
Os equipamentos culturais pertencentes à Secretaria de Estado da Cultura (Seec) encerraram 2025 com avanços estruturais, ampliação de públicos e fortalecimento de políticas voltadas à descentralização e à modernização da gestão cultural. Ao longo do período, museus, Biblioteca Pública e centros formativos registraram crescimento expressivo de visitantes, diversificação de ações educativas e importantes investimentos em infraestrutura.
Entre os destaques estão a requalificação completa da área expositiva do Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR), que tornou o espaço mais dinâmico e adequado a novas experiências curatoriais, e a oficialização da retomada das obras no prédio-sede do Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR) , um marco simbólico para a política museológica do Estado.
Os números reforçam esse movimento de expansão. O MIS-PR alcançou seu maior público da história, com mais de 50 mil visitantes. O Museu Casa Alfredo Andersen recebeu mais de 30 mil pessoas, além de cerca de mil participantes em oficinas e centenas de visitantes no ateliê de residência artística.
O Centro Juvenil de Artes Plásticas (CJAP) manteve atendimento semanal de 665 alunos, enquanto a Biblioteca Pública do Paraná (BPP) registrou média diária de 800 usuários e cerca de 500 empréstimos. Já o Museu Paranaense (MUPA) ultrapassou a marca de 125 mil visitantes, considerando público espontâneo e participantes de ações educativas e culturais.
Para a secretária estadual da Cultura, Luciana Casagrande Pereira, os resultados refletem uma política pública que entende a cultura como direito do cidadão e como vetor de desenvolvimento. “Os equipamentos culturais do Paraná vivem um momento de fortalecimento institucional, com investimentos que qualificam os espaços, ampliam o acesso e aproximam a cultura do cotidiano das pessoas. Nosso compromisso é garantir que essas estruturas sejam vivas, inclusivas e conectadas com a diversidade do Estado”, afirma.
MEDIDA PIONEIRA- Um dos anúncios mais significativos do ano foi a criação de oito museus satélites , com implantação prevista a partir de 2026, em diferentes regiões do Paraná. Pela primeira vez, os museus estaduais deixarão de estar concentrados exclusivamente em Curitiba, permitindo a circulação de um acervo superior a 3 milhões de peças pelo Interior. Londrina, Pato Branco, Cascavel, Maringá, Guarapuava, Tunas do Paraná, Paranaguá e Ponta Grossa receberão os novos espaços, conectados aos acervos do Museu Paranaense, MAC-PR, MIS-PR e Museu Casa Alfredo Andersen.
Segundo o diretor de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura da Seec, André Avelino, a iniciativa representa um novo patamar de democratização cultural. “A política de satélites rompe com a lógica centrada na capital e cria condições para que os acervos e as ações dos museus estaduais dialoguem diretamente com diferentes territórios. É uma estratégia de longo prazo, que fortalece a presença do Estado e amplia o impacto social da cultura”, destaca.
Confira o balanço das principais ações em cada equipamento cultural do Estado:
BIBLIOTECA PÚBLICA DO PARANÁ (BPP)
A Biblioteca Pública do Paraná (BPP), uma das maiores do país, possui um acervo de aproximadamente 770 mil itens, recebe uma média de 800 usuários por dia e realiza cerca de 500 empréstimos diários. Em 2025, a BPP comemorou 168 anos com ações que sedimentaram a instituição no cenário estadual e nacional, como a participação da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP 2025), a realização da nova edição da Noite na Biblioteca, e a Flibi (Festa Literária da Biblioteca Pública do Paraná).
A Divisão de Extensão realizou encontros do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas com os Gestores de Cultura e Atendentes de Bibliotecas Públicas do Paraná em todas as macrorregiões do Estado, e promoveu rodas de leitura semanais para o público com mais de 60 anos.
Na Seção Braille, destacam-se as comemorações dos 200 anos do Código Braille, com oficinas, palestras e homenagens, que foram organizadas para essa data específica. Somadas às demais palestras e outras iniciativas inclusivas como Cine Inclusivo e Leitura Diferenciada, houve 1.241 atendimentos.
CENTRO JUVENIL DE ARTES PLÁSTICAS (CJAP)
O ano de 2025 marca a expansão dos projetos do Centro Juvenil de Artes Plásticas. Única instituição pública do país dedicada completamente ao ensino das Artes, o CJAP aumentou em mais de 100% sua oferta de vagas, ganhou prêmios nacionais e internacionais, organizou exposições pela cidade, auxiliou na formação de docentes e proporcionou momentos de encontro entre seus alunos e diversos artistas.
Ao todo, foram 50 turmas distribuídas em mais de 20 oficinas em diversas áreas. Semanalmente, foram atendidos 665 alunos. Com mais de 100 trabalhos inscritos em concursos nacionais e internacionais, o CJAP também auxiliou jovens talentos a expandirem seu repertório cultural. Ao longo do ano, alunos e alunas da instituição alcançaram premiações no Brasil, República Tcheca, Portugal e Polônia.
MUSEU CASA ALFREDO ANDERSEN (MCAA)
No Museu Casa Alfredo Andersen, 2025 foi um ano marcado pela expansão de públicos, o fortalecimento da formação artística e a valorização da tradição das artes visuais no Paraná. Mais de 31 mil visitantes passaram pelo museu. Entre a inauguração da mostra “Calderari: Amar, além do mar”, a ampliação das atividades da Academia Alfredo Andersen com novo edital e o avanço de projetos como a residência artística, o MCAA consolidou seu papel como centro cultural dinâmico e em contínua renovação.
A Academia atendeu cerca de mil alunos e alunas que buscavam se aprimorar em alguma área artística. O ateliê da instituição, que recebeu diversos artistas para um período de residência, contou com centenas de visitantes. E no ano que vem, a expansão continua. Serão 20 novos professores da Academia, além da instalação de dois museus satélites em Ponta Grossa e Paranaguá. Assim, a instituição se prepara para ampliar ainda mais seu alcance e levar o legado de Alfredo Andersen a novas regiões do Estado.
MUSEU DA IMAGEM E DO SOM DO PARANÁ (MIS-PR)
O Museu da Imagem e do Som do Paraná bateu recorde de público: foram mais de 50 mil visitantes ao longo do ano. Com a inauguração da exposição “Desse lado do Muro”, parte do Projeto Cárcere, o museu reforçou seu compromisso com a reflexão sobre o sistema carcerário, juntamente com diversas ações congruentes com o tema.
Entre setembro e outubro, o museu passou por um processo de modernização, por iniciativa da Secretaria de Estado da Cultura, em parceria com o programa Paraná Competitivo, do Governo Estadual. O objetivo foi renovar toda a estrutura expositiva do museu. Em novembro, o espaço foi reinaugurado com novos layouts, espaços interativos, uma sala exclusiva para as ações educativas, além da reativação da biblioteca da instituição.
O MIS-PR também foi casa para o III Fórum Brasileiro dos Museus da Imagem e do Som, que reuniu representantes museólogos de mais de 40 instituições do Brasil. Para o próximo ano, ainda mais novidades: em 2026 serão criados dois museus satélites do MIS-PR, em Guarapuava e em Tunas do Paraná.
MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA DO PARANÁ (MAC-PR)
Em 2025, o Museu de Arte Contemporânea do Paraná consolidou seu papel como referência cultural no Estado, realizando exposições, oficinas e ações educativas que atraíram milhares de visitantes nas sedes do MAC no MON e na Sede Adalice Araújo. O ano foi marcado por momentos simbólicos, como a comemoração dos 55 anos da instituição, o anúncio da retomada das obras de sua sede histórica no centro de Curitiba e a criação de satélites do MAC em Cascavel e Maringá.
O museu também fortaleceu seu Setor Educativo, que realizou mais de 60 atividades, reunindo mais de 1.300 participantes em oficinas, cursos, seminários e ações formativas. O mês de novembro marcou um momento histórico para a instituição: foi anunciada a retomada das obras de restauro do prédio-sede, fechado desde 2018 e com obras paralisadas desde 2019.
MUSEU OSCAR NIEMEYER (MON)
Maior da América Latina, o Museu Oscar Niemeyer consolidou-se como um dos principais espaços culturais do país, com programação expositiva de grande alcance e reconhecimento nacional e internacional. O ano foi marcado por 17 exposições de forte impacto público e crítico, além do fortalecimento das ações educativas e da experiência do visitante.
O reconhecimento veio também da crítica especializada. A exposição “Trilhos e Traços – Poty 100 anos” rendeu ao museu os prêmios de Melhor Curadoria e Melhor Exposição do Ano da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) . No cenário internacional, o MON ganhou destaque na publicação britânica The Art Newspaper, que apontou a instituição como responsável pelo maior público já registrado em uma única exposição no Brasil, além de reconhecer seu crescimento consistente no período pós-pandemia.
Esse protagonismo também se reflete na percepção do público. Um levantamento da consultoria JLeiva Cultura & Esporte, com participação do Instituto Datafolha, apontou o MON como líder nacional na pergunta “Qual foi a última exposição ou museu visitado no Brasil?”, com 48% das respostas, sendo o principal motivo citado a busca por aprendizado e ampliação de conhecimento.
MUSEU PARANAENSE (MUPA)
O Museu Paranaense (MUPA), o terceiro mais antigo do Brasil, vive um momento de expansão, marcado pelo incentivo e a realização de pesquisas e ações transdisciplinares. Essa atuação cria conexões entre seus núcleos tradicionais — Arqueologia, Antropologia e História — e o campo das artes, aproximando os acervos de práticas e dinâmicas sociais contemporâneas e possibilitando novas leituras e ativações.
Em 2025, o MUPA recebeu cerca de 125 mil visitantes, entre público espontâneo e participantes de oficinas, palestras e aberturas de exposições. Nesse mesmo período, foram realizados 66 eventos, com destaque para o programa anual Férias no MUPA, o projeto MUPA — Comunidade — Cultura — Relações, e a participação na 23ª Semana Nacional de Museus e na 19ª Primavera dos Museus.
Integrando ainda a Temporada França-Brasil 2025, o museu promoveu atividades multidisciplinares que fortaleceram seus eixos norteadores: Identidades Múltiplas, Ecologia, Memória e Cosmovisões.
O Edital de Ocupação do Espaço Vitrine manteve sua regularidade anual e, em sua quinta edição, selecionou três propostas expositivas. O conjunto das ações reafirma o MUPA como um equipamento cultural estratégico, com forte atuação educativa, programação diversificada e compromisso contínuo com acessibilidade, inclusão e ampliação de públicos.
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