
Fotos: Divulgação - SEMOB
O sistema de transporte coletivo de Feira de Santana tem sido alvo constante da ação de vândalos e criminosos, gerando prejuízos não apenas aos cofres públicos, mas também à rotina e à segurança dos passageiros. Ônibus pichados, fiação elétrica roubada e portas quebradas nas estações têm se tornado cenas frequentes na cidade.
As estações do BRT mais atingidas são as localizadas nas avenidas João Durval Carneiro e Getúlio Vargas. Na João Durval, o problema crônico é o vandalismo físico e a depredação do patrimônio. O alvo principal dos criminosos são os brises, as estruturas metálicas de acabamento e ventilação das miniestações.
Já na Avenida Getúlio Vargas, a motivação do crime é o lucro no mercado paralelo. O corredor do BRT vem sofrendo com o furto de cabos elétricos. Atraídos pelo valor comercial do cobre, criminosos arrancam metros de fiação de dentro das estruturas. A consequência direta para o cidadão é a falta de infraestrutura básica, deixando as plataformas às escuras.
Os Terminais também sofrem diariamente com o rastro de destruição. Nos banheiros, são registradas portas e pias quebradas, vasos sanitários são quebrados e arrancados dos lugares, pichações e furto de materiais, além do descarte de lixo fora das lixeiras por parte dos usuários. O vandalismo se estende para o interior dos ônibus, onde passageiros rasgam os estofados e riscam a parte traseira dos assentos e das paredes dos veículos com canetas permanentes.
O secretário de Mobilidade Urbana, Rodolfo Suzarte, lamentou a frequência dessas ocorrências. “Infelizmente, algumas pessoas danificam as estruturas. Como os brises são de encaixe, eles batem, forçam até desencaixá-los e depois os arremessam na avenida. É uma situação realmente lamentável. Também registramos constantes atos de vandalismo e depredação nos banheiros dos terminais de transbordo, que sofrem danos em portas, lavatórios, vasos sanitários e demais equipamentos. Na Avenida Getúlio Vargas, ainda ocorre o furto de cabos elétricos. São muitos metros de cabeamento que acabam sendo levados e vendidos, deixando as miniestações sem energia", informou o titular da SEMOB.
Para cobrir o rastro de destruição deixado nas avenidas e terminais, o município precisa redirecionar recursos que poderiam ser aplicados em melhorias e na ampliação do próprio sistema de transporte. Para tentar frear a ação dos criminosos, a prefeitura aposta na integração com sistemas de videomonitoramento para identificar os autores.
Em Feira de Santana, a Lei Municipal nº 3.849/2018 institui sanções administrativas para atos de depredação ou vandalismo contra o patrimônio público. Quem for flagrado cometendo tais atos está sujeito a processo administrativo e a multas que variam de R$ 1 mil a R$ 1 milhão, a depender da gravidade do dano.
A SEMOB reforça que a colaboração da população é fundamental para proteger o patrimônio que pertence a todos. Quem presenciar atos de vandalismo ou suspeitar de furtos nas estações pode denunciar de forma segura, rápida e anônima através do telefone 156.
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