
Com colaboração de Bianca Cabanelas
Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o governo do Acre reafirma seu compromisso com a promoção da igualdade, a proteção das mulheres e o fortalecimento da autonomia econômica feminina. Por meio da secretaria de Estado da Mulher (Semulher), o Estado tem consolidado uma política pública estruturada, descentralizada e presente nos 22 municípios acreanos.

O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, surgiu no início do século XX a partir das lutas de mulheres trabalhadoras por melhores condições de trabalho, direito ao voto e igualdade de direitos. A data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas em 1975 e tornou-se um marco mundial de reflexão sobre as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres, além de reforçar a necessidade permanente de combater a desigualdade de gênero e todas as formas de violência e discriminação.

Criada em março de 2023, a Semulher consolidou-se como um dos principais instrumentos institucionais de enfrentamento à violência de gênero na Região Norte. Ao completar três anos de atuação, a pasta apresenta resultados expressivos, com ampliação de serviços, fortalecimento da rede de atendimento e investimentos estratégicos em qualificação profissional e inclusão social.
Para a secretária da Mulher, Mardhia El-Shawwa, o 8 de março é um momento simbólico e importante de reafirmação pública dos compromissos com a pauta feminina, mas esse compromisso não pode ser pontual nem restrito à data.
“O enfrentamento à violência contra a mulher é diária. Cada número apresentado aqui representa uma mulher acolhida, orientada ou fortalecida. Nosso trabalho vai muito além das estatísticas: estamos falando de vidas preservadas, de histórias que recomeçam e de oportunidades construídas todos os dias. Esse avanço é reflexo do compromisso do Governo do Estado com as mulheres do Acre. O governador Gladson Cameli e a vice-governadora Mailza Assis têm essa pauta como prioridade em sua gestão, e os serviços oferecidos pela Secretaria da Mulher são resultado direto dessa responsabilidade e desse olhar sensível para a realidade das mulheres acreanas”, destacou.

De acordo com o Relatório Anual 2025 da Diretoria de Políticas para Mulheres, as ações executadas entre janeiro e dezembro de 2025 demonstram o alcance estadual das políticas públicas voltadas às mulheres, com foco na prevenção da violência, acolhimento humanizado e promoção da autonomia.
A estrutura da Semulher conta com atuação direta do Departamento de Enfrentamento à Violência contra Mulheres, além dos Centros de Referência da Mulher no Juruá e Alto Acre e do Centro Especializado de Atendimento à Mulher do Purus. Juntas, essas unidades realizaram 825 atendimentos diretos a mulheres em situação de violência e vulnerabilidade no último ano.

O acolhimento é feito por equipe multidisciplinar composta por psicólogas, assistentes sociais e assessoria jurídica, garantindo escuta qualificada, encaminhamentos e acompanhamento continuado nos casos mais graves.
O governador Gladson Camelí destacou que o fortalecimento dessa rede é prioridade da gestão: “A proteção das mulheres é um compromisso permanente do nosso governo. Temos investido na estruturação da secretaria da Mulher, ampliando serviços e garantindo que cada acreana tenha acesso à segurança, ao acolhimento e às oportunidades. Segurança pública e igualdade caminham juntas.”

A atuação integrada com a Polícia Civil do Acre, a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e a Patrulha Maria da Penha tem sido fundamental no monitoramento de medidas protetivas e no enfrentamento aos casos de violência doméstica. A articulação entre os órgãos fortalece o acompanhamento das vítimas e contribui para a redução dos índices de feminicídio no estado, com ações preventivas e respostas mais ágeis.
A Patrulha Maria da Penha é uma das principais estratégias de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica. O foco do trabalho é o acompanhamento contínuo das medidas protetivas, com visitas regulares, monitoramento e presença constante, criando vínculo, segurança e confiança para que essas mulheres não se sintam sozinhas.
“Esse acompanhamento constante é fundamental, porque a medida protetiva no papel salva, mas é a presença do Estado fiscalizando que realmente protege. A patrulha atua justamente para impedir a reincidência da violência, identificar riscos precocemente e agir de forma preventiva, quebrando o ciclo da violência antes que ele se repita. Mais do que repressão, fazemos prevenção e cuidado. Com o objetivo de garantir segurança, dignidade e o direito de cada mulher viver sem medo dentro da própria casa”, afirma a Coordenadora da Maria da Penha, tenente-coronel Cristiane Soares.

Em 2025, nenhuma mulher acompanhada pela Patrulha foi vítima de feminicídio, o que reforça a importância de uma proteção ativa, humana e permanente. Atualmente, em Rio Branco, são 243 mulheres sendo acompanhadas pela Patrulha Maria da Penha.
Um dos principais destaques de 2025 foi o Programa Semulher Itinerante, em diversas ocasiões contou com o apoio do Ônibus Lilás. A iniciativa percorreu 153 comunidades em 18 municípios acreanos, levando atendimento psicológico, jurídico e social, além de promover ações educativas sobre os canais de denúncia e o rompimento do ciclo da violência.

Em dezembro passado, a Semulher realizou, na Escola Braulino, localizada na comunidade Pentecoste, zona rural de Mâncio Lima, uma edição do atendimento itinerante voltado à prevenção da violência e ao fortalecimento da rede de proteção às mulheres.

Durante a atividade, mulheres da comunidade também compartilharam suas percepções sobre a iniciativa. Moradora local, Raimunda Lopes contou que aprendeu novas informações acerca dos tipos de violência. “Essa roda de conversa é muito boa para as mulheres. Muitas não sabem seus direitos. Foi muito bom para despertar, para saber quais são nossos direitos e o que podemos denunciar se for preciso”, frisou.

Ao todo, foram realizadas 13.976 abordagens educativas e 969 atendimentos individualizados a mulheres. O programa também atua em áreas rurais e comunidades indígenas, ampliando o acesso às políticas públicas.
A Campanha Feminicídio Zero intensificou a mobilização estadual em 2025, alcançando 247 locais, entre escolas, igrejas, associações e aldeias indígenas, em 14 municípios. A ação promove a divulgação da Lei Maria da Penha, orientação sobre a quebra do ciclo da violência e informação sobre canais de denúncia.

No total, as ações educativas vinculadas às campanhas e programas da Semulher somaram mais de 31 mil abordagens ao longo do ano. No ambiente de trabalho, o Programa Não se Cale alcançou 9.457 pessoas, sendo 6.981 mulheres e 2.476 homens, com ações voltadas à prevenção do assédio moral e sexual. Já o Programa Zona Segura formou equipes de 119 empreendimentos privados, totalizando 660 profissionais capacitados para prevenção e acolhimento de situações de violência.

No eixo da autonomia econômica, o Programa Impacta Mulher registrou 1.626 mulheres inscritas e 1.401 concluintes em cursos profissionalizantes ofertados em 22 municípios. As formações incluíram áreas como assistente administrativo, operador de caixa, manicure e pedicure, corte de cabelo, cuidador de idosos e gastronomia.
Outro indicador que reforça os avanços das políticas públicas voltadas às mulheres no estado é o equilíbrio salarial no serviço público. O Acre conquistou o 3º lugar nacional no indicador de equilíbrio de gênero na remuneração pública estadual, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado com base em dados da PNAD e do IBGE. No estado, a diferença salarial entre homens e mulheres na administração pública é de apenas 2,6%, uma das menores do país, demonstrando o avanço na valorização profissional e na equidade de gênero no setor público. No cenário nacional, mulheres ainda recebem, em média, cerca de 71% da remuneração dos homens, o que evidencia a relevância do resultado alcançado pelo Acre.

A vice-governadora Mailza Assis destacou que garantir autonomia financeira é uma das principais estratégias para romper ciclos de violência: “Quando uma mulher conquista sua independência econômica, ela amplia suas possibilidades de escolha e fortalece sua liberdade. Estamos investindo em qualificação profissional e inclusão produtiva para que as mulheres do Acre tenham dignidade, renda e oportunidades reais de transformação”.
O Ciclo Terapêutico para Mulheres Negras e Trabalhadoras Domésticas atendeu 261 mulheres. O programa Papo Reto alcançou 2.787 estudantes com debates sobre racismo e violência de gênero, enquanto o Papo de Homem sensibilizou 698 homens em 23 palestras realizadas no estado.

A Semulher promoveu, em fevereiro de 2025, no bairro São Francisco, em Rio Branco, o Ciclo Terapêutico para Mulheres Negras, programa desenvolvido pelo Departamento de Ações Temáticas e Participação Política para Mulheres da pasta, que também envolveu participantes trans, trabalhadoras domésticas e mulheres em vulnerabilidade social.

“O ciclo, para mim, foi muito proveitoso. Eu quero agradecer ao governo do Estado e à Secretaria da Mulher por promoverem esses encontros. É muito importante para nossa vida, porque eu fico muito em casa, e assim a gente sai, conversa, se diverte – tudo de uma maneira especial. Aqui, estamos transformando esse encontro em uma família”, disse a participante do ciclo na ocasião, Maria José de Souza.

Entre as ações de inclusão, o Mutirão de Retificação de Nome beneficiou 116 pessoas trans e travestis. Já as rodas de conversa com mulheres indígenas, com cartilhas da Lei Maria da Penha traduzidas para as línguas Manchineri e Huni Kuin, alcançaram 218 pessoas em diferentes municípios.
O fortalecimento institucional também foi prioridade. Por meio de convênio com o Ministério das Mulheres, foram capacitados 544 profissionais da rede de atendimento em 13 municípios estratégicos, envolvendo saúde, assistência social, segurança pública e sistema de justiça.

Essas formações ampliam a capacidade de resposta da rede e garantem atendimento mais humanizado e integrado.
A criação da secretaria marcou um novo capítulo na política pública voltada às mulheres no Acre, com descentralização dos serviços e estruturação de equipamentos especializados.

Neste 8 de março, o governo do Acre reafirma que a luta pela igualdade e pelo enfrentamento à violência contra a mulher é permanente. Cada número apresentado representa uma vida acolhida, uma história fortalecida e mais um passo na construção de um estado mais seguro, justo e igualitário para todas as mulheres acreanas.
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