
Uma gestação precoce pode trazer uma série de riscos e consequências para a vida de uma adolescente e do bebê. Em 2024, a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL) realizou 421 partos em adolescentes, uma redução de quase 20% quando comparado a 2023, quando foram feitos 523 partos. Mesmo com a redução, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) ressalta a importância da prevenção da gestação na fase da adolescência.
De 1° a 8 de fevereiro, acontece a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, que visa conscientizar jovens e suas famílias sobre os impactos da gravidez precoce e promover reflexões sobre escolhas e responsabilidades. Em 2025, o tema da campanha é ‘Prevenção da gravidez na adolescência, promovendo a saúde e garantindo direitos’.
De acordo com a psicóloga responsável pela Ala Azul da MNSL, Kátia Albuquerque de Santana, não é aconselhável que a mulher, na fase da adolescência, fique grávida por causa do próprio desenvolvimento humano. “O corpo da adolescente ainda está sendo preparado, os hormônios ainda estão em desenvolvimento. E assim, todo esse processo é mais complicado para a adolescente. O nosso corpo só está preparado para receber um embrião que vai crescer e se desenvolver na fase adulta, quando o corpo já está bem amadurecido quanto à questão hormonal e psicológica também”, informou.
Segundo Kátia, a adolescência é a fase de transição entre a infância e a fase adulta. “A pessoa ainda não sabe se ainda é menina ou se já é mulher, a bacia ainda não tem estrutura óssea para o parto normal, por exemplo, nem o físico e nem o emocional estão prontos ainda. Então, todas essas transformações fazem com que as moças fiquem inseguras. A questão do cuidado com o bebê, da amamentação, enfim, é um processo bem complicado. Porém, estamos observando uma tendência de redução no número de partos e isso é bom”, frisou.
Orientação
Para a psicóloga da MNSL, um dos fatores que contribui para redução no número de partos na adolescência é o maior acesso aos meios de comunicação em geral, especialmente a internet. “Hoje temos informações muito mais rápidas. Atualmente a adolescente tem mais acesso às informações e tira mais as dúvidas. Existe mais campanhas educativas sobre o tema, como também intervenções contínuas da equipe multidisciplinar que atua nesta área”, explicou.
No entanto, a psicóloga destaca que, contudo, é preciso conversar sobre educação sexual, sobre os meios contraceptivos. Ainda são, em média, 35 partos de adolescentes por mês, mais de um por dia somente aqui nesta maternidade. “É importante salientar que todo parto em adolescente é de risco. O trabalho da equipe de Psicologia sempre enfatiza nos aspectos emocionais e pontua também no papel do apoio familiar nesse processo”, afirmou.
Adriana Silva dos Santos é mãe de uma adolescente de 14 anos que teve seu o filho na MNSL, no dia 30 de janeiro, com 35 semanas, de parto cesáreo. Segundo ela, apesar da preocupação com o parto da filha, o atendimento na unidade foi muito bom. “Essa maternidade é maravilhosa, os profissionais são bem atenciosos. Fiquei muito feliz quando soube que a minha filha ia ter o meu neto aqui, pois a assistência aqui é de qualidade. O meu neto está fazendo tratamento de banho de luz, por causa de icterícia, e a minha filha teve acompanhamento psicológico. Eles só dão alta quando a paciente e o bebê estão realmente bem”, contou Adriana.

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