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Secretaria da Saúde mantém vigilância ativa contra meningite em Sergipe

Atuação da Vigilância em Saúde via Lacen é essencial para conter surtos e proteger a população

19/05/2025 às 10h15
Por: Redação Fonte: Secom Sergipe
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Atuação da Vigilância em Saúde via Lacen é essencial para conter surtos e proteger a população / Foto: Ascom FSPH
Atuação da Vigilância em Saúde via Lacen é essencial para conter surtos e proteger a população / Foto: Ascom FSPH

O Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen), gerenciado pela Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH), desempenha papel fundamental no enfrentamento da meningite no estado. Com estrutura técnica especializada e atuação articulada com a Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES), o Lacen é responsável pelo diagnóstico dos casos e produção de dados que orientam medidas de controle e prevenção da doença.

“A meningite pode ser causada por vírus, fungos ou bactérias, mas a forma bacteriana é a que mais diagnosticamos e que inspira maior atenção”, explicou o superintendente do Lacen, Cliomar Alves. Segundo ele, três tipos de bactérias são as principais responsáveis pelos quadros bacterianos: Neisseria meningitidis, Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae.

Segundo dados do Lacen, em 2024 foram analisadas 367 amostras suspeitas, com 20 resultados positivos. Desses, 19 casos foram de Streptococcus pneumoniae e 1 de Neisseria meningitidis do sorogrupo Y. Em 2025, até o momento, foram registradas 126 amostras, com apenas um resultado positivo, também para Streptococcus pneumoniae.

“Esse tipo de bactéria é muito comum em ambiente hospitalar e afeta principalmente crianças. Já a Neisseria meningitidis é coberta por vacina, e quando há um caso confirmado, todos os contatos da pessoa precisam ser tratados com medicamento específico”, explicou Cliomar.

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Qualquer diagnóstico de meningite em Sergipe passa pelo Lacen, que utiliza dois métodos: a cultura bacteriana, padrão ouro; e o exame de biologia molecular (PCR), que detecta o material genético das bactérias. “Na prática hospitalar, o paciente com suspeita de meningite é medicado imediatamente, o que pode inibir o crescimento da bactéria na cultura. Nesse caso, o PCR é essencial, pois mesmo com o antibiótico circulando, conseguimos detectar o DNA da bactéria”, detalhou o superintendente.

Para garantir a segurança e a confiabilidade das amostras, o Lacen também é responsável pela produção e distribuição de kits estéreis específicos para coleta de líquor e sangue. Esses kits são enviados a todas as unidades hospitalares e devem ser abertos apenas no momento da coleta, o que evita contaminações cruzadas.

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O trabalho do Lacen envolve quatro gerências e abrange, além da análise laboratorial, a capacitação das equipes de saúde. “A ausência de monitoramento provocaria um descontrole da doença. O nosso trabalho fornece dados que alimentam a vigilância epidemiológica e orientam ações imediatas, como campanhas de vacinação e bloqueios em casos confirmados de meningite meningocócica. Tudo só é possível com o resultado do laboratório”, concluiu Cliomar Alves.

A atuação da Vigilância em Saúde por meio do Lacen é essencial para conter surtos e proteger a população. O diagnóstico precoce, o uso de métodos modernos como o PCR e o investimento em qualificação profissional, tornam o laboratório uma peça-chave no sistema de saúde pública do estado.

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Foto: Ascom FSPH
Foto: Ascom FSPH
Foto: Ascom FSPH
Foto: Ascom FSPH
Cliomar Alves, superintendente do Lacen / Foto: Ascom FSPH
Cliomar Alves, superintendente do Lacen / Foto: Ascom FSPH
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