
Para combater as perdas de água em Araxá, no Alto Paranaíba, a Copasa tem realizado testes com os sensores Orion Alfa que, a partir da inteligência artificial, detectam até mesmo pequenos vazamentos nas redes de distribuição. A avaliação terá 12 meses de duração. Se bem-sucedida, a implantação será definitiva, beneficiando os mais de 110 mil moradores.
Foram distribuídos 24 aparelhos entre os bairros Alvorada, São Domingos, Centro, Belvedere, Residencial Dona Adélia II e Mangabeiras. As regiões foram estrategicamente escolhidas por apresentarem perfis de consumo distintos e grandes extensões. Instalados nos hidrômetros, esses acessórios não prejudicam o consumidor.
A ferramenta monitora constantemente a pressão presente na rede de fornecimento e envia periodicamente os dados para a nuvem de um software. Este, por sua vez, usa a inteligência artificial para identificar padrões sutis e realizar análises. Por meio das variações, é possível identificar vazamentos de variadas dimensões.
O gerente regional da Copasa, Leandro Cruz destacou os benefícios da novidade para a população. “Os insights fornecidos são fundamentais para embasar decisões operacionais em campo, contribuindo para uma gestão mais eficiente e proativa da rede de distribuição. Assim, podemos antecipar falhas, otimizar manobras e até planejar manutenções com maior assertividade”.
Redução de desperdício
“Com a detecção precoce de vazamentos, retiramos menos água bruta dos mananciais, há redução de desperdício de produtos usados no tratamento e os moradores têm um volume maior de água disponível, reforçando nosso compromisso com a sustentabilidade e com a população”, disse o técnico de Projetos e Obras, Glauco Lima.
Até o momento, o sistema não teve custos para a companhia, uma vez que os testes ocorrem por meio de uma cooperação técnica. Enquanto a Copasa emprega a tecnologia na detecção de vazamentos, a Galax.ia, criadora e fornecedora da solução, promove estudos para aperfeiçoar o software.
Além de Araxá, um sensor de nível foi instalado em um PV (poço de visita – ponto de acesso às redes subterrâneas de esgoto) de Delfinópolis, no Sul de Minas e outro em São Roque de Minas, na região Centro-Oeste. Dessa forma, é possível corrigir as obstruções causadas pelo lançamento indevido de objetos sólidos nas redes, evitando extravasamentos de esgoto.
A tecnologia tem passado por fases de calibração para garantir a máxima assertividade no momento de detectar vazamentos. O software fornecerá gráficos que serão interpretados pelas equipes técnicas que, por sua vez, se deslocarão até a região onde pode estar localizada a perda de água. A solução permite um melhor aproveitamento de mão de obra e recursos materiais.
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