
Foi realizada, nessa segunda-feira (28), a abertura do V Seminário Piauiense de Agroecologia (SPA). O evento, que retorna após sete anos de sua última edição, reúne diversos órgãos, associações e entidades públicas e privadas do território Serra da Capivara, no município de São Raimundo Nonato. O evento ocorre no Instituto Federal do Piauí (IFPI) até o dia 30 de abril e discute as práticas da agroecologia, enfrentamento às mudanças climáticas e políticas públicas para uma produção de alimentos de base agroecológica.
De acordo com o diretor de Agroecologia e Agricultura Periurbana da Secretaria da Agricultura Familiar (SAF), Antônio Pereira, o evento reúne agricultores, técnicos, profissionais e demais interessados e conta com a presença da SAF para uma troca de conhecimento e discussão de ações para promoção da agroecologia.
“Neste encontro estamos presente em dois momentos, em oficinas de práticas agroecológicas, como forma de aprendizagem aos agricultores e estudantes, e participando da mesa de políticas públicas. Nesse processo, estamos construindo uma nova concepção de mundo a partir da agroecologia, como modo de vida, a partir da ciência e saberes populares”, afirmou.

De acordo com a coordenadora do núcleo de estudos do IFPI de São Raimundo Nonato, Tatiane Timóteo, o encontro reúne pessoas de diversas idades, para discutir ideias e soluções de enfrentamento aos problemas que existem no semiárido piauiense, especialmente, na Caatinga.
“Vemos reunido, nesse encontro, um grupo forte e importante para o futuro da alimentação, da agroecologia do país, que é o agricultor, apicultor, pescador, todos os grupos que estão envolvidos com a produção do campo e a conservação do planeta. Conseguimos reunir os jovens, que são o futuro da agroecologia, e com certeza, torcemos para que consigamos ter frutos diante da transformação, enquanto fazemos nossa parte aqui nesse pequeno território”, disse.

Representante da Associação Caatinga, Francisco Antônio fez uma apresentação durante o evento e defendeu a agricultura familiar como um suporte na produção de alimentos para as famílias do semiárido, destacando que 70% dos alimentos, que chegam à mesa do brasileiro, são oriundos da atividade.
“Estamos aqui para falar da agricultura familiar como potencial de desenvolvimento humano, de produção de alimento diversificada e agricultura sustentável em uma perspectiva agroecológica, porque sabemos que a atividade pode ser convencional. Então, vamos trazer um leque de desenvolvimento ao território sob um olhar de produzir mais saúde e natureza. A agricultura familiar tem grande importância ao país inteiro, estudos apontam que 70% da nossa alimentação vem deste tipo de produção, então, tem muito valor para nossa vida e bioma”, afirmou.

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