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Geral Flicacau

Juventudes e Infâncias encerram a Flicacau com poesia, debates e contação de histórias.

A energia do público jovem e infantil marcou o último dia da Festa Literária da Região Cacaueira.

02/12/2025 às 22h35
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Seneh Comunicação & Projetos / Pedro Afonso Caires e Silva
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Fotos: Divulgação / Pedro Augusto - Secom Itabuna
Fotos: Divulgação / Pedro Augusto - Secom Itabuna

O terceiro dia da Flicacau, neste sábado (29), foi marcado por uma circulação intensa de estudantes e famílias no Centro de Cultura Adonias Filho. As atividades dos espaços Juventudes e Flicauzinha reuniram poesia, debates e
narrativas para a infância que movimentaram o público do início da manhã ao fim da tarde.

O sábado na Estação Juventudes foi marcado por encontros que reafirmaram a potência criativa das novas gerações. Logo pela manhã, o sarau Sementes Jovens reuniu Felipe Ferreira Oliveira, Letícia Lima e Adriel Lohhan em um ambiente de experimentação poética, onde corpo, voz e ritmo se misturaram para tratar de memória, cotidiano e sonhos de futuro. A mediação sensível da professora Neriane Ferreira deu o tom de troca e acolhimento, convidando o público a participar e a reconhecer suas próprias experiências como matéria de arte.

À tarde, o debate “Palavra é semente, livro é fruto”, mediado por Gabriel Nascimento, trouxe reflexões sobre linguagem, criação literária e responsabilidade política da escrita. O professor e pesquisador dialogou com o público sobre como palavras podem mover imaginários e transformar realidades, especialmente quando vindas de territórios historicamente
silenciados.

O encontro contou com a presença do escritor Ian Fraser, autor premiado de livros como O sangue é agreste e A vida e as mortes de Severino Olho de Dendê. O dramaturgo discutiu processos de invenção narrativa, em meio à diversidade cultural de ser baiano, com uma avó estadunidense e apaixonado pelo Nordeste do país.

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Contamos também com as reflexões da pesquisadora Samira Soares, que destacou a força da produção literária negra contemporânea e seu impacto sobre o modo de ler identidades, corpo e mundo. Doutoranda e mestre em Literatura e Cultura, pela Ufba, falou sobre sua atuação como coordenadora-geral do Mnu Bahia, e como essa encruzilhada é a base na sua trajetória.

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FLICAUZINHA.

A programação da Flicauzinha manteve o ritmo encantador do último dia, com uma sequência de contações de histórias que mobilizaram crianças, famílias e educadores. Logo às 9h, Emília Nuñez abriu a manhã com a narrativa do livro A última gota, convidando o público infantil a pensar a relação entre cuidado, água e futuro.

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Em seguida, às 10h, Anderson Shon conduziu o bate-papo sobre O sítio da Tia Naná, em um encontro que misturou humor, memória e participação ativa das crianças, transformando o espaço em um grande quintal imaginado. À tarde, a programação seguiu celebrando ancestralidade e território. Poranga Tupinambá de Olivença trouxe histórias que conectam infância e tradição, aproximando o público das cosmologias indígenas. Para fechar o dia, às 15h, Ana Fátima apresentou a história No sítio do Vovô Dandi, que fez as crianças viajarem por afetos, brincadeiras e vínculos geracionais que marcam a literatura para a infância produzida no sul da Bahia.

COLETIVOS E EDITORAS. 

Com o tema Verde que te quero livro: contando a história da mata que nos sustenta, a Festa Literária da Região Cacaueira também é um espaço de colaboração com os coletivos e editoras independentes que fazem a literatura produzida na Bahia circular Brasil afora: Editora Tertúlias, Editora Teatro Popular de Ilhéus, Editora Via Litterarum, Vixe Bahia Literária e Editora Mondrongo.

No sábado (29), cerca de 350 estudantes das redes municipal e privada participaram das atividades da Flicacau nos turnos da manhã e tarde. Estiveram presentes alunos das escolas Professor Roberto Santos, Ação e Cidadania, Centro Educacional São Francisco de Assis, Novo Horizonte, Esperança, Imeam – Aziz Maron, Escola Comunitária Juca Leão, Amélio Cordier e João Alves Araújo, que acompanharam debates, assistiram às mesas e ocuparam os espaços formativos da festa.

A festa firmou parceria com a Associação de Agentes Ambientais e Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis de Itabuna (Aacrri), responsável pela coleta seletiva durante o evento.

A Flicacau tem patrocínio do Governo do Estado. É contemplada também pelo Projeto Bahia Literária, iniciativa da Fundação Pedro Calmon (Fpc), unidade vinculada à Secretaria de Cultura (Secult-ba) e da Secretaria Estadual de Educação (Sec). Conta com o apoio da Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria Municipal da Educação (Sedec) e da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc). A realização é da Seneh Comunicação & Projetos.

 

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Sobre o município Os municípios baianos representam quase 7,5% dos 5 570 municípios em todo território nacional brasileiro. Diversos em muitos termos, os municípios são a unidade político-administrativa do país que está mais próxima ao cotidiano das pessoas. E o município de Salvador destaca-se por ser a capital estadual da Bahia, entretanto, a sede do governo estadual é temporariamente transferida todo 25 de junho para o município de Cachoeira, desde 2007. Publicação de norte a sul, leste a oeste.
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