
Pouco mais de cem pacientes foram agendados para o Mutirão de Cirurgias de Pterígio, realizado nesta quarta (17) e quinta-feira (18). A iniciativa é da Prefeitura de Lucas do Rio Verde, por meio da Secretaria Municipal de Saúde.
O procedimento é simples e rápido e por isso, está sendo realizado no Espaço Saúde (antiga sede do Fórum). Os pacientes, que aguardavam pela cirurgia foram agendados com antecedência pela Central de Regulação.
Segundo a coordenadora da Central de Regulação, a enfermeira Camila Pereira, o objetivo da gestão é zerar as filas de espera por procedimentos cirúrgicos. Foram investidos pouco mais de R$ 45 mil.
A dona de casa Marizete da Costa Griggio, 62 anos, foi uma das pacientes atendidas. Em Lucas do Rio Verde há nove anos, ela conta que entre a consulta com o especialista, o exame e a cirurgia, demorou menos de um mês.
Também conhecido como “carne no olho”, o Pterígio é o crescimento anormal de uma membrana, encobrindo a parte branca do olho, em direção a córnea. Entre os principais sintomas, ardor e lacrimejamento excessivo.
“Atrapalha muitas coisas no dia a dia da gente. A visão fica diminuída. Pra fazer crochê tem que usar óculos, se não, não consegue fazer os pontos. Ler uma bula de remédio, a letra pequena a gente não consegue. Com a cirurgia, vou ficar bem. Muito feliz, muito agradecida”, ressaltou a dona de casa.
Apesar de não existirem dados oficiais sobre o número de casos no Brasil, o Pterígio é uma doença comum, especialmente, em regiões tropicais, com alta exposição a radiação ultravioleta (sol), uma das principais causas da doença.
Segundo o médico oftalmologista Lucas Zacché, a cirurgia é indicada nos casos em que a membrana atinge a córnea, levando ao astigmatismo e a visão embaçada. Na fase inicial, o tratamento pode ser realizado com o uso de colírio e óculos de sol.
“Cada caso, é um caso, mas, geralmente é uma cirurgia é simples. E no pós-operatório tem que ter cuidado, repouso, não pode pegar peso, abaixar a cabeça, esforço físico, porque é uma cirurgia e pode sangrar. Tem que ter cuidado com o sol, poeira. Ficar recluso uns dois ou três dias e depois é vida normal”.
Importante
No primeiro dia de mutirão (17), foram agendados e confirmados 70 pacientes, destes 13 faltaram sem avisar a Central de Regulação.
Quando um paciente falta a uma consulta, exame ou qualquer outro procedimento, ele prejudica a todos.
Prejudica a si mesmo, porque não dá andamento ao atendimento médico, prejudica os outros pacientes, que poderiam ter sido atendidos e prejudica o município que investe recursos para ofertar saúde pública de qualidade a todos.
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