
A fim de estimular a atividade pesqueira, o Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), apoia a realização de eventos que marcam a retomada da pesca por comunidades de municípios do interior. No domingo (1º), o Estado acompanhará a retomada da tradicional pesca do mapará nos municípios de Cametá, Limoeiro do Ajuru e Igarapé-Miri, ambos na Região de Integração Tocantins, e em Oeiras do Pará, no Arquipélago do Marajó.
A programação inclui a prática do “borqueio”, quando embarcações se posicionam em um círculo para pescar o mapará, peixe comum na região, marcando a abertura de outros eventos que simbolizam a retomada da atividade pesqueira após o período do defeso.
No caso específico do mapará, o período de proibição começou em 1º de novembro do ano passado, informou o diretor de Pesca da Sedap, Orlando Lobato. Segundo ele, “foram quatro meses de defeso, conforme determina a legislação. Esse será mais um evento, que ocorre no próximo dia 1º, do ciclo de reprodução do mapará, que é a abertura da pesca, quando se considera que as espécies do mapará já estão adultas”. Orlando Lobato acrescentou que estudos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) comprovaram que esse é o melhor período de defeso.
Festa nas águas- Junto com outros municípios, como Igarapé-Miri, Limoeiro do Ajuru, Abaetetuba e Oeiras do Pará, Cametá se destaca na pesca do mapará, onde 55 comunidades se envolvem diretamente na grande festa nas águas.
No oeste paraense, disse o diretor da Sedap, o final do defeso também é recebido com festa em vários municípios. Em Curuá, por exemplo, ocorre evento semelhante para marcar o retorno da pesca do mapará.
“O governo do Estado sempre está presente nesses eventos de abertura, e o Estado tem contribuído com o ordenamento, a gestão pesqueira do mapará. Através da Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), o Estado tem tido um protagonismo bastante importante no sentido de celebrar esses acordos de pesca, que nada mais são do que a concordância da comunidade envolvida, de forma participativa, e seguindo todo um processo e um calendário, até se chegar à conclusão daquele acordo selado, para que haja melhor preservação do mapará”, ressaltou Orlando Lobato.
A retomada da atividade, segundo o diretor, impacta positivamente na renda dos pescadores e pescadoras, e de suas famílias, e também no comércio local - cenário que se repete nos demais municípios que têm a atividade pesqueira como um dos pilares da economia.
“A produção registrada nesse período varia muito de lances de pesca, que é o bloqueio através das redes de lance rápido, que culturalmente, na comunidade, é chamado de ‘borqueio’. Podem ser capturadas de 8 a 20 toneladas por 'borqueio'. Dependendo do tempo, eles executam cinco bloqueios durante a abertura. Isso depende muito. Há tradições, em algumas regiões, que o primeiro 'borqueio' é dividido gratuitamente entre as comunidades carentes. Isso faz parte de todo esse processo”, ressaltou o diretor.
Respeito ao meio ambiente- O governador Helder Barbalho já participou da retomada da pesca do mapará em Cametá, ocasião em que ressaltou a importância do evento após quatro meses de defeso, além do apoio e respeito da comunidade às normas ambientais de reprodução da espécie.
Em Cametá, a programação está prevista para começar às 8h, na Vila de Curuçambaba. Antes da saída das embarcações é realizada uma programação organizada pela Prefeitura, em parceria com as entidades que congregam trabalhadores e trabalhadoras da pesca.
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