
A professora Adélia Pinheiro participou ativamente das articulações em defesa dos produtores de cacau do sul e baixo-sul da Bahia, nesta sexta-feira (30), em Gandu, durante solenidade com a presença do governador Jerônimo Rodrigues e do ministro da Casa Civil, Rui Costa, que assumiram compromissos com representantes do principal segmento agrário da Região Cacaueira.
No pronunciamento, Jerônimo afirmou que recebeu informações detalhadas de Adélia e do ex-prefeito de Gandu Leo de Neco sobre a mobilização dos cacauicultores, que lutam por preços mais justos para o cacau e defendem maior controle sobre as importações.
“O governador anunciou o envio de ofício ao Ministério da Agricultura, solicitando a revisão da Instrução Normativa 125/2021, que afrouxou o controle sanitário sobre a amêndoa de cacau importada pelas indústrias moageiras”, explicou Adélia Pinheiro, que é assessora especial do chefe do Executivo baiano.
Jerônimo também assumiu o compromisso de se debruçar sobre demandas elencadas no documento que recebeu hoje dos produtores, com o objetivo de se reunir com representantes da cacauicultura, até a próxima quinta-feira (5), em Salvador.
Providências do Governo Federal.
Rui Costa anunciou as duas providências já adotadas pelo Governo Federal. Primeiro, segundo o ministro, a Casa Civil solicitou que o Ministério da Agricultura inspecione as amêndoas de cacau importadas para verificar, tecnicamente, a existência ou não de risco fitossanitário vinculado às importações, como a eventual entrada de lotes contaminados por fungos ou outras pragas.
“Pedimos ao Ministério da Agricultura para fazer a avaliação técnica, mandar as equipes para fazer as inspeções técnicas necessárias. Seja no produto que está chegando, seja nas fazendas onde esses produtos estão sendo produzidos em outros países”, declarou em entrevista ao Cacau News.
Casa Civil, Ministério da Agricultura e Advocacia-Geral da União também vão acionar o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O objetivo, segundo Rui Costa, é investigar se as grandes empresas do setor agem para desvalorizar o cacau no mercado interno, de modo artificial, por meio de um cartel.
“Vamos fazer uma representação ao Cade para que ele possa abrir um processo e investigar se, de fato, as empresas estão depreciando excessivamente o preço de compra, de forma combinada, porque isso a lei proíbe”, alertou.

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