
Em São Domingos do Araguaia, município da Região de Integração Carajás, no sudeste paraense, o apoio do Escritório Local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), foi decisivo para mudar a vida do agricultor Elissandro Ramos, 36 anos, que cultiva macaxeira na comunidade Ouro Verde. Sua produção é comprada pela Prefeitura local, e vira merenda escolar. A iniciativa beneficia alunos da Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental (EMIF) Manoel Castor Braga, onde estuda Vitória Lima, 8 anos, filha de Elissandro.
Elissandro Ramos é o atual presidente da Associação dos Horticultores e Horticultoras de São Domingos do Araguaia (Ahosda), que representa 40 famílias, de 16 localidades. Na sexta-feira (27), a Ahosda recebeu da Emater o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) Jurídico atualizado, para se manter habilitada ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
“É um ciclo que se completa, de uma ponta à outra. Pra nós, é demais gratificante que nossa filha consuma o produto do nosso trabalho, um alimento com procedência de qualidade e valor cultural. E isso vale pra todos, porque um produtor rural planta e cria sempre pensando no melhor resultado. A gente faz como faria pra um filho nosso comer”, conta o produtor, com o apoio da esposa, Marta Duarte, 35 anos, costureira.
Geração de renda- De acordo com dados da Emater, em 2025 o faturamento da agricultura familiar no município apenas com merenda escolar alcançou R$ 600 mil. Os principais artigos são, além de macaxeira, alface, açaí batido e polpa de frutas. Somente de polpas de goiaba e acerola, por exemplo, a estimativa é fornecer duas toneladas por mês.
Para o chefe do Escritório Local da Emater em São Domingos do Araguaia, técnico em Agropecuária Rudinei Magalhães, o papel da Empresa de Assistência Técnica é fundamental porque o CAF é um documento que qualifica a produção, e requisito obrigatório para a participação nos mercados governamentais. “Sem a Emater, e sem o CAF, o agricultor não consegue comercializar para o Pnae e o PAA. É um caminho não só de geração de renda, mas de promoção de cidadania e dignidade, e fortalecimento das cadeias produtivas e dos costumes alimentares”, ressalta.
Texto: Aline Miranda - Ascom/Emater-Pará
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