
Para celebrar a arte negra da Bahia, o I Festival das Artes do Cineteatro 2 de Julho será realizado entre os dias 9 e 19 de abril, reunindo diferentes linguagens e promovendo acesso à cultura com inclusão e diversidade. A programação inclui shows, peças teatrais, espetáculos e workshops de dança, sessões de cinema e rodas de conversa.
Durante os 11 dias de programação, o I Festival das Artes do Cineteatro receberá produções que valorizam narrativas, estéticas e linguagens, reconhecendo a potência histórica, cultural e simbólica das manifestações artísticas de matrizes afro-brasileiras. E oito atrações são destinadas exclusivamente a estudantes da rede pública estadual. É esperada a presença de cerca de 1.700 alunos(as). A estimativa geral é que mais de 2.500 pessoas participem do evento.
Para abrir o Festival, sobe ao palco do Cineteatro 2 de Julho a cantora baiana Majur, com seu show “Majur em Gira Mundo Experience”. Destaque no afropop e MPB, a artista celebra identidade, resistência e ancestralidade. A apresentação terá início às 20h.
No dia 10, a programação tem continuidade com o espetáculo teatral “Akoko Lati Wa Ni - Tempo de Ser”, também a partir das 20h. A narrativa acompanha Dofona, Dofonitinho e Famo, três jovens negros em um dilema: como envelhecer em um país que lhes nega a vida? A peça foi vencedora da categoria "Destaque Nacional" na 36ª edição do Prêmio Shell de Teatro (2025).
“Dembwa” leva a dança contemporânea ao palco do Cineteatro 2 de Julho no dia 11 de abril, transformando memórias do cotidiano em coreografia ancestral. Entre quintal, barro e cantigas, dois intérpretes cruzam pagode, funk e samba de caboclo para afirmar corpos negros como arquivos vivos de identidade e resistência.
A cantora e compositora Gab Ferruz apresenta o seu repertório autoral no dia 12 com o show "Ferruz Mais de Perto", às 19h. Unindo música e performance, o espetáculo destaca sonoridades afro-diaspóricas e a força da música negra baiana.
No dia 13, o documentário "Terras que Libertam - Histórias dos Cupertinos" retrata o movimento liderado pelos irmãos Júlio Cupertino e Jaime Cupertino, pelos direitos territoriais e sociais da população negra quilombola na Chapada Diamantina (Bahia-Brasil). A exibição será realizada às 9h30 e às 14h30, de forma gratuita.
A partir das 9h30 do dia 14 será exibido o filme "Ijó Dudu: Memória da Dança Negra na Bahia". Com direção de José Carlos Arandiba (Zebrinha), o filme é uma denúncia poética, contada através das vivências e saberes das mestras e mestres pioneiros e protagonistas da dança negra na Bahia. No mesmo dia, às 14h30, acontece um workshop de dança afro gratuito. A aula ministrada por Arismar Adoté propõe exercícios inspirados na técnica Lester Horton e sequências afro em deslocamento, onde os participantes exploram ritmo, peso e conexão com a terra.
A Deusa do Ébano Carol Xavier e a cantora Nara Couto compartilham suas trajetórias na arte, no dia 15 de abril, às 14h30 com entrada franca, refletindo sobre os caminhos da dança e da música como expressões da criação negra durante a roda de conversa "Entre o canto e a dança: mulheres negras em movimento". Já às 20h, será exibido o filme "Timidez", um suspense psicológico baiano, dirigido por Susan Kalik e Thiago Gomes Rosa. O longa acompanha Jonas, um jovem negro vivendo à sombra de seu irmão autoritário, Nestor, explorando racismo, silêncios e afetos. A entrada é gratuita.
Idealizado pelo mestre percussionista Gabi Guedes, o grupo Pradarrum apresenta o espetáculo musical "Matriarcas", que celebra ritmos e cantos dos terreiros de candomblé (Ketu, Gêge e Angola) em diálogo com samba, jazz e funk, reverenciando yalorixás, alabês e a cultura afro-brasileira. A apresentação do grupo começa às 20h do dia 16.
A programação do dia 17 fica por conta da peça "Gota d'Água", ambientada no Porto das Sardinhas, subúrbio de Salvador. Unindo música, ritual e cenário, a narrativa acompanha a trajetória de Joana, uma mulher negra abandonada por Jasão, que enfrenta conflitos sociais e afetivos revelados na desigualdade e traição. A apresentação tem início às 20h.
A CIA Jorge Silva evoca os universos de Yansã e Ogum para criar uma narrativa entre o sagrado e o cotidiano com o espetáculo de dança "De Dentro", no dia 18 às 20h. Entre IBÁ, Exus e símbolos ancestrais, a apresentação celebra a espiritualidade afro-brasileira, a força feminina e a resistência coletiva, transformando gestos cotidianos em rituais de coragem e vida.
O encerramento do festival acontece no dia 19 de abril com o show da banda baiana Afrocidade, às 19h. A banda constrói sua sonoridade na coletividade, mesclando ritmos ancestrais africanos e jamaicanos ao eletrônico.
Para as atividades que não são gratuitas, os ingressos custam R$20 (inteira) e R$10 (meia) e podem ser adquiridos por meio da plataforma Sympla.
Serviço:
I Festival das Artes do Cineteatro 2 de Julho
Quando: de 9 a 19 de abril de 2026
Onde: Cineteatro 2 de Julho
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) | Gratuito
Link para ingressos: https://www.sympla.com.br/eventos?s=Cineteatro%202%20de%20Julho
Fonte
Ascom/Irdeb
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