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Saúde Mato Grosso do Sul

Tuberculose ganha monitoramento mais estratégico com regionalização da saúde prisional

O enfrentamento da tuberculose no sistema prisional passa a contar com monitoramento regionalizado, fortalecendo a qualificação do cuidado nas unid...

18/03/2026 às 06h55
Por: Redação Fonte: Secom Mato Grosso do Sul
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Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul
Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul

O enfrentamento da tuberculose no sistema prisional passa a contar com monitoramento regionalizado, fortalecendo a qualificação do cuidado nas unidades penais

Com a nova metodologia, os indicadores passam a ser analisados por equipe, município e estado, ampliando a capacidade de gestão, planejamento e intervenção nos territórios. Atualmente, 70,4% das equipes de Atenção Primária Prisional estão classificadas como “regular” no indicador da doença, dado que orienta apoio técnico, reorganização de fluxos e aprimoramento dos registros assistenciais em um contexto de maior vulnerabilidade epidemiológica.

A avaliação considera critérios como realização de quatro consultas médicas ou de enfermagem em seis meses, baciloscopia de controle, radiografia de tórax e testagem para HIV, medidas essenciais para diagnóstico oportuno, tratamento adequado e interrupção da cadeia de transmissão.

Os indicadores integram o componente Qualidade da Atenção Primária à Saúde e foram apresentados pelo Ministério da Saúde no Seminário Nacional de Atenção Primária Prisional. A regionalização inaugura uma nova etapa na organização do cuidado em saúde no sistema prisional, permitindo análise detalhada por Unidade da Federação, município e equipe.

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Sistema entra em fase preparatória

O sistema de avaliação dos indicadores ainda não está vigente. Ele foi lançado este ano, com seis itens de avaliação relacionados aos índices de qualidade.

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Ao longo de todo este ano, os indicadores permanecerão em fase de acompanhamento e avaliação. A contabilização oficial dos resultados começará apenas em janeiro de 2027.

Assim, 2026 será um período destinado a treinamento, esclarecimento de dúvidas e alinhamento técnico sobre os indicadores de qualidade. Trata-se de um ano preparatório, de adaptação e consolidação dos processos, antes do início da contagem formal.

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Seis eixos que orientam a avaliação

O monitoramento contempla seis indicadores considerados indutores de boas práticas:

  • Mais acesso à Atenção Primária Prisional;
    • Cuidado na gestação;
    • Acompanhamento de pessoas com hipertensão e/ou diabetes;
    • Rastreio de IST (HIV, sífilis e hepatites B e C);
    • Cuidado da pessoa com tuberculose;
    • Prevenção do câncer do colo do útero.

Resultados já observados

Embora a tuberculose demande qualificação contínua, outros indicadores já apresentam desempenho expressivo.

No acesso à Atenção Primária Prisional, 49,3% das equipes estão classificadas como “bom” e 16,5% como “ótimo”, somando 65,8% com desempenho satisfatório ou elevado, demonstrando avanço na ampliação de atendimentos individuais.

No cuidado à gestação, 41% das equipes alcançaram classificação “ótimo”, considerando critérios como consultas por trimestre, testagem para IST, aferição de pressão arterial, avaliação odontológica e aplicação da vacina dTpa.

Já no rastreio de IST, 72,7% das equipes estão na faixa “regular”, e na prevenção do câncer do colo do útero, 90,9% também se encontram nesse nível, indicando espaço para fortalecimento das estratégias assistenciais e qualificação contínua dos processos de cuidado.

Base estruturada e governança fortalecida

Atualmente, o país conta com 683 eAPP (equipes de Atenção Primária Prisional) cofinanciadas. O modelo foi consolidado pela Portaria GM/MS nº 7.799, de 20 de agosto de 2025, que alinhou o cofinanciamento das equipes prisionais aos componentes da Estratégia Saúde da Família, corrigiu distorções do formato anterior e incorporou recurso de implantação e componente de qualidade.

Para a secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, a regionalização representa avanço na governança do SUS (Sistema Único de Saúde). “A regionalização traz transparência, responsabilidade sanitária e maior integração entre Estado e municípios. Estamos qualificando a Atenção Primária no sistema prisional com base em evidências, garantindo que os recursos investidos retornem em cuidado efetivo e em melhores resultados de saúde para essa população”, afirma.

Monitorar para avançar

Para a gerente de Saúde do Sistema Prisional da SES, Martha Goulart, a regionalização fortalece a gestão do cuidado. “Quando conseguimos enxergar os indicadores por região e por equipe, temos condições reais de intervir, apoiar tecnicamente e reorganizar fluxos. No caso da tuberculose, esse acompanhamento mais próximo é fundamental para garantir diagnóstico oportuno, tratamento adequado e quebra da cadeia de transmissão dentro das unidades prisionais”, destaca.

André Lima, Comunicação SES
Foto: Arquivo SES

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