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Onde o mar abraça o futuro: estudantes alagoanos redescobrem o horizonte em Worthing

Estudantes da rede estadual vivem imersão cultural e dominam o inglês na costa sul da Inglaterra

12/04/2026 às 14h45
Por: Redação Fonte: Secom Alagoas
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Estudantes viveram experiências que marcaram suas vidas - Fotos: Alexandre Teixeira, Edvan Ferreira e Acervo Pessoal
Estudantes viveram experiências que marcaram suas vidas - Fotos: Alexandre Teixeira, Edvan Ferreira e Acervo Pessoal
Kaique Pacheco / Ascom Seduc

Às vésperas da sua terceira edição, o programa Daqui pro Mundo se consolidou, em 2026, como a maior política de intercâmbio da história do estado, saltando de 50 pioneiros em 2024 para 150 sonhos embarcados nesta edição.


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Nesta reportagem especial, será contada a história dos estudantes Sara, João Gabriel, Daielly e Stella e do professor Simon, que, em 2025, participaram da imersão no Centre of English Studies (CES) na cidade de Worthing, conhecida pela sua arquitetura georgiana e por ter servido de inspiração para que o escritor irlandês Oscar Wilde escrevesse sua obra mais famosa: “O Retrato de Dorian Gray”.


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A experiência permitiu que o sotaque das Alagoas se misturasse à gramática britânica de forma orgânica. A escola, reconhecida pelo acolhimento, transformou-se em um ponto de encontro de nacionalidades onde a língua inglesa deixou de ser uma matéria escolar para virar ferramenta de conexão com o mundo. 


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Decisões definem destinos


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Sara Ribeiro tem 18 anos e é aluna da Escola Estadual Almeida Cavalcanti, em Palmeira dos Índios. Menina tranquila, apaixonada por Sociologia, História e pelas tramas de Harry Potter, ela viu em Worthing não apenas um lugar para estudar, mas um espaço para entender o comportamento humano, seu grande sonho de futura psicóloga.


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Na CES Worthing, ela se surpreendeu com o calor do acolhimento. "A escola é incrível e bem aconchegante, os professores são atenciosos e as aulas são, na maioria, divertidas e de fácil entendimento", destaca a estudante. Para ela, o intercâmbio foi um exercício de liberdade. Enquanto caminhava pelas ruas históricas de Worthing, ela não via apenas prédios antigos, mas capítulos da história que estudava nos livros em Alagoas. 


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Esse olhar atento faz dela uma jovem que não apenas passou pela Inglaterra, mas que deixou a Inglaterra passar por dentro dela, consolidando sua vontade de conhecer ainda mais países.


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Que eu mude o mundo


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Natural de Branquinha, João Gabriel Gomes tem 18 anos e estuda na Escola Estadual Juvenal Lopes Ferreira de Omena. Para ele, que é fascinado por cálculos e pela forma como a Física descreve o universo, o intercâmbio foi uma imersão em uma nova constante, a comunicação global.


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Estudar na CES Worthing foi desafiador e gratificante. João conta que o método de ensino focava muito na conversação e na integração. "Eles buscavam muito nos separar das pessoas do mesmo idioma, para interagirmos mais e nos aprofundarmos na comunicação", explica o jovem, que logo percebeu que o aprendizado acontece no detalhe e na convivência diária com o grupo.


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João Gabriel é o tipo de estudante que acredita que o conhecimento deve ser uma ferramenta de transformação, sem apagar a própria essência. Ele destaca que "não faz sentido se preocupar com medo ou insegurança", pois a competência da equipe garante que a única preocupação seja absorver cada momento dessa experiência extraordinária de intercâmbio cultural.


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Comparação destrói personalidade


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Daielly Santos, 17 anos, veio da Escola Estadual Professor Pedro de França Reis, em Arapiraca. Ela conta que fez a inscrição com medo, estudou com medo e viu o Big Ben com medo. Em Worthing, ela descobriu que o medo é apenas um detalhe. "Acho que foi por isso que eu comecei a ficar bem mais confortável com o meu inglês abrasileirado e aceitei que não preciso ter medo de errar as palavras", revela a estudante.


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A convivência em Worthing foi recheada de afeto. Daielly recorda com carinho das histórias contadas pelos professores e das amizades que começaram ainda no aeroporto de Maceió. Ela voltou para Arapiraca com a mente aberta, sem querer se prender a uma única profissão.


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Sua maior dica para quem vai agora é não deixar a preguiça vencer. "Aproveite tudo da sua cidade. Mesmo que um dia você acorde com preguiça, ainda assim, saia e vá aproveitar", incentiva a jovem arapiraquense.


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Acredite que você é capaz


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Stella Mirtes Gregório tem 17 anos e é aluna da Escola Estadual Professor Pedro Reys, em Igreja Nova. Apaixonada por Biologia e pelo funcionamento da vida, ela viu em Worthing um laboratório de novas experiências. Stella se encantou com o método de ensino da CES, onde rir e aprender caminhavam juntos.


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"Os professores sempre buscavam se enturmar com os alunos de uma maneira engraçada e nos ensinar de uma maneira fácil", recorda.


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A jovem de Igreja Nova, que sonha em cursar Psicologia Criminal, aproveitou o intercâmbio para observar as nuances culturais. "Foi algo mágico, pois tinha tantas coisas novas que eu nunca tinha visto para descobrir e explorar na cidade", conta Stella.


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A jovem voltou para Alagoas com a certeza de que a educação e o respeito são as chaves para transformar o mundo. "Estudem e sejam sempre esforçados e corajosos, arrisquem-se e se entreguem a essa oportunidade única sem medo", recomenda a estudante.


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A guia e a missão de cuidar


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Nenhuma dessas histórias seria a mesma sem a presença de Simon Sena, o monitor responsável pelo grupo de Worthing. Formado em Letras-Inglês e mestre em Linguística Aplicada pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Simon trouxe para a viagem não apenas seu conhecimento técnico, mas a sensibilidade. "Os alunos foram maravilhosos, responsáveis e engajados nas aulas e atividades", recorda.


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Simon descreve a experiência como enriquecedora e destaca o papel da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e da escola inglesa no sucesso da viagem. Ele reconhece que "a adaptação inicial e estar longe da família" foram desafios, mas a produtividade do grupo superou as expectativas. Para ele, ver o desenvolvimento da organização e da autonomia desses jovens em apenas um mês foi a maior recompensa que sua carreira de professor poderia receber nesse período.


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Simon ressalta que o programa Daqui pro Mundo é fundamental porque "democratiza um pouco mais o acesso destes estudantes ao conhecimento linguístico e de mundo". Hoje, ele retribui essa oportunidade dando aulas gratuitas para preparar novos alunos. "Eu faço votos que essa política de valorização da Educação em Alagoas se expanda e se perpetue", diz Simon.


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Experiência transformadora


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Sara, João, Daielly e Stella agora são os embaixadores de uma Alagoas que fala inglês e não teme fronteiras. Eles provaram que o destino de cada estudante alagoano é onde eles decidirem que seja, inclusive do outro lado do oceano.

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