunindo mulheres que transformam a cozinha em renda. Realizada aos domingos com apoio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), a iniciativa fortalece pequenos negócios e amplia a visibilidade de empreendedoras piauienses.
No Piauí, a cozinha tem se tornado muito mais do que um espaço doméstico. Cada vez mais, mulheres transformam o preparo de alimentos em fonte de renda, unindo tradição, cultura e a busca por autonomia financeira. Em meio a receitas que atravessam gerações, surgem histórias de superação que começam dentro de casa e ganham espaço no mercado.
O movimento acompanha o crescimento do empreendedorismo feminino no estado. Dados recentes do Portal do Empreendedor apontam que cerca de 143 mil mulheres são donas do próprio negócio no Piauí, reforçando a presença feminina entre os microempreendedores e a atuação ativa na economia local.

Mais do que uma atividade econômica, a culinária carrega saberes que fazem parte da identidade cultural. Em muitos casos, o aprendizado começa dentro da família e ganha força como alternativa de sustento, mantendo vivas tradições que atravessam gerações e fortalecem a cultura local por meio da gastronomia.
Para a empreendedora Maria Júlia Ferreira, que hoje comanda o próprio negócio, a relação com a cozinha começou ainda na infância, em um momento de necessidade familiar que marcou o início da sua trajetória. “Comecei porque minha mãe precisou ficar de repouso e eu tive que assumir a cozinha. Naquela época era assim”, relembra.
Com o passar dos anos, o que era responsabilidade virou profissão. Hoje, ela mantém receitas que carregam memória afetiva e representam não apenas sustento, mas também a valorização da cultura nordestina.
A necessidade também foi o ponto de partida para a história da empreendedora Silvanira Silva, que encontrou na culinária um caminho para recomeçar após perder o emprego. “Eu descobri que podia ganhar dinheiro com isso. Hoje é a minha principal fonte de renda”, destaca.
Para a Secult, a Feira na Praça tem papel fundamental nesse cenário, funcionando como vitrine para pequenos negócios e ampliando as oportunidades de renda. Além de fortalecer a economia local, o espaço incentiva a ocupação cultural do Centro de Teresina e aproxima o público da produção artística e gastronômica do estado. A iniciativa reúne semanalmente gastronomia regional, artesanato, música e produtos autorais, valorizando a cultura piauiense e estimulando o empreendedorismo.
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