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Salvador, BA

Geral Opinião

*Momentos que não são dos quinze minutos de fama*.

Por: Everaldo Oliveira Santos

15/09/2026 às 20h52
Por: Colunista Fonte: Everaldo Oliveira Santos
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Foto: Divulgação / Everaldo Oliveira
Foto: Divulgação / Everaldo Oliveira
Por: Everaldo Oliveira Santos.
 
A Cidade do São Salvador é uma espécie de palco aberto por onde desfilam os mais diversos protagonistas, antagonistas, figurantes e afins. Às vezes me coloco como mero espectador desta urbe. Atraente, mágica, bonita. Limpa, suja, doce, agressiva, educada e mal-educada em excesso. Impressionante, esta cidade! Ninguém a definiu tão bem quanto o escritor Jorge Amado, o argentino-baiano Carybé, Calasans Neto, o francês Pierre Verger e Santi Scaldaferri. A turma que veio depois teve essas preciosidades humanas como mestres. Como gosto de curti-la!
 
Há dias em que me comporto como um turista recém-chegado a transitar por suas ruas. Ter cuidado? Sim! Não se pode dar vacilo. Isso é um fato. Mas estamos numa "guerra". Não há como esconder esta realidade. Católico que sou, faço o sinal da cruz e peço proteção; o evangélico louva, como sempre, e pede para afastar a presença do inesperado. Vem o candomblé e toda a cidade vive o seu momento de encanto. Muita magia, muita beleza de origem africana e muita proteção dos orixás.
 
Discorri tudo isso para falar desse amplo palco onde todo mundo quer se sentir no tablado. E nessa extensão sigo eu, de máquina fotográfica a tiracolo, documentando o que me interessa, o que se pode extrair de todas as situações que se apresentam. Pessoas brilhantes, pessoas sem brilho algum, espécies de "caroneiras". As manifestações populares, um marco! Entre as mais importantes: o 2 de Julho, a Lavagem do Bonfim e a Festa de Iemanjá. Uma luminosidade, um verdadeiro clarão que se espalha por toda a metrópole. O Carnaval já é outro departamento.
 
Mas o que quero dizer é que, de câmera fotográfica a tiracolo, focalizo quem bem entendo registrar através da minha objetiva. Ah! Aí eu "boto banca". O político, de modo geral, não pode ver esse tipo de instrumento que capta imagem e vai logo abrindo seu sorriso. Nesse momento eu o desconheço. Utilizo-me, às vezes, do som de suas charangas nas festas de rua. E na Bahia é uma festança que não acaba mais! Esse é o momento em que me deslumbro e não lhe dou atenção.
 
 
Bem, o outro momento é agora: época de eleições, do assédio dos candidatos pela importância que o voto tem para esses pretendentes "salvadores" de todos os males que afligem a maioria de uma população por demais carente. Diante de tudo que presencio e que não se oculta para os demais viventes, aproxima-se o dia do esperado momento de acesso à cabine indevassável para registrar na urna eletrônica a tão importante decisão através do voto.
 
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