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Semarh aponta que o Piauí entrou em novo ciclo de chuvas; até o fim de fevereiro as precipitações serão mais intensas

O balanço pluviométrico de janeiro no Piauí acende um sinal de alerta e, ao mesmo tempo, abre espaço para uma virada no cenário climático. Dados da...

19/02/2026 às 21h52
Por: Redação Fonte: Secom Piauí
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Foto: Reprodução/Secom Piauí
Foto: Reprodução/Secom Piauí

O balanço pluviométrico de janeiro no Piauí acende um sinal de alerta e, ao mesmo tempo, abre espaço para uma virada no cenário climático. Dados da Sala de Monitoramento e Eventos Climáticos Extremos, da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí (Semarh-PI), revelam que 55 municípios registraram redução nas médias de chuva no mês passado, na comparação com o mesmo período de 2025. Apenas cinco cidades apresentaram volumes superiores aos do ano passado. O retrato inicial do período no estado foi de chuvas fracas e mal distribuídas, mas fevereiro já mostra uma mudança significativa no padrão atmosférico.

Entre os municípios com maiores quedas nas médias estão Alto Longá (-269,30 mm), Castelo do Piauí (-259,40 mm) e Boqueirão do Piauí (-251,20 mm). No outro extremo, as menores reduções foram observadas em Parnaíba (-10,30 mm), Assunção do Piauí (-6,00 mm) e Miguel Alves (-0,70 mm). Já as médias positivas ficaram concentradas em cinco municípios: Cajueiro da Praia (107,55 mm), União ( 90,40 mm), Nossa Senhora dos Remédios (81,50 mm), Ilha Grande (35,00 mm) e Cristino Castro (16,70 mm).

Foto: Reprodução/Secom Piauí
Foto: Reprodução/Secom Piauí
Foto: Gabriel Paulino

Segundo a meteorologista da Semarh, Sônia Feitosa, o cenário começou a mudar na virada para fevereiro. “O mês vem sendo marcado por uma condição de chuvas. Até janeiro, elas aconteciam com pouca intensidade e de forma mal distribuída. A partir do fim da primeira semana de fevereiro, passaram a se distribuir de forma mais uniforme em todas as regiões do estado”, explica a profissional.

O principal sistema responsável por essa mudança é a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), faixa de nebulosidade que se posiciona próxima à linha do Equador e favorece o transporte de umidade para o Norte e Nordeste do Brasil. No caso do Piauí, a atuação da ZCIT tem intensificado as instabilidades, especialmente nas regiões central e sul, onde há previsão de chuvas fortes, com descargas elétricas e ventos mais intensos. Em alguns pontos, os acumulados podem chegar a 100 milímetros ao fim do dia, ou concentrar até 60 mm em apenas uma hora, volume considerado elevado e com potencial para alagamentos, sobretudo em áreas já encharcadas.

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Foto: Reprodução/Secom Piauí
Foto: Reprodução/Secom Piauí

A previsão indica continuidade das chuvas nos próximos dias, mantendo o padrão de instabilidade principalmente no centro e sul do estado. No norte e centro-norte também chove, mas com menor intensidade no extremo litoral. A Semarh reforça que a população acompanhe diariamente os boletins emitidos pela Sala de Monitoramento e Previsão de Eventos Climáticos Extremos, especialmente diante de alertas de categoria “perigo”, que indicam risco de tempestades.

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Se janeiro foi marcado por frustração em boa parte do território piauiense, fevereiro redesenha o mapa das águas. O desafio agora é administrar o excesso após a escassez, realidade típica de um estado onde o regime de chuvas é decisivo para a agricultura, os reservatórios e a vida cotidiana.

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