
Desde 2019, primeiro ano da gestão do governador Eduardo Leite, o Pró-Esporte RS consolidou-se como uma das principais políticas públicas de fomento ao esporte no Estado, ampliando de forma decisiva o alcance social e o impacto do programa. O investimento da iniciativa, desde 2019, é de mais de R$ 170 milhões, garantindo mais recursos para que o incentivo ao esporte virasse, de fato, uma política de Estado.
A ampliação dos recursos permitiu expandir de maneira expressiva o número de práticas esportivas contempladas. O programa, que atendia cerca de 14 modalidades, hoje alcança mais de 60, incluindo esportes olímpicos, paralímpicos e projetos comunitários que utilizam o esporte como ferramenta de inclusão, saúde, educação e transformação social.
"Quando vemos histórias como essas acontecendo no Rio Grande do Sul, fica evidente o quanto o Pró-Esporte é fundamental para o desenvolvimento dos nossos municípios. O esporte transforma trajetórias, une pessoas e abre portas que muitas vezes pareciam inalcançáveis. Por isso, investir no esporte é uma das prioridades do meu trabalho: porque acredito no impacto real que ele tem na vida dos gaúchos”, destaca o secretário do Esporte e Lazer, Juliano Franczak, o Gaúcho da Geral.
Além disso, os projetos inscritos passaram de 132 para 1.235 e os aprovados, de 83 para mais de 700, ampliando a capilaridade territorial e garantindo oportunidades para milhares de jovens, atletas de base, equipes e organizações sociais. Mais do que números, o investimento do Estado por meio do programa, via Secretaria do Esporte e Lazer, oportunizou que dezenas de atletas dessem o primeiro passo rumo a uma carreira esportiva, como o tenista Rafael Padilha, a jogadora de futebol feminino Maria Santos e os atletas do projeto Remar para o Futuro.

Dois meses nos EUA e um sonho realizado
Rafael Padilha, 19 anos, está há dois meses nos Estados Unidos com bolsa integral para jogar pela Hampton University, na Virgínia. Ex-morador da Vila Kédi, na Zona Norte da capital, o jovemcomeçou no esporte ainda aos nove anos, no Instituto Dietze, que atua na formação de atletas e na disseminação do esporte, coordenado há mais de 30 anos pelo casal Rosane e Marcelo Dietze, no Clube Farrapos, em Porto Alegre.
Desde 2022, o instituto recebeu cerca de R$ 500 mil do Pró-Esporte RS, permitindo que jovens como Rafael mantivessem rotina de treinos e competições. “Tudo isso aconteceu por causa do apoio do Pró-Esporte RS e do Instituto Dietze”, diz o atleta.
A mãe de Rafael, Fabiane, lembra que a trajetória do filho tem forte marca de superação, ao sinalizar que o começo dele no esporte coincide com o falecimento de Juliano, pai do atleta, há cerca de dez anos. “O Rafael achou no tênis um apoio para amenizar a dor da perda. Quando ele perdeu o pai, ficou um pouco revoltado. Então, o tênis o acalmou um pouco, deu foco. O esporte mudou, sim, a nossa vida: a minha, a da minha família, e, principalmente, a do Rafa. Espero que outras crianças também possam ter essa oportunidade”, destaca Fabiane.
Hoje, três irmãos de Rafael treinam no Dietze: Ithalo, nove anos, David, 11 e Natan, 18 anos. Nos EUA, a rotina é intensa: treinos diários às 6h, aulas pela manhã, exercícios na academia à tarde e torneios nos fins de semana. A saudade aperta, mas o foco segue firme, sempre lembrando de quem lhe deu oportunidade para seu desenvolvimento.
“O Marcelo e a Rosane me ajudaram dentro e fora da quadra. Marcelo foi quase um pai para mim, ainda mais que perdi o meu cedo, e a Rosane era mais durona, me fez entrar na linha, me ajudava com o colégio”, lembra Rafael.

Do projeto social à Seleção Brasileira feminina
Outro exemplo de aporte bem-sucedido da política de incentivo do Estado ao esporte é a jogadora de futebol feminino Maria Santos. Ela deu os primeiros passos em um projeto social de Passo Fundo, o Esporte Clube Vila Nova, iniciativa que já recebeu quase R$ 200 mil do Pró-Esporte RS.
O talento da menina dentro do projeto despertou o interesse do Grêmio, clube no qual ela atua no momento. Em maio deste ano, a jovem disputou o Sul-Americano Sub-17 na Colômbia com a camisa da Seleção Brasileira. Ela relembra com carinho os seus tempos de Vila Nova.
“Falar sobre o projeto é reviver o início da minha formação como cidadã. Serei eternamente grata pelo impacto positivo gerado na minha vida e das demais pessoas. Por meio da solidariedade recebida, hoje estou realizando os meus sonhos através do esporte”, destaca Maria.

Remo que transforma vidas em Pelotas
O projeto Remar para o Futuro, de Pelotas, segue acumulando resultados nacionais com apoio do Pró-Esporte RS. Em 2025, recebeu R$ 250 mil e conquistou quatro medalhas no Brasileiro de Novos Talentos e outras quatro na Copa Sul-Sudeste, em novembro deste ano.
Antes, em outubro, já havia subido ao pódio no Campeonato Brasileiro de Barcos Longos, no Rio de Janeiro. O desempenho gaúcho no evento no Rio de Janeiro foi ainda mais importante e simbólico para o esporte gaúcho pois, naquele mês, completou-se um ano do trágico acidente ocorrido na BR-376, em Guaratuba, litoral do Paraná, que vitimou oito integrantes do Remar para o Futuro, além do motorista da van que transportava a equipe. O grupo retornava de São Paulo, onde havia representado Pelotas no Campeonato Brasileiro de Remo Unificado.
As conquistas de 2025, destaca o coordenador do projeto, Fabrício Boscolo, foram viabilizadas pelo aporte do governo do Estado e consolida a ideia do projeto de formar atletas e cidadãos por meio da prática de remo de forma gratuita. “Nossos jovens enfrentaram grandes potências do remo nacional e saíram com desempenho brilhante. Isso mostra o potencial da juventude de Pelotas quando tem oportunidade e apoio”, afirma.
O projeto Remar para o Futuro atende 37 jovens de 12 a 18 anos, de diferentes contextos sociais, democratizando o acesso ao remo e revelando novos talentos para o esporte nacional, como demonstrado nos últimos resultados da equipe.

Texto: Ascom/SEL
Edição: Anderson Machado/Secom
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