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Desenvolvimento Social Mapa da Fome

“Nosso objetivo é sair do Mapa da Fome até 2026”, diz Wellington Dias.

Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) deve reconhecer avanços do país na segurança alimentar em evento na Etiópia na próxima semana.

22/07/2025 às 23h48
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
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Dias: “Estamos comemorando a redução da miséria, da pobreza e o avanço da classe média. Isso significa inclusão e oportunidade para quem mais precisa”. Foto: Diego Campos / Secom / PR.
Dias: “Estamos comemorando a redução da miséria, da pobreza e o avanço da classe média. Isso significa inclusão e oportunidade para quem mais precisa”. Foto: Diego Campos / Secom / PR.

Durante participação no Bom Dia, Ministro desta terça-feira, 22 de julho, o ministro Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome) reforçou que o Brasil está prestes a alcançar mais uma vez um marco histórico no combate à fome. Em evento previsto para a próxima semana na Etiópia, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) deve reconhecer os avanços do país na segurança alimentar, indicando que o Brasil está no caminho para sair do Mapa da Fome até 2030. 

“Recebemos o Brasil, em 2022, com 33,1 milhões de pessoas passando fome. Já reduzimos esse número em 24,4 milhões. Nosso objetivo é que, até julho de 2026, o país esteja formalmente fora do Mapa da Fome. Se conseguirmos, será um recorde”.

Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. 

“Recebemos o Brasil, em 2022, com 33,1 milhões de pessoas passando fome. Já reduzimos esse número em 24,4 milhões. Isso significa que 85% das pessoas em insegurança alimentar severa saíram dessa condição. É uma conquista importante”, afirmou Dias. “Nosso objetivo é que, até julho de 2026, o país esteja formalmente fora do Mapa da Fome. Se conseguirmos, será um recorde: sair da fome em apenas três anos, contra os 11 que levamos da última vez.” 

Durante a entrevista, o ministro destacou o crescimento da classe média como um sinal positivo da recuperação econômica e social do país. “Estamos comemorando a redução da miséria, da pobreza e o avanço da classe média. Isso significa inclusão e oportunidade para quem mais precisa”, reforçou. 

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BRASIL SEM FOME — O ministro lembrou que o Bolsa Família é uma das principais ações dentro do Plano Brasil Sem Fome e destacou que o programa foi redesenhado para garantir proteção social contínua. 

“O povo quer trabalhar. E o principal: quando a renda cresce, a pessoa sai do Bolsa Família, mas não sai do Cadastro Único. Isso é o que garante acesso rápido de volta ao benefício em caso de necessidade — sem fila, sem demora. O Bolsa Família funciona como um colchão de proteção social. Entrou uma vez, só sai para cima”, explicou. 

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Além do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), o Cadastro Único conecta famílias de baixa renda a mais de 36 políticas públicas, como o Pé-de-Meia, a Tarifa Social de Energia e o Farmácia Popular. “É o que o presidente Lula chama de garantir dignidade. A pessoa pode sair da pobreza, mas continua acessando outros programas que fortalecem sua condição de vida”, pontuou. 

“O povo quer trabalhar. E o principal: quando a renda cresce, a pessoa sai do Bolsa Família, mas não do Cadastro Único. Isso é o que garante acesso rápido de volta ao benefício em caso de necessidade — sem fila, sem demora”.

Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. 

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CRISE CLIMÁTICA — Ao conversar com jornalistas de diversas regiões do país, Dias chamou atenção para os efeitos da mudança do clima sobre a produção de alimentos no país, especialmente em regiões afetadas por secas e enchentes. “A mudança climática é uma realidade. Temos hoje vários municípios com decretos de emergência. Nessas situações, atuamos em dois blocos: ajuda humanitária imediata e soluções permanentes”. Dias detalhou iniciativas como a distribuição de cestas de alimentos e transferência de renda para famílias que perderam a produção, além da implantação de tecnologias adaptadas ao novo cenário climático. “Estamos levando cisternas para captar água da chuva e o chamado cisternão, para irrigação e criação de animais. Também iniciamos experimentos com sistemas de barramento de água e adutoras. Com isso, garantimos condições de convivência com a seca e proteção à agricultura familiar”, resumiu.

QUEM PARTICIPOU — O “Bom Dia, Ministro” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram do programa desta terça-feira jornalistas da Rádio Nacional Brasília, Amazônia e Alto Solimões (EBC), Rádio Lully FM (RJ), Rádio Grande FM — Dourados–MS, Rádio Vox — Ipatinga–MG, Portal A Crítica — Manaus–AM, Portal O Dia — Teresina–PI, Rádio Imembuí — Santa Maria–RS e Portal A8SE — Aracaju–SE.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

 

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