
Alagoinhas viveu hoje, dia 17, uma noite de celebração da cultura indígena com o lançamento do livro Bokuya, da escritora, fotógrafa e roteirista alagoinhense Géssica Ronise e do escritor Luíz Eudes, natural de Sátiro Dias. O evento aconteceu na Biblioteca Mariana Feijó, Praça Ruy Barbosa, e contou com o apoio da Prefeitura de Alagoinhas, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo (Secet).
Bukuya, que significa “vamos”, une a arte da fotografia à narrativa sensível do cotidiano indígena. Com imagens capturadas por Géssica na Reserva Indígena Kariri Xocó, em Entre Rios, o livro oferece um vislumbre íntimo da vida e das tradições desse povo rico em cultura e história, transportando os leitores para um universo vibrante indígena.
Complementando as imagens, o texto de Luiz Eudes mergulha na realidade dos Kariri Xocó, trazendo à tona as celebrações e as nuances do dia a dia. A obra celebra a resistência e a força da identidade indígena, convidando o público a refletir sobre a importância da preservação cultural e do respeito às diversidades.
Géssica explica como surgiu a ideia de fazer o livro. “Senti vontade de conhecer a história dos povos originários, de viver a experiência da aldeia, que sempre ouvi falar que trazia conexão, paz e cura. Então, fui e foi mágico colocar os pés na aldeia. É como um compromisso assinado diretamente com Deus, tirando de nós o que nos leva a viver em vão”, relata.
A autora conta que o processo de integração aos indígenas e de aceitação no sentido de colaborarem para a produção do livro foi genuíno. “Eles abraçaram com muito carinho, colaboraram com informações para a construção de narrativa. Bukuya é um livro para ser visto, lido e, sobretudo, sentido: começa pela capa, que traduz o convite no significado da tradução de seu título: vamos”.
Para o secretário da Secet, João Henrique Paolilo, o lançamento do livro é uma oportunidade de enriquecimento cultural da cidade. “É importantíssimo valorizar a cultura indígena, que é originária do nosso país, e também de Alagoinhas. É uma oportunidade para as pessoas conhecerem as tradições e as raízes do passado”, afirma.
Sobre os Kariri-Xocó
Kariri-Xocó são originários de Porto Real do Colégio, em Alagoas, onde residem aproximadamente seis mil indígenas. Chegaram a Entre Rios há dez anos, onde residem dez famílias na Reserva Indígena, lideradas pelo cacique Paruanã. De acordo com a autora, as famílias sobrevivem de agricultura familiar, apicultura e artesanato.
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