
A Defesa Civil do Estado do Piauí se reuniu, nessa segunda-feira (19), com representantes do Instituto Federal do Piauí (IFPI) para formalizar a parceria na segunda fase de execução do Plano Estadual de Proteção e Defesa Civil (PEPDEC).
Como parte do acordo, o IFPI irá disponibilizar uma equipe de pesquisadores que acompanhará a Defesa Civil em uma das ações centrais do plano: o conhecimento dos riscos nos territórios de desenvolvimento. A proposta é realizar o mapeamento de risco nos municípios-polo de cada território, uma iniciativa inédita na história da política pública de defesa civil no estado.

Esses mapeamentos regionais servirão como modelo para que outros municípios possam adotar a mesma metodologia. A meta é que, durante o período de vigência do PEPDEC, a parceria entre a Defesa Civil e o IFPI permita expandir o mapeamento para os 224 municípios piauienses.
O IFPI tem atuado como parceiro estratégico desde a elaboração inicial do plano. Participaram da reunião o diretor de Prevenção da Defesa Civil, Werton Costa, e o coordenador do Centro de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cegrid), Michel Francisco. Pelo IFPI, estiveram presentes a professora Sâmia Chaves e o reitor Paulo Borges, com o objetivo de alinhar as estratégias de implementação, difusão e comunicação do PEPDEC.
Participação comunitária e mapeamento de riscos
A parceria com o IFPI é crucial para a execução perfeito do plano. Além dessa parceria, outra estratégia relevante destacada pela Defesa Civil é o engajamento social na execução do plano.
O PEPDEC está sendo desenvolvido com a participação direta de comunidades ribeirinhas e de áreas de risco.
Nesse contexto, será aplicada a metodologia do mapeamento comunitário de risco, que envolve os moradores na identificação dos riscos locais, promovendo a construção coletiva de soluções. Essa abordagem fortalece o protagonismo das comunidades e amplia a efetividade das políticas públicas.
Planos de contingência municipais
Com as informações coletadas por meio dos mapeamentos técnicos e comunitários, a expectativa é que cada município possa elaborar o seu próprio plano de contingência — documento fundamental para organizar ações de prevenção, resposta e recuperação diante de desastres.
A Defesa Civil do Estado reforça que essa etapa é crucial para consolidar a política pública de proteção e defesa civil em nível local, garantindo mais segurança e resiliência às populações vulneráveis.

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