

O evento reuniu representantes de todas as esferas da rede de proteção, que apresentaram avanços conquistados em 2025, como a modernização de procedimentos, ampliação de atendimentos, uso de inteligência artificial, fortalecimento de políticas públicas e execução de programas de prevenção e acolhimento.
Para o governador em exercício, José Carlos Barbosa (Barbosinha), a mobilização conjunta só foi possível pela compreensão de que não há espaço para protagonismos quando o objetivo é salvar vidas.
“O que vimos hoje é a prova de que, sem união, nada acontece. Passamos de um cenário precário para a era da digitalização, com sistemas integrados entre Governo e Judiciário, atendimentos mais céleres e ações preventivas que já apresentam resultados concretos. Nosso agradecimento vai a todos os poderes e instituições que compreenderam a urgência dessa mudança”, destacou.
A Secretaria de Justiça e Segurança Pública apresentou números expressivos: entre abril e julho, o atendimento às vítimas quase dobrou — de uma média de 70 para 138 casos por mês. Medidas como a tarja lilás no SIGO, a medida protetiva eletrônica e a tramitação 100% digital de inquéritos e autos de prisão em flagrante reduziram processos que antes levavam até 48 horas para menos de um minuto.
O secretário Antônio Carlos Videira ressaltou que a integração de dados entre Polícia Civil, Ministério Público, Tribunal de Justiça e Defensoria permite análises de risco mais precisas. “Hoje conseguimos identificar rapidamente o histórico do agressor, acionar as medidas necessárias e evitar que a vítima seja revitimizada”.



As ações apresentadas colocam Mato Grosso do Sul na vanguarda nacional do enfrentamento à violência contra a mulher, unindo tecnologia, prevenção, atendimento humanizado e responsabilização dos agressores.
Barbosinha reforçou o compromisso do Estado de que “Cada vida protegida é uma vitória coletiva. Esse é o legado que estamos construindo: uma rede forte, integrada e comprometida em garantir que nossas mulheres vivam com dignidade, segurança e esperança”, disse.
Próximos passos
O Grupo de Trabalho já projeta medidas para 2026, como a ampliação do uso de tornozeleiras eletrônicas para monitoramento de agressores e a implantação de unidades móveis de atendimento especializado em regiões de difícil acesso.
Mais do que respostas emergenciais, o objetivo é consolidar políticas públicas permanentes, capazes de romper o ciclo da violência e fortalecer a autonomia das mulheres. A união de esforços, a transversalidade das ações e a combinação de tecnologia, acolhimento e prevenção transformam Mato Grosso do Sul em referência nacional no enfrentamento à violência contra a mulher — reafirmando o compromisso de construir um Estado mais seguro, justo e inclusivo para todas.
Lucas Cavalheiro, Comunicação Vice-governadoria
Foto de capa: Álvaro Rezende/Secom
Internas: João Garrigó/Vice-governadoria
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