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Indígenas de vários continentes se reúnem em Brasília em defesa do clima e da Amazônia.

“Pelo Clima e Pela Amazônia: A Resposta Somos Nós”.

27/03/2025 às 23h31
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Mariana Abdalla / ATL
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Divulgação / Cobertura colaborativa – Apib
Divulgação / Cobertura colaborativa – Apib

Brasília será novamente o centro de mobilização indígena com a realização da 21ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL), de 7 a 11 de abril. Organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e suas sete organizações regionais, entre elas a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), o ATL deste ano traz uma forte dimensão internacional, reunindo lideranças indígenas dos nove países da Bacia Amazônica, além de representantes do Canadá, ilhas do Pacífico e Austrália.

A presença de delegações internacionais reforça o papel dos povos indígenas como protagonistas globais na luta contra as mudanças climáticas, às vésperas da COP30 — que será realizada em novembro, em Belém — e já aponta para a COP31, prevista para acontecer na Austrália. O tema da tenda da Coiab, “Pelo Clima e Pela Amazônia: A Resposta Somos Nós”, expressa essa convergência de pautas e vozes.

Entre os destaques internacionais estão os Guerreiros do Clima do Pacífico, ativistas das nações das ilhas do Pacífico; a organização canadense Sacred Earth Solar, liderada por mulheres indígenas; e a Troika dos Povos Indígenas — união inédita com lideranças do Brasil, Ilhas do Pacífico e Austrália que buscam garantir continuidade e protagonismo indígena nas COPs 29, 30 e 31.

Além disso, a presença do G9 da Amazônia Indígena — articulação entre organizações indígenas dos nove países da Bacia Amazônica — reafirma a conexão entre justiça climática, demarcação de terras e o fim da exploração de petróleo na Amazônia como bandeiras comuns e urgentes.

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“O Acampamento Terra Livre 2025 será um espaço de convergência das demandas dos povos indígenas, desta vez não só do Brasil, recebendo lideranças da Bacia Amazônica, Austrália e Pacífico. Os povos indígenas ao redor do mundo têm suas próprias culturas, modos de vida e desafios diferentes a superar; O ATL será esse espaço de união as lideranças poderão dialogar sobre temas comuns, como a defesa de seus territórios, a proteção da biodiversidade e o enfrentamento da crise climática. Como guardiões das florestas, rios e mares, nossas vozes e conhecimentos tradicionais precisam estar presentes na construção de políticas climáticas e em espaços de decisão como a COP30”, afirma o coordenador-geral da Coiab, Toya Manchineri.

A programação completa inclui:

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  • 04/07 : Cerimônia de abertura com delegações indígenas internacionais
  • 09/04 : Mesa sobre transição energética justa com mulheres indígenas do Canadá
  • 04/10 : Marcha “A Resposta Somos Nós” com delegações internacionais
  • 11/04: Mesa sobre a participação das crianças indígenas como autoridades climáticas
  • 04/11 : Pronunciamento internacional com lideranças do Pacífico e do G9.
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