
“Um Programa Habitacional que garante a moradia, mas que tem como base um projeto social cujo objetivo é o reconhecimento à cidadania e a promoção da inclusão social”. Assim a secretária de Habitação Social (Semhab), Socorro Gadelha, explicou como é o trabalho de acolhimento às famílias que recebem uma moradia em João Pessoa, dentro de um Programa de Assistência Social que começa no período de seleção dos beneficiados, continua durante a chegada aos residenciais e se estende por um período de dois anos, através do Programa Pós Ocupacional.
“O nosso Programa Habitacional não fica restrito a uma obra física de pedra e cal. Receber uma moradia, a escritura do imóvel ou a reforma da casa é o começo de uma vida nova e uma oportunidade de um futuro melhor. De acordo com a orientação do prefeito Leo Bezerra, os investimentos em habitação têm que oferecer às famílias beneficiadas a perspectiva de uma vida melhor no futuro”, ressaltou a secretária. Ela acrescentou que os técnicos sociais da Semhab fazem um trabalho que começa orientando a convivência e a organização dentro do residencial e se amplia através de atividades físicas e lazer, capacitação e qualificação profissional, o que garante emprego e renda para as famílias.


O Programa também consiste em trabalhos paralelos, como grupo de mulheres e jovens, citando como exemplo o Projeto Davi, em parceria com o Exército Brasileiro, através do 1º Grupamento de Engenharia e Construção; o Projeto Eu Existo, que assiste mães com filhos que tenham algum tipo de comorbidade e o Projeto Arte e Florescer, que usa o teatro como instrumento pedagógico na formação de jovens moradores dos residenciais.
“O Projeto Social da Semhab é muito amplo e tem todo o apoio e incentivo do prefeito Leo Bezerra, que entende que a meta é promover a cidadania e a inclusão social e foi isso que levou o nosso projeto a ser reconhecido em nível nacional e receber o Prêmio ‘Selo de Mérito 2026’ da Associação Brasileira de Cohabs e Secretarias de Habitação”, revelou.
O secretário executivo de Habitação, Beto Pirulito, disse que o trabalho social realizado pela Semhab permite que seja traçado um perfil da carência de moradias em João Pessoa, o que possibilita o planejamento de ações específicas com os jovens e as mulheres que são mães e donas de casa. “Nossas ações são planejadas e realizadas com muita dedicação pelos nossos técnicos, o que garante uma adesão muito boa às nossas atividades e para nós é gratificante, porque estamos contribuindo para melhorar a qualidade de vida dessas famílias”, comentou.
Destaques – Entre os programas sociais desenvolvidos pela Semhab, três têm se destacado: O Projeto Davi, em parceria com o 1º Engenharia e Construção do Exército; o Projeto Eu Existo, de assistência a mães com filhos especiais, e o Projeto Arte Florescer, que faz do teatro um instrumento pedagógico de formação cidadã.
A dona de casa, Andreia Félix dos Santos, disse que mudou de vida depois que foi morar no Residencial Vista Alegre e hoje participa do grupo de atividades físicas e do Projeto Eu Existo. “Eu era uma mulher tímida sem disposição para a vida, mas agora sou outra pessoa, cheia de vida e pronta para superar as dificuldades ou qualquer tipo de obstáculo”, revelou Andreia Félix, que é mãe de um garoto de 6 anos, que tem autismo e é assistido pelo projeto.

A atriz e produtora cultural Letícia Rodrigues, contou que tem sido gratificante participar do Projeto Arte Florescer da Semhab, trabalhando com jovens moradores dos Residenciais Vista Alegre, Vista do Verde e alunos da Escola Anayde Beiriz. Ela afirmou que “o Projeto tem revelado novos talentos e que o teatro é transformador, pois faz com que os jovens superem dificuldades adquirindo autoconhecimento e fortalecendo a personalidade deles”, analisou.

O Projeto agora está trabalhando na montagem do espetáculo ‘Pluft – O Fantasminha’ e a atriz Estefany Hellen dos Santos, que interpreta a personagem Maribel, disse que o teatro mudou transformou sua vida, pois desenvolve os sentidos e fez com que ela se tornasse uma pessoa mais segura.


Quem também se encontrou com o teatro foi Pérola Manoela de Matos, que interpreta o personagem do fantasminha. Ela revelou que é uma pessoa bem ativa e sempre gostou de viver personagens, o que começou dentro de casa e no Grupo Arte e Florescer, encontrou a base de fortalecimento da sua personalidade.
Projeto Davi – É fruto de uma parceria da Semhab com o Exército, através do 1º Grupamento de Engenharia e Construção, com a participação de alunos da Escola Municipal Deputada Lúcia Braga.
A ideia de criação do Projeto é da assistente social da Equipe Técnica e Social da Semhab, Cláudia Gouveia, que entendeu que a música poderia ser o instrumento de mudança na vida daquelas crianças, acrescentando que procurou a direção da escola e recebeu apoio e depois foi conversar com o comando do 1º Grupamento de Engenharia e Construção, onde a ideia foi acolhida plenamente.

“O Projeto está completando um ano e o resultado tem sido bastante positivo, o e que é visível no comportamento das crianças, que têm se interessado pelos estudos e estão construindo boa memória para o futuro, a partir dos exemplos e dos ensinamentos que estão recebendo dentro do projeto”, disse Cláudia Gouveia.
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