
A Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) implementou nos últimos dias um conjunto de melhorias operacionais no sistema Ibura que resultou no aumento significativo da produção de água tratada para o município de Nossa Senhora do Socorro, grande Aracaju. As intervenções envolveram a reconfiguração do sistema de bombeamento, incluindo a aquisição de um novo conjunto motobomba, a integração das adutoras e a otimização do uso dos poços que compõem o sistema operacional Ibura 2.
Entre as principais ações está o redimensionamento dos equipamentos do Ibura 2, que passaram a operar com maior capacidade, utilizando de forma integrada e paralela as adutoras dos sistemas 1 e 2. Com isso, a produção saltou de cerca de 500 metros cúbicos por hora (m³/h) para valores superiores a 750 m³/h, um ganho expressivo na oferta hídrica. Além de mais água na rede, a nova configuração proporciona uma economia de pelo menos 20% no consumo de energia elétrica.
O processo de modernização começou com a reativação do poço 4 do Ibura, viabilizada a partir de projeto técnico e articulação institucional com a Iguá Sergipe e a Prefeitura de Nossa Senhora do Socorro. Essa reestruturação permitiu a adoção de um novo arranjo operacional e a desativação da antiga piscina do Ibura 1, até então usada como ponto de captação.
A desativação da piscina foi necessária por uma mudança geológica: o local, que antes jorrava água (surgência), passou a apresentar características de infiltração (percolação). Na prática, a estrutura deixou de ser uma fonte para se tornar um ponto de perda de água, chegando a absorver até 250 m³/h. A rápida intervenção evitou desperdícios e preservou a eficiência do abastecimento.
Equipes da Diretoria de Produção e Qualidade e da Diretoria Técnica atuaram de forma integrada para desenvolver essas soluções. Em tempo reduzido, a Deso reestruturou completamente a operação, com destaque para o uso simultâneo dos cinco poços artesianos do sistema Ibura 2, assegurando estabilidade à operação.
O impacto positivo foi imediato e pôde ser visto no nível do reservatório de saída da Estação de Tratamento de Água Oviêdo Teixeira, que voltou a operar com volumes elevados de água tratada acumulada, cenário que não era observado há bastante tempo. Além do trabalho da Deso, também foram sugeridas e executadas intervenções nas adutoras operadas pela Iguá Sergipe, reforçando o esforço conjunto para ampliar a disponibilidade hídrica.
Para o presidente da Deso, Luciano Goes, as ações demonstram a capacidade técnica da companhia em responder com agilidade. “Mesmo diante de um cenário desafiador, conseguimos, com planejamento e integração das equipes, transformar um problema em oportunidade de melhoria. A reconfiguração não apenas recuperou a capacidade de produção, como elevou a eficiência operacional, garantindo mais água para a população”, destacou.
O superintendente de Produção da companhia, Jenival Lima, ressaltou o empenho dos profissionais. “Foi um desafio técnico relevante, que exigiu respostas rápidas e decisões precisas. O mais importante foi ver o comprometimento das equipes, que atuaram com dedicação e senso de missão para restabelecer e ampliar a produção em tempo recorde. Esse resultado é motivo de orgulho para todos nós que fazemos a Deso”, concluiu.







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