
A Bahia do século XIX, na qual nascera José Álvares do Amaral vivia a efervescência de um processo parcial e temporal nas lutas pelas Guerras da Independência do Brasil, visto que, somente contemporaneamente, historiadores, pesquisadores e estudiosos das áreas afins, principalmente, lastreiam este significativo episódio da história brasileira como sendo de fato politicamente efetivado em terras baianas.
Em 1822, em São Paulo, D. Pedro I proclamou aos 7 de setembro a chamada Independência do Brasil. Mas, tal ato politicamente decretado não obteve ressonância integral, não alcançou, todavia, o vasto território brasileiro.
A então Província da Bahia, ainda estava controlada por Portugal. Por aqui, se concentrou um dos maiores focos de resistência luso-portuguesa. No meio desse jogo duro que só se consolidada praticamente um ano depois com as batalhas pela Independência no dia 2 de julho de 1823 em nosso Estado, rebento, já se fazia, um, futuro homem de grande relevância para a história e memória de nossa cidade, Lauro de Freitas, outrora Santo Amaro de Ipitanga.
José Álvaro de Amaral é protagonista desta imprescindível e merecida republicação pela contemplação do Edital da Fundação Pedro Calmon com sua obra ‘Resumo Cronológico e Noticioso da Província da Bahia — desde seu descobrimento em 1500’. O objetivo do aprovado projeto é colaborar com o resgate da história da Bahia, através da publicação em reedição fac-símile da Coleção Tempo Antigo: Memória da História Bahiana, onde assim, busca-se realizar lançamento alinhado ao conteúdo da publicação e com a efetiva participação de personalidades das regiões com as quais os conteúdos dialoguem, preservando a memória do nosso agrupamento macroterritório 2, que inclui os seguintes territórios: RMS (26); Litoral Norte/Agreste Baiano (18) e Recôncavo (21).
De volta à nossa situação político-administrativa, com a vitória do Governo Imperial sobre esses fogos de resistência, inferia-se estar assegurada a integração territorial do Brasil. O território e a cidade se estabeleciam, como relata a obra 2 de Julho — A Festa é História: Salvador, Bahia, Brasil, de Socorro Targino Martinez:
“Entre 1823 e 1549, muito se passara…E Salvador, ou a cidade da Bahia de Todos os Santos, continuamente evoluindo, a dominar mar de interior pleno de surpresas, meandros e rios a propiciar produção, colheitas, promessas. Cidade — território, incentivada a formação de muitas outras a se ligarem no espaço, a se contraporem no tempo, a se completarem em características”.
Foi nesse ambiente de extrema expansão e batalhas que vinga uma semente que em um engenho da então povoação já citada — santo Amaro de Ipitanga, crescia José Álvares do Amaral e, que posteriormente recordaria através de suas memórias, um período compreendido de descobertas, emancipações e conquistas da história baiana. Registro fundamentam que fatos históricos que concorreram para as guerras da Independência do Brasil na Bahia como sendo tal engenho lugar de base e descanso das tropas do general Labatut que ia em suas constantes inspirações.
Ainda, no conteúdo de tal trabalho a autora discorre em sua narrativa:
“Enfim, o mais importante para se entender o 2 de Julho é ter olhar atento, sensível, e se conscientizar de que todos nós, ali, somos personagens da história..Não há figurantes no cortejo”.
Recomenda-nos a mesma também a conhecer os acontecimentos que precederam esta data, mencionando que existe vasta bibliografia a respeito e que os periódicos desde então publicados dão minuciosas descrições sobre a festa e tudo o que ela açambarcar.
É com este olhar atento e sensível que se destaca a figura do nosso mais notório cronista baiano. Como memória impressa deste tempo, encontra-se na edição especial de O Revérbero, periódico dominical de 1871, de n.º 14, do ano1, que segundo a mestra em História Social:
“Foi uma emoção, um encontro. Toda uma história descrita. Quase. Os fundamentos repetem José Álvaro do Amaral. É enfática, é ilustrada, é minuciosa”.
Foi também relatado no periódico, como ocorreu a construção do Pavilhão Histórico na Lapinha e todos os transtornos decorrentes da parte simbólica e mitológica — dos caboclos serem guardados em barracão, no Maciel de Baixo.
A personalidade ambígua, no sentido do homem extremamente ativo e diverso, lhe emprestava uma popularidade, digamos, que invejada. Cidadão à frente do seu tempo, fundou e presidiu a ‘Sociedade Patriótica Dois de Julho’ tendo nosso respeitável nacionalista decisiva participação na construção do Pavilhão da Lapinha, cuja fachada anexa, em Arco de Triunfo, encimada por caboclo, só foi terminada em 1918, com modificações, mas guardando a ideia do projeto original:
“Descrito, pois, como um dos Veteranos da Independência, José Álvaro do Amaral, com seu espírito cívico em sessão solene de 3 de outubro de 1859, propôs a Sociedade na condição de 1ª Secretário, segundo o periódico de 1871, que se autorizasse a Mesa respectiva para transferir os emblemas patrióticos da cocheira onde se achavam, no Maciel de Baixo, - - - pinha, ponto de partida deles no dia Dois de julho”.
Elencando os fundamentos pelos quais empreendia tal proposta, com suas devidas razões relativas a todo um conjunto de fatores que envolviam os festejos, desde as condições de preservação e salvaguarda dos símbolos que representavam o povo em seus diversos segmentos. Todas essas razões foram julgadas procedentes pela Sociedade Dois de Julho, aprovando assim o que o tão hábil e casuístico patriota deliberou.
Corajosamente em 1860 José Álvares do Amaral avalizou a “letra” para a compra do imóvel onde edificou-se o Pavilhão Histórico da Lapinha que abriga até hoje os carros e seus respectivos símbolos mitológicos, no qual historia como:
“O carro do Caboclo foi fabricado em 1828; é da talha de gosto antigo, mais elegante, lendo-se em diversos dísticos os nomes dos principais combates haviam no tempo da guerra da Independência. As rodas desse importante momento do patriotismo bahiano foram feitas das carretas das peças tomadas dos inimigos”.
Desta época e desta citação, questiona Martinez do porquê de diversos historiadores terem ignorado tal fonte tão significativa sobre suas anotações a respeito das inúmeras comemorações ao Dois de Julho. Pois é sabido que José Álvares do Amaral, acompanhou ativamente este processo. José Teixeira de Barros, em nota de rodapé de página na publicação ‘A Bahia de outrora’, onde está o referido artigo, sugere consulta ao próprio Resumo Cronológico.
Homem feito e culto, de incontáveis préstimos, logo se destacou na vida pública pelos cargos que assiduamente, habilmente e zelosamente exerceu. Constituiu relações influentes aqui e fora, a exemplo de sua permanência em terras lusitanas. Do matrimônio contraído gerou dois filhos. Um destes frutos, seu filho, segundo fontes documentais de parentes, relatam que assim como o pai trouxe também importantes contribuições para a história da Bahia, pelo viés da imprensa.
Como se não lhe bastasse toda esta peleja laboriosa, José Álvares do Amaral foi militante partidário e, por mais de uma vez, foi Delegado de Polícia, cargo no qual se revelou também excepcional profissional, movido pela ética mais da prevenção do que da punição.
Como um homem da nossa terra e de terras, José Álvares do Amaral foi herdeiro de outras tantas glebas foreiras e também proprietário da Fazenda Alagoa, atualmente bairro de Amaralina. De acordo com as pesquisas sobre a posse e o uso do solo do historiador Cid Teixeira no livro A Grande Salvador — Posse e Uso da Terra, Projetos Urbanísticos Integrados, no capítulo em que trata sobre ‘As grandes doações de 1º Governador — Terras do Rio Vermelho ao Rio Joanes: Conde da Castanheira, Garcia d’Ávila e do Senado da Câmara’, o pesquisador aborda as contendas referentes às questões forenses, chamando-nos atenção sobre:
“Que infelizmente não são muitos os registros de foros e laudêmios, o que muito nos ajudaria na reconstituição do processo de ocupação dessas terras constitutivas do patrimônio formado graças ao agradecimento de Tomé de Souza quando da doação de sesmaria”.
Diz Teixeira em relação a tais querelas forenses: “José Álvares do Amaral, resolveu compor-se judicialmente com Antônio Gomes d’Abreu Guimarães e seus filhos por sentença de 7 de julho de 1854 (Cartório Rodrigues da Costa):
“Consertou-se que a posse da Fazenda Alagoa ficava com o próprio José Álvares do Amaral e, que posteriormente, após sucessivas e longas brigas sobre o domínio direto das terras, já no final do século XIX, por volta de 1896, o seu filho que agora já adotava o próprio nome do então genitor arrematou a tão requerida Fazenda Alagoa de um negociante inglês, por escritura de 17 de novembro de 1896, lavrada no Tabelião Antônio Domingues Mendes”.
Em seu testamento, documento de relevante teor, registro histórico que corrobora, transparece e enobrece ainda mais o nosso memorável santo-amarense, José Álvares do Amaral denota suas preocupações póstumas, declarando que:
"Sempre seguiu a religião de Nosso senhor do Jesus Cristo, como sendo a mesma de seus pais, que contribui com o Monte Pio Geral de Economia dos Servidores do Estado e instituiu uma pensão e constitui seu único filho como herdeiro universal tendo em vista que já não mais havia descendentes, nem ascendentes que viviam sob o seu amparo”.
Em artigo publicado pela historiadora Consuelo Pondé de Sena, no Jornal A Tarde na edição do dia 20 de fevereiro de 1999, caderno 1, página 8, na coluna Opinião, a então Presidente do IGHB — Instituto Geográfico e Histórico da Bahia narra sobre o que ela intitulou como Sobre um autor antigo onde faz honrosa menção ao nosso ilustre e, ao mesmo tempo, desconhecido conterrâneo, José Álvares do Amaral. Ainda, no começo da narrativa ela escrevia em tom saudosista que:
“Nos momentos de trégua, quando se me aliviaram as tensões, retorno velhos livros, desses que os novos nem sabem da existência. Hoje, quero lembrar o ‘Resumo Chronologico e Noticioso da Província da Bahia — desde seu descobrimento em 1500’, da autoria de J.A.A. (José Álvaro do Amaral)”.
A professora universitária continua a narração discorrendo sobre os dados biográficos do autor, desde seu nascimento, seus laços consanguíneos de família, parentescos influentes que tiveram parte exemplar para a história da Bahia, com relevância para a antiga Santo Amaro de Ipítanga. Discorre também sobre sua vida como homem nobre, intelectual e público, dando ênfase na sua significativa participação na imprensa política, que foi anotado por J. Álvares Barros quando do seu comentário sobre tão laboroso conjunto de fatos e relatos, ressaltando que foi organizado em menos de três meses, sem nenhum recurso da biblioteca ou dos arquivos públicos, tendo como base o seu próprio arquivo particular.
Assim sendo, foi na Bahia, em setembro de 1917, que J.Teixeira de Barros, como sócio efetivo do IGHB — Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, revisou e consideravelmente anotou ‘O Resumo Chronologico e Noticioso da Província da Bahia — desde seu descobrimento em 1500’, da autoria de J. A.A. (José Álvares do Amaral), fazendo as suas advertências em relação à 2ª edição da obra de n. 47 do referido Instituto relançado entre os anos 1921–1922.
A veia jornalistica de José Álvares do Amaral também se estendia aos embates que o mesmo tinha ao satirizar os desmandos e desregramentos da política naquela época, mas foi como já vimos, principalmente legada através das suas memórias anotadas simples e verdadeiramente pelo ‘Resumo Chronologico e Noticioso da Província da Bahia — desde seu descobrimento em 1500’, até o final do século XIX, estimando-se este período face o falecimento do próprio autor em 1882. O Resumo é uma sequência cronológica de notícias com base no método ímpar, singular e particular amariliano, adotado, pois, pelo nosso sábio e que julgam e, até mesmo pelo próprio, em naquele tempo fazem parte apenas da história da Bahia.
Mas como pensar hoje a importância de tão “Despretensiosas anotações”, como assim lhes classificaram, não serem parte de uma história macro e não apenas micro como outrora lhe imprimiram? Como não cruzar dados históricos e não evidenciar que de forma tão simples o escritor baiano deixou pistas em suas entrelinhas a respeito de uma Bahia em intenso processo de mudança, mas não alheia e unilateral ao que acontecia no restante do Brasil e do mundo? Qual processo histórico ocorreu e ocorreu sem os ruídos e as interferências universais simultâneas desde o mais remoto tempo dos tempos e era das eras?
A republicação pela Revista do IGHB começa sua apresentação fornecendo dados biográficos de José Álvares do Amaral, e seguindo fielmente as memórias históricas e políticas, do próprio autor, que modestamente em sua época considerou o teor de seu trabalho como:
“Incompleto e somente o apresenta como guia a quem quiser estudar a história da Bahia e escrevê-la minuciosamente”.
Um paradoxo atual, se em tempos de releitura histórica a exemplo desta reedição, atentarmos — a sociedade civil como um todo — para o valor desta obra e, principalmente, para sua natividade. Dela podem se valer, por exemplo, a comunidade acadêmica e demais interessados pelo assunto. É como um novo olhar que por ora apresenta este repositório de relevantes fatos validados pelos seus parentes e contemporâneos referentes à verdadeira história da Bahia na qual se prestou excelentíssimo e sábio historiógrafo.
Com toda imparcialidade que se deve ter ao falar da história e de “histórias”, atrevo-me a dizer que nosso distrito escritor, talvez ainda sem saber, retratou não e tão somente não, principalmente, fatos políticos da história da Bahia, mas entrelaçados e emaranhados a eles o ‘cotidiano’ de uma província em constante efusão. E é deste cotidiano que emanam as vertentes que posteriormente muitas outras correntes historiográficas denominaram da chamada ‘Nova História Cultural’ ou ainda ‘Histórias das Mentalidades’. Esse movimento que eclodiu no século XX trouxe à tona uma preocupação maior com as estruturas do que com a narrativa dos acontecimentos. E é justamente nas linhas e entrelinhas das memórias rebuscadas de um passado narrado por José Álvares do Amaral que sentimos uma preocupação noticiosa de inúmeros fatos na rotina diária da cidade em seus diversos aspectos: sociais, econômicos, culturais e políticos.
O que seria para ele anotar ou comentar em tal ‘Resumo’, sobre o que classificou como o “Anno Bom”, onde o mesmo recentemente pormenorizar aspectos de uma vida em intensa dinamização cultural quando dos festejos pela chegada de um novo ano e pela devoção dos fiéis ao culto católico, sem contar na tão breve anotada, mas não menos detalhada paisagem, seus contornos e componentes a lhe adornar.
Mediante tantas ilustrações cronológicas sobre o ir e vir da cidade podemos sem sombra de dúvidas, atestar que tais anotações realizadas por José Álvares do Amaral e todos os seus trabalhos voltados para a preservação de um passado e de seu presente para a posteridade tornou-se um legado de valioso teor literário noticioso do cotidiano de épocas distintas que retratam a então Província da Bahia e constituem hoje um inestimável Patrimônio Cultural, principalmente, para a história e memória local desta cidade.
Sabemos que a já citada ‘Nova História Cultural’, muitas “histórias” estão sendo retomadas em fase da desconstrução da produção por décadas da ‘história oficial’, onde apenas personalidades ilustres que se destacaram na história mundial, foram lembradas. Assim sendo, qual será o verdadeiro lugar de José Álvares do Amaral na história de nossa cidade, estado, país e mundo?
Fazendo uma analogia com o processo de Independência do Brasil na Bahia, chegamos ao Dois de julho mais uma vez, ponto de onde historicamente podemos correlacionar fatos ocorridos desde o nascimento de José Álvares do Amaral até para além dos seus feitos como cidadão à “Secular Permanência” da festa como assim a tais comemorações, considerada Martinez.
Foi em meio aos anos que antecederam e precederam tão significativo processo político histórico para a Bahia e para o Brasil que José Álvares do Amaral constituiu pessoal acervo documental e dele se valeu quando em seu ‘Resumo’ nos apreendeu. Pelo viés de excepcionais vivências e lembranças que o mesmo debruçou-se e deixou para as futuras gerações o que a mente e as mãos lhes impeliu.
No tempo que vigora, avele ressaltar, que apesar dos presentes dirigentes a quem compete em primeiro lugar preservar e salvaguardar a memória de tão valorosa figura patriótica, nosso noticioso notório já foi e continua sendo fonte de inúmeras pesquisas que respaldam e corroboram cada vez mais a nossa história e memória. Sua importância para a história da Bahia, do Brasil e mais particularmente deste município, resvala infelizmente na inabilidade e no descaso que tem os poderes públicos competentes de lhe impingir o devido valor como filho ilustre desta terra.
Se há de se ter uma consciência de Educação Patrimonial pode-se-ia aventar sem titubear no mínimo a construção de um Memorial que fosse nomeado com merecido louvor a “José Álvares do Amaral”, assim como a visibilidade de um projeto que dê partida para que a cidade comece a conhecer uma parte da sua própria história. As leis que dirimem tal certame já vigoram nas reentrâncias das esferas federais, estaduais e municipais, mas parecem “distar léguas” como se dizia em tempos ‘amarilistas’ das suas aplicabilidades.
Conforme a Carta Patrimonial da Declaração do México de 1985 que discorre sobre a Conferência Mundial sobre Políticas Culturais no que tange ao Patrimônio Cultural afirma-se que: “O Patrimônio Cultural de um povo compreende as obras de seus artistas, arquitetos, músicos, escritores e sábios, assim como as criações anônimas surgidas da alma popular e o conjunto de valores que dão sentido à vida. Ou seja, as obras materiais e não materiais que expressam a criatividade desse povo: a língua, os ritos, as crenças, os lugares e monumentos históricos, a cultura, as obras de arte, os arquivos e bibliotecas”.
“Qualquer povo tem o direito e o dever de defender e preservar o patrimônio cultural, já que as sociedades se reconhecem a si mesmas através dos valores em que encontram fontes de criação inspiradoras [...]. A preservação e o apreço do patrimônio cultural permitem, portanto, aos povos defender a sua soberania e independência e, por conseguinte, afirmar e promover sua identidade cultural”.
Desta forma, a obra por ora revisada encaixa-se perfeitamente neste e em tantas outras ‘Cartas Patronímias Conclusivas’, frutos das reuniões relativas à proteção do patrimônio cultural, sobre este assunto, ocorridas em diversas épocas e partes do mundo, como cita o próprio IPHAN. O conteúdo deslas interessa a todos os que lidam na área patrimonial: proprietários e moradores de bens tomambados, advogados, professores, estudantes, detentores do poder local nos sítios históricos, organizações governamentais ou não, afins ao IPHAN e até mesmo meros curiosos.
Enfim, atualmente, continuo na condição de pesquisado sobre a vida e obra de José Álvares do Amaral. Pelo seu ser, saber e fazer e, por seara não totalmente esgotada. Como rotariano e consequentemente com a participação do Rotary Club de lauro de Freitas e, pelo mesmo, ter entendido a importância de tal ícone para a nossa memória histórica quando da sua homenagem à exímia historiadora Consuelo Pondé de Sena em sessão solene prestada por esta Instituição no dia do Escritor em 25 de julho de 2007.
E, em ocasião posterior como Diretor de Patrimônio da ALALF — Academia de letras e Arte de Lauro de Freitas, no intento de promover ações voltadas para a preservação e salvaguarda do Patrimônio Cultural (material e imaterial), através de tão excepcional obra literária historiográfica, ocupo honrosamente a 4ª Cadeira que tem como patrono o nosso Ilustríssimo Memorialista — José Álvares do Amaral, ao qual dedico estas simplórias linhas que aqui o faço com imensa alegria.
Coriolano Oliveira Filho - É Professor, Produtor Cultural, Sócio Fundador da Academia de Arte e Letras de Lauro de Freitas — ALALF, Membro do Rotary Club de lauro de Freitas, Sócio Efetivo do IGHB — Instituto Geográfico e Histórico da Bahia.
Referências: Livro, Coleção Tempo Antigo: Memória da História Bahiana. Vol.1 - Resumo Cronológico e Noticioso da Bahia desde o seu descobrimento em 1500. José Alvares do Amaral. Prefácio do livro, pág 9 a pág 22 — Coriolano Oliveira Filho.
Editora Livro.com, Edital pelo Fundo de Cultura da Bahia, através da Fundação Pedro Calmon, Secretaria de Cultura do estado da Bahia, e edital 08/2012
Mín. 25° Máx. 28°

