
Celebrado nesta quarta-feira, 10, o Dia Mundial de Valorização da Vida chama a atenção para a importância de promover ações que fortaleçam o bem-estar emocional e integra ações do Setembro Amarelo - campanha brasileira de prevenção ao suicídio. No Instituto de Promoção e de Assistência à Saúde de Servidores do Estado de Sergipe (Ipesaúde), esse compromisso é materializado por meio do trabalho realizado pelo Serviço de Atenção à Saúde Mental (Sasm), que atua na linha de frente do acolhimento e cuidado dos beneficiários.
De acordo com o supervisor administrativo do Sasm, Ronnie Santos, a data é um ponto de partida para reflexões e mudanças urgentes. “Hoje, a gente adoece mais mentalmente do que fisicamente. É urgente a necessidade de mais ações para combater o suicídio que, no Brasil, representa cerca de 14 mil casos por ano. Isso significa que 38 pessoas cometem suicídio diariamente”, destaca.
O Sasm conta, atualmente, com 16 psicólogos atuando diretamente no Ipesaúde e em oito clínicas credenciadas. Para ter acesso aos Serviços de Psicologia ou Psiquiatria, é necessário encaminhamento médico, que pode ser obtido tanto na rede credenciada do instituto, como com médicos da rede credenciada ou particulares, junto com a carteirinha do beneficiário.
Prevenção
Para a psicóloga Pricila Barreto, especialista na abordagem de Terapia Cognitivo-Comportamental, compreender as mudanças sociais e geracionais é fundamental para fortalecer vínculos e prevenir situações de risco. Ela observa que a transição da era analógica para a digital impactou diretamente as relações familiares. “Minha geração está em sofrimento porque ela está muito perdida nesse meio. Ela teve uma criação altamente pragmática e conservadora, e está criando filhos de uma geração que funciona na velocidade da luz. Se não houver diálogo, o adolescente pode ficar mais vulnerável”, relata.
A profissional reforça que ainda há muito preconceito em relação à saúde mental, especialmente entre gerações mais antigas, e que a informação é a chave para derrubar estereótipos. “Quando a gente quer, sempre é possível se tratar, seja em que idade for”, enfatiza.
Psiquiatra do Sasm do Ipesaúde, Paulo Aragão alerta para os sinais que podem indicar risco de suicídio. “Quando a pessoa começa a apresentar sintomas de desesperança ou de desespero, isolamento, perda de prazer em coisas que, antes, eram prazerosas, e uma falta de sentido na vida muito acentuada, é preciso buscar ajuda imediata”, aponta.
O psiquiatra destaca, ainda, que parte do trabalho médico é esclarecer sobre sintomas de transtornos como a depressão e orientar para o tratamento adequado. “Todos nós precisamos cuidar da nossa mente, assim como cuidamos do corpo e do espírito”, pontua.
Cuidado acessível no Ipesaúde
Para Ronnie Santos, o papel do Sasm vai além do atendimento técnico, envolve acolher o beneficiário com escuta qualificada e encaminhamento ágil. “Todos que procuram o nosso serviço já chegam dizendo ‘estou precisando de ajuda’, e o setor tem essa função de acolher bem”, finaliza.
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